{"id":7635,"date":"2006-07-12T12:07:00","date_gmt":"2006-07-12T12:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7635"},"modified":"2006-07-12T12:07:00","modified_gmt":"2006-07-12T12:07:00","slug":"exposicao-dizer-o-sal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/exposicao-dizer-o-sal\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Dizer o Sal&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>No Navio Museu Santo Andr\u00e9 <!--more--> \u201cDizer o sal\u201d \u00e9 o t\u00edtulo de uma exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica, da autoria de Jaimanuel Freire e Sandra Rocha, com texto de Alice Sarabando, que est\u00e1 patente ao p\u00fablico, at\u00e9 ao final de Julho, no Navio-Museu Santo Andr\u00e9, o antigo navio da pesca do bacalhau que se encontra atracado junto ao Forte da Barra, na Gafanha da Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Garrido, director do Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo, que tutela o Navio Museu Santo Andr\u00e9, sublinha que \u201ccompor um d\u00edptico de fotografias sobre o sal num belo e odoroso por\u00e3o de salga de um velho arrast\u00e3o bacalhoeiro pode parecer ir\u00f3nico ou talvez redundante. Sendo um painel composto de imagens coloridas e dominadas por um olhar de naturalismo paisagista \u2013 o de Jaimanuel \u2013 e outro por imagens escuras, quase m\u00edsticas, impressas em cuidadosos pretos e brancos \u2013 o de Sandra Rocha \u2013, estaremos perante uma exposi\u00e7\u00e3o original que num s\u00f3 espa\u00e7o combina duas formas diferentes de Dizer o Sal. E diz\u00ea-lo implica evocar um patrim\u00f3nio de m\u00faltiplos sentidos que, embora persista no imagin\u00e1rio de bilhete-postal das terras lagunares, se vai olvidando na mem\u00f3ria das gentes, sabotando reais identifica\u00e7\u00f5es entre modos de vida que cederam ante a mudan\u00e7a das t\u00e9cnicas de conserva dos alimentos e ante os pr\u00f3prios modos de organiza\u00e7\u00e3o do labor humano\u201d.<\/p>\n<p>Embora as fotos dos dois autores \u201cpresumam nostalgia das vidas com sal e das marinhas povoadas de homens de pele escura que continuam a habitar o imagin\u00e1rio da nossa regi\u00e3o\u201d, \u00c1lvaro Garrido real\u00e7a que o trabalho de Jaimanuel \u201cevid\u00eancia um sentido pict\u00f3rico, ao passo que o de Sandra Rocha exprime uma dimens\u00e3o po\u00e9tica e filos\u00f3fica. No primeiro, a extrac\u00e7\u00e3o do sal grosso p\u00f5e em relevo a moldura natural e o elemento humano; no segundo, sobressai o pr\u00f3prio cristal, qual m\u00edstico fragmento de rocha pleno de mist\u00e9rios e de potencialidades vitais\u201d.<\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio Jaimanuel Freire refere, \u201cestas foram, infelizmente, as \u00faltimas imagens recolhidas nesta marinha: a \u00abDesgarrada\u00bb\u201d, marinha que, tamb\u00e9m ela, e a exemplo da imensa maioria de marinhas da Ria de Aveiro, deixou de produzir sal. Estas fotos s\u00e3o o \u00faltimo testemunho dessa actividade dos marnotos nessa marinha.<\/p>\n<p>C.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Navio Museu Santo Andr\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-7635","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7635"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7635\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}