{"id":7524,"date":"2006-07-05T12:27:00","date_gmt":"2006-07-05T12:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7524"},"modified":"2006-07-05T12:27:00","modified_gmt":"2006-07-05T12:27:00","slug":"profetas-e-profecias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/profetas-e-profecias\/","title":{"rendered":"Profetas e profecias"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A liturgia deste domingo fala-nos dos profetas e das profecias. N\u00e3o dos falsos profetas que anunciam o futuro, de forma espectacular, mas dos verdadeiros profetas, que recordam ao povo a mensagem da salva\u00e7\u00e3o, j\u00e1 revelada, e lhes apontam o caminho a seguir para serem felizes e darem alegria ao Senhor. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, o profeta Ezequiel, ao mesmo tempo que sente o imperativo de cumprir a sua miss\u00e3o, tem tamb\u00e9m uma d\u00favida interior: Que adianta pregar a um povo que n\u00e3o quer escutar? N\u00e3o ser\u00e1 perder tempo? Mas o Esp\u00edrito do Senhor ajuda-o a assumir as suas responsabilidades, segredando-lhe interiormente: \u201cPodem escutar-te ou n\u00e3o \u2013 porque s\u00e3o uma casta de rebeldes \u2013 mas saber\u00e3o que h\u00e1 um profeta no meio deles\u201d. Porque p\u00f4s o dedo na chaga, lan\u00e7ou pedras no charco, foi ousado e atrevido, em nome de Deus, Ezequiel sentiu-se rejeitado pelo povo. Esta \u00e9 a sorte de todos os profetas!<\/p>\n<p>No evangelho, Marcos fala-nos das dificuldades que o pr\u00f3prio Jesus teve de enfrentar, para cumprir a miss\u00e3o que o Pai lhe confiara. Ele \u00e9 o verdadeiro profeta e mais do que profeta! Ele \u00e9 a pr\u00f3pria Palavra do Pai. Jesus n\u00e3o \u00e9 um homem espectacular, nem realiza prod\u00edgios para ser aplaudido. Est\u00e1 na sua terra natal e, a\u00ed, todos sabem que ele \u00e9 carpinteiro, filho de Jos\u00e9 e conhecem bem Maria, a sua m\u00e3e, assim como os seus familiares mais pr\u00f3ximos, chamados de \u201cirm\u00e3os\u201d. Que trar\u00e1 de novo um homem jovem que sabe menos do que eles? \u00c0 partida, est\u00e1 rejeitado! Mas a verdadeira causa desta recusa \u00e9 que as suas palavras abalam as estruturas vigentes e contestam as falsas interpreta\u00e7\u00f5es da Lei de Deus. S\u00e3o palavras revolucion\u00e1rias demais para os que est\u00e3o excessivamente acomodados! <\/p>\n<p>Paulo, na segunda leitura, cansado de tantas persegui\u00e7\u00f5es e lutas, queixa-se ao Senhor da sua fragilidade, que ele pensa ser um impedimento \u00e0 prega\u00e7\u00e3o do Evangelho. Mas o Senhor diz-lhe: \u201cBasta-te a minha gra\u00e7a, porque \u00e9 na fraqueza que se manifesta todo o meu poder\u201d. Paulo compreendeu e ajuda-nos a compreender que n\u00e3o s\u00e3o os fortes e os poderosos que Deus chama \u00e0 profecia, isto \u00e9, ao an\u00fancio do Evangelho, mas os fracos. \u00c9, exactamente, este sentimento de fragilidade, diante da tarefa a cumprir, que desenvolve em n\u00f3s o sentimento de humildade e nos leva a perceber que \u00e9 o Senhor que actua atrav\u00e9s de n\u00f3s, seus instrumentos. A nossa palavra e ac\u00e7\u00e3o s\u00e3o tanto mais eficazes, quanto mais nos sentirmos fr\u00e1geis e pequenos e mais confiarmos na for\u00e7a de Deus. O importante \u00e9 que as persegui\u00e7\u00f5es, cal\u00fanias ou rejei\u00e7\u00f5es, que temos de suportar, n\u00e3o nos fa\u00e7am depor as armas do bom combate pela causa de Deus e da sua Palavra. <\/p>\n<p>Pelo baptismo, cada crist\u00e3o\/\u00e3 participa da miss\u00e3o prof\u00e9tica de Jesus. Tenho consci\u00eancia disso? Sinto-me em paz e sou feliz quando me rejeitam por causa do an\u00fancio e da viv\u00eancia do Evangelho? Habitualmente, procuro solidarizar-me com os mais fracos, os rejeitados, os criticados, ou, ao contr\u00e1rio, sou inclinado\/a a agredir, mal dizer, caluniar? Sou rebelde ou obediente ao Esp\u00edrito do Senhor? Exer\u00e7o a minha voca\u00e7\u00e3o de profeta, sem temor, apenas confiado\/a na for\u00e7a de Deus? <\/p>\n<p>Leituras do XIV Domingo do Tempo Comum: Ez 2,2-5; Sl 123 (122); 2 Cor 12,7-10; Mc 6,1-6 <\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}