{"id":7652,"date":"2006-07-27T09:40:00","date_gmt":"2006-07-27T09:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7652"},"modified":"2006-07-27T09:40:00","modified_gmt":"2006-07-27T09:40:00","slug":"des-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/des-informacao\/","title":{"rendered":"(Des) Informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Voltei a ler. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que perduram incomodamente por muito tempo, que se agravam com os tempos e as situa\u00e7\u00f5es, que se multiplicam como a grama, na proporcionalidade directa da mistura de interesses. Trata-se da desinforma\u00e7\u00e3o. E j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas a televisiva; porque a doen\u00e7a contagiou, na sua forma pr\u00f3pria, a informa\u00e7\u00e3o escrita.<\/p>\n<p>\u00c9 certo, em primeiro lugar, que alguma desinforma\u00e7\u00e3o &#8211; mesmo de relevo &#8211; \u00e9 involunt\u00e1ria. Porque h\u00e1 lugares e circunst\u00e2ncias a que se tem acesso, enquanto outras permanecem para al\u00e9m de muralhas impenetr\u00e1veis, cortinas de ferro inamov\u00edveis. Sem minimizar os efeitos de uma bomba destruidora, quantas chacinas ficaram ocultas pelas malhas de regimes herm\u00e9ticos e ditatoriais!&#8230;<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, ocorre-me a lembran\u00e7a do Relat\u00f3rio sobre a Liberdade (Religiosa) por esse mundo fora. Seguramente que, em variados pa\u00edses, a recolha de informa\u00e7\u00e3o foi dif\u00edcil, deficit\u00e1ria&#8230; Mas, noutros, o que impediu de denunciar, por exemplo, um totalitarismo educativo por parte do Estado?&#8230; As deturpa\u00e7\u00f5es resultantes de um mundo apenas meio visto compreendem-se; as que brotam de um \u201csol tapado com a peneira\u201d n\u00e3o t\u00eam justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais grave, entretanto, \u00e9 a desinforma\u00e7\u00e3o resultante da manipula\u00e7\u00e3o de dados. Estat\u00edsticas e quadros, simplificados, apresentados como o essencial, enquadrados por duas ou tr\u00eas imagens \u201cconvincentes\u201d, tecem \u201cverdades absolutas\u201d. Por que n\u00e3o cremos em Deus, em nome da liberdade, e nos submetemos a \u201cdogmas\u201d t\u00e3o rudimentares?&#8230; Ali\u00e1s, estas parcelares estat\u00edsticas s\u00e3o excelentemente complementadas por entrevistas de rua, casuais, que d\u00e3o palavra e visibilidade a quem conv\u00e9m, muitas vezes sem crit\u00e9rio e a ser conduzidas pelos invis\u00edveis acenos de cabe\u00e7a do (a) entrevistador (a), a solicitar a resposta que lhe interessa.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, a corrida \u00e0s audi\u00eancias, leva a premiar a excentricidade e o conflito e a agressividade. \u201cAs mentes vazias especializam-se em extremismo intelectual, adquirindo assim notoriedade (difundindo, claro est\u00e1, futilidades)\u201d. Na realidade, as pessoas que pensam, aqueles que poderiam transmitir sabedoria, ficam na sombra, em favor de \u201ccharlat\u00e3es\u201d de toda a esp\u00e9cie, at\u00e9 do humor!<\/p>\n<p>E \u00e9 ou n\u00e3o verdade que a comunica\u00e7\u00e3o social chega, \u201c\u00e0 r\u00e9dea solta\u201d, a\u00ed onde algu\u00e9m se junta para protestar, para agredir, para denunciar&#8230;, quase sempre sem ouvir os acusados, sem avaliar os preju\u00edzos sequenciais dos protestos?&#8230; <\/p>\n<p>Tantas cartas de direitos propostas e ratificadas!&#8230; Essa n\u00e3o poderia ser mais uma: um claro e exigente c\u00f3digo de informa\u00e7\u00e3o, verdadeiro processo educativo e express\u00e3o de superior exerc\u00edcio de cidadania?&#8230; \u00c9 uma opini\u00e3o despretensiosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltei a ler. 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