{"id":7613,"date":"2006-07-12T11:07:00","date_gmt":"2006-07-12T11:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7613"},"modified":"2006-07-12T11:07:00","modified_gmt":"2006-07-12T11:07:00","slug":"matrimonio-e-familia-que-temos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/matrimonio-e-familia-que-temos\/","title":{"rendered":"Matrim\u00f3nio e fam\u00edlia que temos"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o S\u00ednodo Diocesano <!--more--> Em tempo de Encontro Mundial das Fam\u00edlias, valer\u00e1 a pena recordar algumas \u201cestrat\u00e9gias\u201d sinodais propostas para obviar a uma Pastoral Familiar realista e, tanto quanto poss\u00edvel, frutuosa. Vou fixar-me sobretudo em duas dessas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>\u201cPromover, como ponto de partida para uma pastoral familiar realista, o estudo da situa\u00e7\u00e3o actual das fam\u00edlias e as perspectivas da comunidade familiar no actual contexto social\u201d. Teoricamente sabemos da crise, dos factores de crise\u2026 Mas o que o S\u00ednodo nos quer dizer, seguramente, \u00e9 que \u00e9 preciso olhar para aquelas fam\u00edlias que nos est\u00e3o confiadas, no seu contexto espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Sabemos que o regime fiscal favorece a separa\u00e7\u00e3o. Mas\u2026 \u00e9 preciso conhecer por que motivo se separaram os que connosco vivem, por que motivo n\u00e3o casam os que vivem em comum, se s\u00e3o solteiros ou s\u00e3o vi\u00favos\u2026 \u00c9 que, \u00e0s vezes, perder a pens\u00e3o de sobreviv\u00eancia do c\u00f4njuge \u00e9 ficar numa situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica embara\u00e7osa; a separa\u00e7\u00e3o pode ser a \u00fanica forma de salvar meios de sobreviv\u00eancia digna, porque se foi honesto na actividade que levou as for\u00e7as e o entusiasmo\u2026 <\/p>\n<p>Por outro lado, o S\u00ednodo recomenda: \u201cDar a maior dignidade \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do matrim\u00f3nio e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o consciente e activa dos noivos na cerim\u00f3nia, devidamente preparada\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 tarefa quase cicl\u00f3pica enfrentar a envolv\u00eancia sociol\u00f3gica (?) da celebra\u00e7\u00e3o: desde o aproveitamento do cen\u00e1rio religioso para a reportagem audiovisual, ao aparato de flores, fatos novos (e agora os telem\u00f3veis!). Mesmo quando fazem esfor\u00e7o para se prepararem com seriedade, os noivos s\u00e3o solicitados para uma s\u00e9rie de pr\u00e1ticas pr\u00e9vias e concomitantes \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o que lhes desviam por completo o sentido do mist\u00e9rio sacramental que realizam: \u201ccasar no Senhor\u201d. <\/p>\n<p>Mas essa coragem tem de despontar! E consolidar-se! Faz parte da consci\u00eancia indispens\u00e1vel para a validade do sacramento saber da obriga\u00e7\u00e3o de fidelidade, da unidade e indissolubilidade do sacramento, da vontade de assumir em liberdade esta tarefa, que \u00e9 dignidade e responsabilidade a um tempo. E ser\u00e1 que damos lugar e tempo a esta prepara\u00e7\u00e3o?&#8230; Se o casamento cat\u00f3lico fosse \u201cprivado\u201d deste aparato social, continuar\u00edamos a ter tantos candidatos \u00e0 \u201ccerim\u00f3nia\u201d na Igreja (mesmo que eles estejam a diminuir drasticamente)? N\u00e3o podemos ser os primeiros a favorecer a superficialidade daquilo que, sendo no projecto do Criador um caminho seguro de felicidade, se pode transformar num usual rito sem qualquer significado espiritual e antropol\u00f3gico! <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o S\u00ednodo Diocesano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7613","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}