{"id":7448,"date":"2006-06-29T11:35:00","date_gmt":"2006-06-29T11:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7448"},"modified":"2006-06-29T11:35:00","modified_gmt":"2006-06-29T11:35:00","slug":"educacao-quem-pode-ficar-de-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/educacao-quem-pode-ficar-de-fora\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o&#8230; Quem pode ficar de fora?"},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e1 em debate nacional a Educa\u00e7\u00e3o. Todos os cidad\u00e3os, sem excep\u00e7\u00e3o, t\u00eam o dever de entrar na reflex\u00e3o s\u00e9ria, na busca de propostas razo\u00e1veis, para melhorar a Educa\u00e7\u00e3o em Portugal para os pr\u00f3ximos dez anos. Tanto mais quanto estamos cansados de ouvir e dizer que ela tem sido um fracasso. \u00c9 que dela depende o desenvolvimento pessoal e social harmonioso daqueles que est\u00e3o na idade de lan\u00e7ar os alicerces do seu futuro, dela dependendo, consequentemente, a qualidade do progresso social.<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas os indiv\u00edduos, mas os grupos e institui\u00e7\u00f5es t\u00eam o dever c\u00edvico de dar o seu contributo, para que se encontrem valores orientadores, estruturas, pr\u00e1ticas, sinergias de intervenientes do processo educativo, que combinem serena e eficazmente a igualdade de oportunidades e a excel\u00eancia, a liberdade de escolha, a iniciativa particular, cooperativa e a supletiva estatal, construindo uma sadia teia da Educa\u00e7\u00e3o, que nos permita sairmos definitivamente do clima de hostilidades, das justifica\u00e7\u00f5es de insucesso, da irresponsabilidade e da omiss\u00e3o\u2026, que culmine na supera\u00e7\u00e3o da habitual cauda da tabela europeia. Sobretudo, que resulte na forma\u00e7\u00e3o de pessoas s\u00e1bias e humanas, capazes e dedicadas.<\/p>\n<p>Estando em causa a pessoa humana, \u201craz\u00e3o de ser e objecto central da miss\u00e3o da Igreja\u201d, esta \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o pode deixar de estar presente no debate. At\u00e9 porque \u00e9 real a sua presen\u00e7a em \u201cm\u00faltiplas inst\u00e2ncias\u201d educativas, desde a fam\u00edlia \u00e0s suas pr\u00f3prias escolas, passando pela presen\u00e7a institucional na escola estatal, nomeadamente pela oferta do Ensino Religioso Escolar.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos c\u00edrculos da Igreja neste debate \u00e9 tanto mais importante quanto se generaliza uma vis\u00e3o redutora da pessoa humana e do pr\u00f3prio mundo, sem esquecer o desejo subtil de muitos de arredarem Deus do horizonte da hist\u00f3ria. Temos o direito e o dever de dar \u00e0 sociedade portuguesa o nosso saber pr\u00f3prio, que integre o ambiente que plasma a nossa realidade cultural. <\/p>\n<p>Se a crescente seculariza\u00e7\u00e3o, que sublinha a laicidade do Estado, lan\u00e7a confus\u00e3o no esp\u00edrito dos cidad\u00e3os sobre o que seja uma verdadeira neutralidade do mesmo Estado, de forma nenhuma equiparada \u00e0 laiciza\u00e7\u00e3o da sociedade, mais uma raz\u00e3o para se fazer ouvir a voz da Igreja, dos Bispos \u00e0s Associa\u00e7\u00f5es de Pais, das Universidades aos Professores, dos Grupos aos Movimentos, sobre aquilo que consideram serem os pilares necess\u00e1rios a uma Educa\u00e7\u00e3o integral, os parceiros a empenhar, as pr\u00e1ticas a desencadear.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das sensibilidades indispens\u00e1veis a manifestar-se, a par de tantas outras que se v\u00e3o ouvindo na sociedade portuguesa. E, se podemos correr o risco de pecar por sublinhar alguma perspectiva parcial, confessional, mais grave ser\u00e1 ficarmos no comodismo do sil\u00eancio. Discernimento e humildade; mas coragem e sentido de dignidade! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 em debate nacional a Educa\u00e7\u00e3o. Todos os cidad\u00e3os, sem excep\u00e7\u00e3o, t\u00eam o dever de entrar na reflex\u00e3o s\u00e9ria, na busca de propostas razo\u00e1veis, para melhorar a Educa\u00e7\u00e3o em Portugal para os pr\u00f3ximos dez anos. 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