{"id":7503,"date":"2006-06-29T16:46:00","date_gmt":"2006-06-29T16:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7503"},"modified":"2006-06-29T16:46:00","modified_gmt":"2006-06-29T16:46:00","slug":"silencio-de-deus-demissao-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/silencio-de-deus-demissao-dos-homens\/","title":{"rendered":"&#8220;Sil\u00eancio de Deus&#8221; &#8211; Demiss\u00e3o dos Homens"},"content":{"rendered":"<p>1. Segundo os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, Bento XVI interpelou o \u201csil\u00eancio de Deus\u201d, quando esteve no campo de concentra\u00e7\u00e3o nazi de Auschwitz. Obviamente, a interpela\u00e7\u00e3o em causa n\u00e3o se dirigia ao sil\u00eancio de Deus, mas sim ao dos homens com especiais responsabilidades baseadas na f\u00e9 e na consci\u00eancia da dignidade humana.<\/p>\n<p>Justifica-se plenamente essa interpela\u00e7\u00e3o diante do horror nazi e justifica-se tamb\u00e9m plenamente em rela\u00e7\u00e3o ao sil\u00eancio universal perante o imenso campo de exterm\u00ednio actual, que tortura e mata crian\u00e7as, jovens e adultos famintos, v\u00edtimas do tr\u00e1fico humano, de tortura p\u00fablica e privada, de condi\u00e7\u00f5es esclavagistas e de todas as outras for-mas de opress\u00e3o provenientes de tiranias pol\u00edticas, de for\u00e7as econ\u00f3micas, de criminosos mais ou menos organizados\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o branqueemos o holocausto nazi, mas n\u00e3o aproveitemos a sua condena\u00e7\u00e3o para branquear o holocausto actual, muito maior no n\u00famero de v\u00edtimas, embora menos concentrado em termos geogr\u00e1ficos. <\/p>\n<p>2. Tamb\u00e9m n\u00e3o branqueemos a nossa demiss\u00e3o pessoal e colectiva, alegando o vast\u00edssimo conjunto de den\u00fancias, contesta\u00e7\u00f5es e at\u00e9 iniciativas mais ou menos consequen-tes. Tudo isto cont\u00e9m algum m\u00e9rito, sem d\u00favida, mas, verdade seja dita, n\u00e3o existe qualquer movimento global e coerente a favor da dignidade humana: global, na medida em que abranja todas as situa\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio e comprometa as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, pelo menos, dos pa\u00edses livres; coerente, na medida em que n\u00e3o se limite \u00e0 esfera das palavras e das manifesta\u00e7\u00f5es e se comprometa em ac\u00e7\u00f5es eficazes e sistem\u00e1ticas. <\/p>\n<p>Pouco importa que se trate de um grande movimento universal ou da conjuga\u00e7\u00e3o de entidades v\u00e1rias, porventura incont\u00e1veis, qualquer que seja a respectiva natureza ou \u00e2mbito. Importante \u00e9 que o movimento exista e que nenhum cidad\u00e3o e nenhuma fam\u00edlia fique de fora.<\/p>\n<p>O grande movimento a favor da dignidade humana, proposto por Jo\u00e3o Paulo II no n.\u00ba 3 da enc\u00edclica \u201cCentesimus Annus\u201d, pode ser um embri\u00e3o do movimento global. Essa proposta \u00e9 tamb\u00e9m, porventura, um forte apelo \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o de pretextos que v\u00eam retardando o in\u00edcio da ac\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, entre os pr\u00f3prios cat\u00f3licos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Segundo os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, Bento XVI interpelou o \u201csil\u00eancio de Deus\u201d, quando esteve no campo de concentra\u00e7\u00e3o nazi de Auschwitz. Obviamente, a interpela\u00e7\u00e3o em causa n\u00e3o se dirigia ao sil\u00eancio de Deus, mas sim ao dos homens com especiais responsabilidades baseadas na f\u00e9 e na consci\u00eancia da dignidade humana. Justifica-se plenamente essa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7503","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7503"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7503\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}