{"id":7595,"date":"2006-07-12T10:22:00","date_gmt":"2006-07-12T10:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7595"},"modified":"2006-07-12T10:22:00","modified_gmt":"2006-07-12T10:22:00","slug":"hao-de-ver-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/hao-de-ver-nos\/","title":{"rendered":"H\u00e3o-de ver-nos!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Em cerim\u00f3nia de posse de nova administra\u00e7\u00e3o de um reconhecido meio de comunica\u00e7\u00e3o social da Igreja, D. Jos\u00e9 Policarpo falava da visibilidade da Igreja na Sociedade. Com lhaneza e certa gra\u00e7a, afirmava que a Igreja tem de se fazer vis\u00edvel, para aqueles que gostam de n\u00f3s e para os que n\u00e3o gostam. Que n\u00e3o pode abdicar dessa visibilidade\u2026 A Sociedade h\u00e1-de encontrar-nos pelos caminhos da vida!<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos em tempo de presen\u00e7a maximalista, por via de imposi\u00e7\u00e3o de estruturas, de prest\u00edgio e de poder dominador. Mas o sadio pluralismo n\u00e3o \u00e9 o artif\u00edcio do \u201cdividir para reinar\u201d, inculcando um minimalismo de presen\u00e7a que nos fa\u00e7a descer \u00e0s catacumbas. Ser fermento e sal, ser luz, n\u00e3o \u00e9 substituir-se \u00e0 sociedade, mas \u00e9 fazer sentir nela a qualidade e o vigor desta proposta de vida \u2013 desta, a cat\u00f3lica, como de outras, de vis\u00e3o de pessoa e de mundo, de for\u00e7a inspiradora da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o social! <\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do V Encontro Mundial das Fam\u00edlias em Val\u00eancia, o que permitiu dizer alto e bom som, \u00e9 mais uma manifesta\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia que a Igreja tem da sua obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o calar os valores inspiradores de uma vida pessoal e social sadia, sem fundamentalismos ideol\u00f3gicos, acolhendo o contributo de todas as propostas que visem a realiza\u00e7\u00e3o integral da pessoa, a estabilidade da c\u00e9lula estruturante da mesma sociedade, a fam\u00edlia. Mesmo com a obstru\u00e7\u00e3o de uma comunica\u00e7\u00e3o social estr\u00e1bica, os que gostam e os que n\u00e3o gostam de n\u00f3s n\u00e3o t\u00eam modo de se furtar a ouvir e a ser interpelados pela firmeza, lucidez e verdade das afirma\u00e7\u00f5es que pontuaram neste f\u00f3rum.<\/p>\n<p>E, de novo, Bento XVI se manifestou como \u201chomem do leme\u201d, como quem, pelo dom do Esp\u00edrito, conhece a pessoa humana por dentro e por fora, como quem deixa percorrer no seu cora\u00e7\u00e3o os trilhos direitos e os caminhos tortuosos das ci\u00eancias do Homem, para discernir a palavra s\u00f3bria, organizada, forte\u2026, sem ferir ningu\u00e9m, com uma afabilidade que surpreende. Oferece o arrimo do seu bord\u00e3o de Pastor aos irm\u00e3os no Episcopado, incitando-os a que prossigam a miss\u00e3o, mesmo no meio das prova\u00e7\u00f5es, certos de que, anunciando Jesus Cristo, anunciam a Vida, que Ele tem e comunica em plenitude.<\/p>\n<p>H\u00e3o-de nos ver e ouvir!&#8230; Porque a Luz n\u00e3o \u00e9 para colocar debaixo do alqueire, porque o sal \u00e9 para transmitir o seu sabor, porque o fermento \u00e9 para levedar a massa. E a certeza \u00e9 esta: \u201cEu estarei convosco, at\u00e9 ao fim dos tempos!\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em cerim\u00f3nia de posse de nova administra\u00e7\u00e3o de um reconhecido meio de comunica\u00e7\u00e3o social da Igreja, D. Jos\u00e9 Policarpo falava da visibilidade da Igreja na Sociedade. Com lhaneza e certa gra\u00e7a, afirmava que a Igreja tem de se fazer vis\u00edvel, para aqueles que gostam de n\u00f3s e para os que n\u00e3o gostam. 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