{"id":7468,"date":"2006-06-29T12:15:00","date_gmt":"2006-06-29T12:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7468"},"modified":"2006-06-29T12:15:00","modified_gmt":"2006-06-29T12:15:00","slug":"drama-da-vida-e-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/drama-da-vida-e-da-morte\/","title":{"rendered":"Drama da vida e da morte"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> O drama da vida e da morte constitui o tema principal da Liturgia da Palavra deste Domingo, real\u00e7ado, nomeadamente, na primeira leitura e no evangelho. Este tema interessa-nos a todos, qualquer que seja a nossa posi\u00e7\u00e3o diante dele, isto \u00e9, quer tenhamos f\u00e9 e acreditemos na vida eterna, quer n\u00e3o acreditemos e digamos: tudo acaba aqui (na terra). Viver e viver em qualidade, \u00e9 a grande aspira\u00e7\u00e3o de todo o ser humano. Aqueles que perderam o sentido da vida, ou nunca o encontraram, refugiam-se em diversificadas aliena\u00e7\u00f5es, desde as de car\u00e1cter religioso, como a magia, o ocultismo, o milagrismo, as supersti\u00e7\u00f5es, at\u00e9 \u00e0s que se prendem com uma vida devassa ou com a exalta\u00e7\u00e3o ou entorpecimento, provocados pelos m\u00faltiplos estupefacientes, para se esquecerem que existem, com esta ou aquela situa\u00e7\u00e3o vital concreta. <\/p>\n<p>A primeira leitura oferece-nos novos contributos \u00e0 quest\u00e3o teol\u00f3gica da imortalidade dos justos; traz uma resposta \u00e0s quest\u00f5es angustiadas de Job, ensinando que, perseguidas na terra, as pessoas virtuosas gozam de uma tranquilidade perfeita face a Deus e ser\u00e3o recompensadas no dia da Visita ou do Julgamento. Para o autor do livro da Sabedoria, a verdadeira morte n\u00e3o \u00e9 f\u00edsica, mas de ordem espiritual. N\u00e3o foi Deus que criou a morte, nem Ele se alegra com a perdi\u00e7\u00e3o dos vivos; tudo o que nasce no mundo se destina ao bem. Mas a morte espiritual est\u00e1 j\u00e1 presente na vida dos \u00edmpios e continua para al\u00e9m da sua morte terrena, pois que estes vivem sob o imp\u00e9rio do dem\u00f3nio, por quem entrou a morte no mundo. <\/p>\n<p>Na terceira leitura, Marcos relata-nos dois epis\u00f3dios importantes: um sobre a morte e a revivesc\u00eancia de uma jovem, operada por Jesus, mediante a confiss\u00e3o de f\u00e9 de seu pai; e outro sobre a qualidade de vida oferecida a uma certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos. Marcos refere que a mulher estava doente e ningu\u00e9m a conseguia curar, antes piorava. Esta mulher, segundo a mentalidade do tempo, vivia em cont\u00ednua impureza legal, n\u00e3o podia ir ao templo para a ora\u00e7\u00e3o, nem sequer conviver com o seu marido. Era uma exclu\u00edda! Envergonhada e \u00e0s ocultas, a mulher toca na ponta do manto de Jesus. Este elogia, em alta voz, a f\u00e9 da mulher, depois de a curar, denunciando, deste modo, aqueles que a votavam \u00e0 exclus\u00e3o. Jesus veio restaurar a bondade original de toda a cria\u00e7\u00e3o e renovar a verdade e a justi\u00e7a nos cora\u00e7\u00f5es das pessoas, que, pelo mau uso da liberdade, caem no pecado. Cristo veio restituir ao ser humano a vida e a liberdade, vivendo no meio do povo para melhor ver, sentir e experimentar as suas ang\u00fastias, dramas e aliena\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo apela aos crist\u00e3os de Corinto para que repartam os seus bens com os que os n\u00e3o t\u00eam, como Cristo que, sendo rico, se fez pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza. Cr\u00eas em Jesus Cristo? Cr\u00eas na miss\u00e3o que Ele te confia? Cristo pede-te que integres, acolhas, compreendas, apoies e ajudes a viver os que, vivendo, se encontram mortos espiritualmente. Como os crist\u00e3os de Corinto, partilha o que \u00e9s e tens. S\u00ea rico em generosidade, ao servi\u00e7o de algu\u00e9m, que espera por ti!<\/p>\n<p>Leituras do XIII Domingo do Tempo Comum: Sab 1,13-15; 2,23-24; Sl 30 (29); 2 Cor 8,7.9.13-15; Mc 5,21-43<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}