{"id":7562,"date":"2006-07-27T10:05:00","date_gmt":"2006-07-27T10:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7562"},"modified":"2006-07-27T10:05:00","modified_gmt":"2006-07-27T10:05:00","slug":"milagre-da-divisao-dos-paes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/milagre-da-divisao-dos-paes\/","title":{"rendered":"Milagre da divis\u00e3o dos p\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A liturgia da palavra deste domingo fala-nos da magnanimidade de Deus, que nos enche de todos os bens, temporais e, sobretudo, espirituais. Esta generosidade divina contrasta com a nossa tacanhez, sobretudo quando nos fechamos no nosso ego\u00edsmo e n\u00e3o ouvimos os gritos da humanidade, carente de tudo, at\u00e9 do mais essencial, que \u00e9 o p\u00e3o de cada dia. A palavra garante-nos que Deus se oferece a n\u00f3s, a cada pessoa e \u00e0 humanidade em geral, e que, se confiarmos nele, nada nos pode faltar. Ele abre as suas m\u00e3os e sacia a nossa fome, como canta o salmo 145.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, vemos o profeta Eliseu a saciar a fome a cem pessoas, apenas com vinte p\u00e3es, porque o Senhor lhe disse: \u201cD\u00e1-os a comer a essa gente. Comer\u00e3o e ainda h\u00e1-de sobrar\u201d. No evangelho, Jo\u00e3o fala-nos de um prod\u00edgio ainda maior: cinco mil homens ficaram saciados com cinco p\u00e3es de cevada e dois peixes. E ainda sobrou p\u00e3o. O milagre da abund\u00e2ncia opera-se, porque estes cinco p\u00e3es passaram pelas m\u00e3os de Jesus, como outrora os vinte p\u00e3es tinham passado pelas m\u00e3os do profeta Eliseu, por ordem de Deus.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que h\u00e1, ainda hoje, profetas que fa\u00e7am passar os seus bens pelas m\u00e3os de Jesus? Cristo, habitando no meio dos homens e mulheres do nosso tempo, \u00e9 Ele mesmo o p\u00e3o integral (total), que mata todas as fomes do mundo, as do corpo e as do esp\u00edrito. Os crist\u00e3os, que \u201cpraticam\u201d verdadeiramente Jesus Cristo, sabem alimentar-se dele, diariamente, comendo o p\u00e3o da Palavra e da Eucaristia. Aprendem com este P\u00e3o a partilhar tudo o que t\u00eam com os demais. Hoje, n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que n\u00e3o se aperceba das profundas desigualdades sociais. H\u00e1 cada vez mais pobres e cada vez mais ricos, abarrotando de todos os bens. Multiplicam-se os apelos de solidariedade, fazem-se campanhas de rua, abrem-se bancos alimentares contra a fome, mas as imagens que nos chegam e as not\u00edcias que vamos lendo indicam-nos que, cada dia, morrem milhares de pessoas, sobretudo crian\u00e7as, por falta de nutri\u00e7\u00e3o. H\u00e1 quem pense resolver o assunto, combatendo a natalidade. Contudo, o problema n\u00e3o se encaminha por a\u00ed. \u00c9 necess\u00e1rio que cres\u00e7a a caridade crist\u00e3, \u00e0 qual se chama, vulgarmente, solidariedade. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo recomenda aos crist\u00e3os que vivam de tal modo Cristo, que manifestem ao mundo que h\u00e1 um s\u00f3 Pai, Deus, que \u201cactua em todos e em todos se encontra\u201d. \u00c9, exactamente, este testemunho de que h\u00e1 um s\u00f3 Pai e de que todos somos irm\u00e3os e irm\u00e3s, iguais em direitos e deveres, que o crist\u00e3o \u00e9 chamado a dar, pela partilha pessoal e pelo apelo aos outros, para que partilhem, tamb\u00e9m, n\u00e3o s\u00f3 daquilo que lhes sobra, mas do que lhes faz falta, aprendendo a viver na sobriedade para uma maior caridade. Se todos aprendermos a partilhar como Jesus, entregando-lhe os nossos \u201ccinco p\u00e3es e os dois peixes\u201d, isto \u00e9, tudo aquilo que temos e somos, Jesus encarregar-se-\u00e1 de nos ensinar a matar a fome espiritual e corporal a todos os irm\u00e3os e irm\u00e3s de quem nos quisermos fazer pr\u00f3ximos. Porque todos comer\u00e3o e ainda h\u00e1-de sobrar, prometeu o Senhor. A mesa da Eucaristia est\u00e1 sempre posta e o convite de Jesus para este banquete dirige-se a todos. Tenho fome deste p\u00e3o? A partilha eucar\u00edstica impele-me \u00e0 partilha fraterna? <\/p>\n<p>Leituras do XVII Domingo do Tempo Comum: 2 Reis 4,42-44; Sl 145 (144); Ef 4,1-6; Jo 6,1-15<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7562","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7562\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}