{"id":7556,"date":"2006-07-05T16:30:00","date_gmt":"2006-07-05T16:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7556"},"modified":"2006-07-05T16:30:00","modified_gmt":"2006-07-05T16:30:00","slug":"exemplo-operario-do-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/exemplo-operario-do-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Exemplo oper\u00e1rio do s\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. O movimento oper\u00e1rio do s\u00e9culo XIX, visto \u00e0 dist\u00e2ncia, caracterizou-se pelas lutas a favor da liberdade e da emancipa\u00e7\u00e3o. Aliado a outras for\u00e7as, lutou pela emancipa\u00e7\u00e3o libertadora, face ao \u201cantigo regime\u201d proveniente da Idade M\u00e9dia. Contribuiu decisivamente para o surgimento das liberdades e direitos caracter\u00edsticos dos nossos dias (mau grado as opress\u00f5es que ainda subsistem por toda a parte).<\/p>\n<p>2. O movimento oper\u00e1rio, tal como outras for\u00e7as, cometeu erros e injusti\u00e7as contra as institui\u00e7\u00f5es do passado; n\u00e3o soube \u201cseparar o trigo do joio\u201d no conjunto de institui\u00e7\u00f5es e em cada uma delas. No entanto, elas acabaram por subsistir, e o movimento oper\u00e1rio assumiu valores ancestrais, designadamente o sentido de responsabilidade. <\/p>\n<p>N\u00e3o se limitou \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, ele pr\u00f3prio criou vias de solu\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s do mutualismo, instituiu a ajuda m\u00fatua para as situa\u00e7\u00f5es graves, tais como as de doen\u00e7a, acidente e morte. Atrav\u00e9s do cooperativismo, criou empresas de produ\u00e7\u00e3o, consumo e outras. Atrav\u00e9s do associativismo popular, esteve na origem de colectividades de cultura e recreio e de iniciativas semelhantes.   <\/p>\n<p>3. O sentido de responsabilidade inseriu o movimento oper\u00e1rio numa tradi\u00e7\u00e3o axiol\u00f3gica ancestral, mesmo sem a reconhecer. E a luta a favor da liberdade colocou-o na dianteira da transforma\u00e7\u00e3o do mundo em \u201cterra habit\u00e1vel\u201d, com humanismo e dignidade.<\/p>\n<p>Aconteceu, por\u00e9m, que, entretanto, o movimento se modificou, por motivos de ordem intr\u00ednseca e extr\u00ednseca. N\u00e3o desenvolveu as tradi\u00e7\u00f5es mutualista e cooperativa. Transferindo cada vez mais responsabilidades para o Estado, passou a contest\u00e1-lo, sistematicamente, como aliado aos \u201cinimigos de classe\u201d. Contestou-o n\u00e3o s\u00f3 pelas actua\u00e7\u00f5es negativas (que s\u00e3o muitas), mas tamb\u00e9m por n\u00e3o garantir tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 vida humana; isto \u00e9, por n\u00e3o ser deus (provid\u00eancia) ou, simplesmente, por existir \u2013 existir como obst\u00e1culo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da plenitude ut\u00f3pica.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a grav\u00edssima crise actual suscitar\u00e1, nos trabalhadores e nas suas organiza\u00e7\u00f5es, a reactiva\u00e7\u00e3o, actualiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da s\u00edntese \u201cliberdade-responsabilidade\u201d praticada pelos seus antepassados? Sem preju\u00edzo, obviamente, das responsabilidades do Estado e de outras entidades\u2026 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7556","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7556"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7556\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}