{"id":7637,"date":"2006-07-12T12:14:00","date_gmt":"2006-07-12T12:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7637"},"modified":"2006-07-12T12:14:00","modified_gmt":"2006-07-12T12:14:00","slug":"como-tornar-o-tempo-mais-saudavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-tornar-o-tempo-mais-saudavel\/","title":{"rendered":"Como tornar o tempo mais saud\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> \u00c9 sabido que os primeiros rel\u00f3gios nasceram nos mosteiros e conventos. Daniel Boorstin, na sua obra magn\u00edfica \u201cOs Descobridores\u201d, dedica um extenso cap\u00edtulo ao Tempo e escreve: \u201cO come\u00e7o do rel\u00f3gio moderno na Europa foi coisa que n\u00e3o teve origem em agricultores ou pastores, t\u00e3o-pouco em mercadores ou artes\u00e3os, mas sim em pessoas religiosas, ansiosas por desempenhar pronta e regularmente os seus deveres para com Deus. Os monges precisavam de saber as horas das ora\u00e7\u00f5es que lhes cumpria rezar\u201d.<\/p>\n<p>Os primeiros rel\u00f3gios, mon\u00e1sticos, anunciavam as horas can\u00f3nicas. N\u00e3o tinham mostrador sequer. Eram despertadores que faziam soar as horas can\u00f3nicas (os momentos definidos pelos c\u00e2nones ou regras para as ora\u00e7\u00f5es) junto de um monge, que depois ia tocar o sino grande a convocar a comunidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o admira, por isso, esta frase da apresenta\u00e7\u00e3o deste pequeno livro: \u201cOs monges s\u00e3o os mestres do tempo\u201d. Tal como n\u00e3o admira que cada vez haja mais pessoas a fazer a experi\u00eancia de passar dias ou semanas num mosteiro, segundo o ritmo dessa casa\/comunidade. Onde os hor\u00e1rios s\u00e3o mais r\u00edgidos e equilibrados, fruto de uma hist\u00f3ria de s\u00e9culos (desde S. Bento, que estruturou o quotidiano dos monges), as pessoas sentem-se livres da opress\u00e3o das horas da vida moderna. Onde se submetem ao cumprimento escrupuloso do ditado do rel\u00f3gio, t\u00eam finalmente tempo para o importante (que, n\u00e3o raras vezes, \u00e9 ofuscado pelo seu mais atroz inimigo, o urgente).<\/p>\n<p>A obra \u201cAo ritmo do tempo dos monges\u201d quer ensinar-nos que \u201co ritmo medicinal do tempo conduz a um ritmo saud\u00e1vel da alma\u201d. Fala muito da vida no mosteiro (um cap\u00edtulo \u00e9 mesmo dedicado a um dia normal na abadia de M\u00fcnsterschwarzach), mas facilmente o leitor percebe que pode aproveitar dessa viv\u00eancia. As Horas s\u00e3o \u201canjos que encontramos em determinados momentos, no decurso do dia\u201d. E os anjos, mensageiros de Deus, convidam a libertar o tempo entupido com trabalho.<\/p>\n<p>Ladr\u00f5es do tempo<\/p>\n<p>Como o tempo \u00e9 um \u201cbem valioso\u201d, perto do final da obra, Anselm Gr\u00fcn alerta-nos para os ladr\u00f5es do tempo. Um deles, o telem\u00f3vel, que supostamente devia servir para poupar tempo, evitando, por exemplo, a ida \u00e0 cabina mais pr\u00f3xima: \u201cAquele que tem o seu telem\u00f3vel sempre consigo n\u00e3o consegue fazer mais nada. Telefonam-lhe dos mais variados s\u00edtios e interrompem sempre aquilo que ele est\u00e1 a fazer no momento. Por isso, o telem\u00f3vel rouba-lhe tempo. Pode transformar-se num verdadeiro tirano.\u201d<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Ao ritmo do tempo dos monges<\/p>\n<p>Anselm Gr\u00fcn<\/p>\n<p>Ed. Paulinas<\/p>\n<p>212 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-7637","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}