{"id":7523,"date":"2006-07-05T12:25:00","date_gmt":"2006-07-05T12:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7523"},"modified":"2006-07-05T12:25:00","modified_gmt":"2006-07-05T12:25:00","slug":"a-igreja-diocesana-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-igreja-diocesana-iii\/","title":{"rendered":"A igreja diocesana (III)"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o S\u00ednodo Diocesano <!--more--> No rescaldo do Dia da Igreja Diocesana e em v\u00e9speras de ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, vale a pena regressar ainda ao texto sinodal, para refrescar as nossas mem\u00f3rias e &#8211; quem sabe?&#8230; quem dera!&#8230; &#8211; recuperar o \u00e2nimo que sempre vive no cora\u00e7\u00e3o dos que se submetem ao Esp\u00edrito Santo, na certeza de que Ele acabar\u00e1 por vencer a nossas resist\u00eancias e fazer desa-brochar formas novas de organiza\u00e7\u00e3o e de vida.<\/p>\n<p>\u201cReconhe\u00e7a-se o minist\u00e9rio ordenado como servi\u00e7o evang\u00e9lico ao crescimento crist\u00e3o dos baptizados e como minist\u00e9rio estruturante da comunidade e dos organismos e servi\u00e7os\u201d &#8211; diz o texto. Estamos em tempo de confus\u00e3o entre a proximidade e a dilui\u00e7\u00e3o de identidades; em tempo de confus\u00e3o de democracia com anarquia\u2026<\/p>\n<p>Brotam desta afirma\u00e7\u00e3o sinodal centelhas de orienta\u00e7\u00e3o, seja para os ministros ordenados, seja para o Povo de Deus. Se n\u00e3o \u00e9 o cabe\u00e7\u00e3o que nos identifica, \u00e9 o nosso modo de pensar, de dizer, de estar, em todas as circunst\u00e2ncias, dentro e fora do templo, que inspira eleva\u00e7\u00e3o e espelha a dedica\u00e7\u00e3o de Deus por todos, e traduz o amor oblativo do Senhor Jesus por todos, com predilec\u00e7\u00e3o pelos mais indefesos. Grande caminho a percorrer, para Bispo, Presb\u00edteros e Di\u00e1conos!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o Povo de Deus est\u00e1 convidado a caminhar. A autoridade n\u00e3o se imp\u00f5e com palavras duras, atitudes intransigentes\u2026 Mas o certo \u00e9 que a Igreja \u00e9 uma comunh\u00e3o org\u00e2nica, onde a igual dignidade de baptizados n\u00e3o elimina, antes exige, o reconhecimento da diversidade de fun\u00e7\u00f5es, da diversidade de responsabilidades; e o acolhimento da interven\u00e7\u00e3o de cada um no servi\u00e7o que lhe est\u00e1 cometido.<\/p>\n<p>Bem sei que a crise de anarquia \u00e9 geral. Bem pode a Igreja cuidar a forma\u00e7\u00e3o de todos os seus membros, de modo a tornar-se e manifestar-se como laborat\u00f3rio de reconhecimento da diversidade e perfei\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o, pela caridade! Ali\u00e1s, a riqueza de experi\u00eancia que a Eucaristia pode proporcionar em cada domingo \u00e9 nutriente bem capaz de manter, consolidar e acrescentar esta forma de vida.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que esta din\u00e2mica exige capacidade de risco e inova\u00e7\u00e3o, coragem de mudan\u00e7a. As estruturas s\u00f3 se justificam enquanto servi\u00e7o \u00e0 Vida. A\u00ed temos n\u00f3s dificuldade de conceber a Tradi\u00e7\u00e3o como a forma eficaz de transmitir a vitalidade eclesial. \u201cPromova-se a revis\u00e3o peri\u00f3dica das estruturas pastorais territoriais, paroquiais, arciprestados e outras, para que prestem aos crist\u00e3os o melhor servi\u00e7o e n\u00e3o constituam obst\u00e1culos \u00e0 ac\u00e7\u00e3o pastoral e apost\u00f3lica\u201d.<\/p>\n<p>Em tempo de nomea\u00e7\u00f5es, quando se exigem outras formas de organiza\u00e7\u00e3o pastoral, de distribui\u00e7\u00e3o dos recursos humanos, que sensibilidade t\u00eam as comunidades \u00e0 realidade da Diocese? Que esp\u00edrito de servi\u00e7o temos n\u00f3s, os presb\u00edteros, para servir a Igreja Dioce-sana, em vez de favorecermos \u201cbairrismos\u201d doentios? Como se processa o di\u00e1logo com o Bispo da Diocese: em fun\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es pessoais ou ao servi\u00e7o da Igreja?&#8230; A humildade de um exame de consci\u00eancia sereno criar\u00e1 um verdadeiro clima de comunh\u00e3o. <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o S\u00ednodo Diocesano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}