{"id":7466,"date":"2006-06-29T12:09:00","date_gmt":"2006-06-29T12:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7466"},"modified":"2006-06-29T12:09:00","modified_gmt":"2006-06-29T12:09:00","slug":"homenagem-justa-desejada-e-sentida-por-muitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/homenagem-justa-desejada-e-sentida-por-muitos\/","title":{"rendered":"Homenagem justa, desejada e sentida por muitos"},"content":{"rendered":"<p>Testemunho de um casal <!--more--> Nascido a 4 de Julho de 1933, o P. Arm\u00e9nio Alves da Costa J\u00fanior faleceu a 15 de Fevereiro de 1997.<\/p>\n<p>O Padre, Professor, M\u00fasico, Conselheiro e Amigo vai ser recordado pela cidade em que tanto trabalhou, no dia do seu anivers\u00e1rio. Mais que justa e merecida esta homenagem, esperada, desejada e sentida por muita, muita gente.<\/p>\n<p>Sentimos ainda hoje, passados mais de nove anos sobre a sua morte, as reac\u00e7\u00f5es de quantos tinham privado com ele: \u201cN\u00e3o pode ser\u201d.\u201dN\u00e3o pode ser verdade\u201d. \u201cN\u00e3o podemos ter perdido o Amigo que ouviu tantos dos nossos desabafos, com quem partilh\u00e1mos tantas alegrias e tristezas, com quem rez\u00e1mos e cont\u00e1mos tantas vezes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que o seu passo miudinho, sempre apressado, deixe de atravessar a nossa cidade! N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que o CUFC e a Universidade n\u00e3o voltem a sentir a for\u00e7a do seu saber e talento!\u201d<\/p>\n<p>O Homem, o Padre, o Professor, o M\u00fasico, que mexeu com Aveiro e fez chorar de saudade e dor tanta e variada gente com a sua morte.<\/p>\n<p>Tinha-se dado inteiramente aos outros.<\/p>\n<p>Inteligente e sens\u00edvel, acolhedor, com o seu jeito e o seu sorriso e o acolhimento e disponibilidade permanentes, a todos cativava.<\/p>\n<p>Os jovens depositavam nele toda a confian\u00e7a, confidenciavam-lhe as suas d\u00favidas de f\u00e9 e segredavam-lhe os \u201csegredos\u201d do seu cora\u00e7\u00e3o, que t\u00e3o bem sabia acolher e compreender; e transmitia-lhes a for\u00e7a da sua F\u00e9 e comunicava seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as, que ao seu colo cantavam can\u00e7\u00f5es \u201cestou louca por voc\u00ea\u201d e muitas outras.<\/p>\n<p>Casais que lhe expunham os seus problemas e preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Idosos que, no seu sorriso, encontravam a magia da Esperan\u00e7a e da F\u00e9.<\/p>\n<p>Padre por Amor, \u201cmendigo de Maria, jardineiro requintado da amizade, amava a Igreja que sempre serviu nas v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es, com o mesmo saber e entusiasmo: Estava bem em qualquer fun\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Por onde passou, deixou obra feita, mas a mais importante e maior de todas as obras foi a \u201cmarca\u201d que deixou nas pessoas.<\/p>\n<p>Marcou toda uma gera\u00e7\u00e3o, aqueles que hoje s\u00e3o a for\u00e7a nos mais variados campos de ac\u00e7\u00e3o: cultural, econ\u00f3mica, social, pol\u00edtica e religiosa.<\/p>\n<p>Amava as crian\u00e7as e os jovens, a M\u00fasica e o canto. Padre da cultura, da arte e do engenho. Padre da F\u00e9 e do Amor aos outros.<\/p>\n<p>Tantos testemunhos de tantos amigos que, nos seus escritos, encheram durante tanto tempo as p\u00e1ginas dos Jornais de Aveiro, e n\u00e3o s\u00f3. E os testemunhos de tantos que nunca foram publicados, de amigos que ficaram no sil\u00eancio das suas l\u00e1grimas e ora\u00e7\u00f5es e que hoje recordam com a mesma emo\u00e7\u00e3o \u201caquele que continua entre n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 passaram nove anos sobre aquela tarde de s\u00e1bado, dia 15 de Fevereiro de 1997. Parece que foi ainda ontem.<\/p>\n<p>O P. Arm\u00e9nio vive no cora\u00e7\u00e3o de muita da gente de Aveiro, que n\u00e3o esquece o seu nome.<\/p>\n<p>Justa a homenagem que lhe vai ser prestada e a Rua que perpetuar\u00e1 o seu nome.<\/p>\n<p>Associamo-nos a ela com a nossa profunda gratid\u00e3o e dizemos-lhe \u201cat\u00e9 sempre, P. Arm\u00e9nio! At\u00e9 sempre!\u201d<\/p>\n<p>Maria Idalina e Manuel Ara\u00fajo<\/p>\n<p>Principais factos da vida do sacerdote de Aveiro<\/p>\n<p>4-7-1933 \u2013 Arm\u00e9nio Alves da Costa J\u00fanior nasce na freguesia de S\u00e3o Jer\u00f3nimo de Real, Braga.<\/p>\n<p>1945 \u2013 Entra no Semin\u00e1rio de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o (Braga).<\/p>\n<p>1947 \u2013 A sua fam\u00edlia muda-se para Aveiro.<\/p>\n<p>1950 \u2013 Inicia o Curso de Filosofia, no Semin\u00e1rio Conciliar de Braga. Em 1954, matricula-se no Curso de Teologia do Semin\u00e1rio dos Olivais (Lisboa).<\/p>\n<p>1957 \u2013 Termina o Curso de Teologia e \u00e9 ordenado padre por D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, no dia 11 de Julho. Reza Missa Nova na Igreja de Esgueira, no dia 14 do mesmo m\u00eas.<\/p>\n<p>1957-67 \u2013 Coadjutor do p\u00e1roco da freguesia da Vera Cruz. \u00c9 nomeado professor de Religi\u00e3o e Moral no Liceu de Aveiro.<\/p>\n<p>1967-76 \u2013 P\u00e1roco da S\u00e9 de Aveiro<\/p>\n<p>1973-1988 &#8211; Professor de M\u00fasica no Conservat\u00f3rio de Aveiro.<\/p>\n<p>1975-1988 \u2013 Reitor do Semin\u00e1rio de Aveiro<\/p>\n<p>1988-1997 \u2013 Director do Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura<\/p>\n<p>1992 \u2013 Obt\u00e9m o t\u00edtulo de Mestre em Ci\u00eancias Musicais na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a tese \u201cO Mosteiro do Rio Covo \u00e0 luz do Brevi\u00e1rio de 1514\u201d.<\/p>\n<p>1995 \u2013 Funda o Coro de Santa Joana<\/p>\n<p>1996 \u2013 Doutora-se em M\u00fasica e Artes do Espect\u00e1culo, na Universidade de Aveiro, com a tese \u201cTesouros Musicais do Mosteiro de Jesus de Aveiro. Of\u00edcios rimados e sequ\u00eancias nos c\u00f3dices quatrocentistas\u201d.<\/p>\n<p>15-02-1997 \u2013 \u00c9 v\u00edtima de um acidente rodovi\u00e1rio no IP5.<\/p>\n<p>Padre Arm\u00e9nio <\/p>\n<p>d\u00e1 nome a rua<\/p>\n<p>Com o apoio da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, a Junta de Freguesia da Gl\u00f3ria promove uma homenagem ao Pe Arm\u00e9nio, no dia do seu anivers\u00e1rio, 4 de Julho.<\/p>\n<p>\u201cO Padre Arm\u00e9nio Alves da Costa J\u00fanior, pela sua forma de estar na vida, pela sua sabedoria, pelo acolhimento aos outros, pelo seu porte e pela sua personalidade, deixou um rasto que marcou indelevelmente todos os que conviveram com ele e \u2018imp\u00f4s-se\u2019 como um exemplo a seguir\u201d, refere o comunicado da CMA.<\/p>\n<p>Programa<\/p>\n<p>17h00 \u2013 Missa na S\u00e9<\/p>\n<p>18h15 \u2013 Sess\u00e3o no Pequeno Audit\u00f3rio do Centro Cultural e de Congressos de Aveiro<\/p>\n<p>19h15 \u2013 Descerramento da Placa Topon\u00edmica, na rua junto \u00e0 Rotunda do Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Testemunho de um casal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-7466","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7466"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7466\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}