{"id":767,"date":"2010-03-03T14:52:00","date_gmt":"2010-03-03T14:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=767"},"modified":"2010-03-03T14:52:00","modified_gmt":"2010-03-03T14:52:00","slug":"dois-comentarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dois-comentarios\/","title":{"rendered":"Dois coment\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>A sucess\u00e3o de cat\u00e1strofes naturais conhecidas nas \u00faltimas semanas, batendo-nos tamb\u00e9m \u00e0 porta pelo drama vivido na ilha da Madeira, deixa muita gente perplexa e confusa, especialmente face ao sofrimento de tanta gente inocente. <\/p>\n<p>Este aparente sil\u00eancio de Deus angustia e atemoriza uns, revolta outros tantos. Como \u00e9 poss\u00edvel que a Bondade eterna n\u00e3o proteja os inocentes? Como \u00e9 poss\u00edvel que a Perfei\u00e7\u00e3o absoluta n\u00e3o acautele as surpresas da natureza?<\/p>\n<p>Dois coment\u00e1rios se nos oferecem a prop\u00f3sito. O primeiro, para reconhecer e propor o que \u00e9 \u00f3bvio. A natureza, a pr\u00f3pria natureza humana, \u00e9 fr\u00e1gil e provis\u00f3ria. Chamado o mundo e o ser humano a esperar \u201cnovos c\u00e9us e nova terra\u201d, o percurso do espa\u00e7o e do tempo \u00e9 feito como que em dores de parto, em permanente expectativa da liberta\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o definitiva. <\/p>\n<p>Acolher este car\u00e1cter fr\u00e1gil, vulner\u00e1vel, provis\u00f3rio, da pessoa e do mundo, gera um respeito pelo que nos ultrapassa, uma esperan\u00e7a serena e confiante na plenitude que nos espera; sem sabermos o como e o quando, seguros, todavia, de que n\u00e3o ser\u00e1 o fim, mas um novo come\u00e7o.<\/p>\n<p>Depois, uma programa\u00e7\u00e3o definitiva e est\u00e1tica, anularia toda a responsabilidade humana no contexto da cria\u00e7\u00e3o. Por vontade divina, o mundo foi entregue nas m\u00e3os do ser humano, para que descubra sempre mais os seus potenciais e limites e empenhe as suas capacidades em o melhorar.<\/p>\n<p>E todos sabemos como horizontes perversos, vis\u00f5es m\u00edopes do cosmos e da pessoa, distorcem as responsabilidades humanas e podem transform\u00e1-las em verdadeiras inten\u00e7\u00f5es criminosas. Sem desculpas f\u00e1ceis, certo \u00e9 que a honestidade for\u00e7a a reconhecer que os seres humanos t\u00eam perturbado e desafiado loucamente as regras da evolu\u00e7\u00e3o da natureza. <\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os de recupera\u00e7\u00e3o da harmonia, para remediar os danos causados no planeta, por muito expressivos que sejam, t\u00eam ainda longo caminho a percorrer. E, seguramente, n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e3o repor em definitivo os preju\u00edzos causados. Prosseguir \u00e9 a nossa obriga\u00e7\u00e3o. Certos de que nem tudo est\u00e1 ao nosso alcance. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sucess\u00e3o de cat\u00e1strofes naturais conhecidas nas \u00faltimas semanas, batendo-nos tamb\u00e9m \u00e0 porta pelo drama vivido na ilha da Madeira, deixa muita gente perplexa e confusa, especialmente face ao sofrimento de tanta gente inocente. Este aparente sil\u00eancio de Deus angustia e atemoriza uns, revolta outros tantos. Como \u00e9 poss\u00edvel que a Bondade eterna n\u00e3o proteja [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-767","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/767\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}