{"id":7690,"date":"2006-07-27T15:24:00","date_gmt":"2006-07-27T15:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7690"},"modified":"2006-07-27T15:24:00","modified_gmt":"2006-07-27T15:24:00","slug":"voluntariado-e-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/voluntariado-e-emprego\/","title":{"rendered":"Voluntariado e emprego"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Para a an\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es entre o voluntariado e a solu\u00e7\u00e3o dos problemas de emprego, convir\u00e1 ponderar que o voluntariado (ou trabalho volunt\u00e1rio) n\u00e3o \u00e9 um substituto nem um suced\u00e2neo do trabalho remunerado. Deste modo, um volunt\u00e1rio, enquanto tal, nunca poder\u00e1 ocupar postos de trabalho. E, por outro lado, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 correcta a pr\u00e1tica do trabalho volunt\u00e1rio como solu\u00e7\u00e3o de recurso para o desempregado \u00e0 procura de emprego. Tamb\u00e9m n\u00e3o  se pode considerar recomend\u00e1vel o trabalho volunt\u00e1rio de um desempregado numa institui\u00e7\u00e3o, como via de acesso a uma vaga que, entretanto, surja. S\u00f3 a t\u00edtulo muito excepcional se poder\u00e3o admitir excep\u00e7\u00f5es e abrir m\u00e3o destas linhas de orienta\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 s\u00e3o mais ou menos consensuais e est\u00e3o consagradas na legisla\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>Dito isto, deve afirmar-se que o desempregado, como os outros cidad\u00e3os, tem direito \u00e0 pr\u00e1tica do voluntariado: quer o tenha exercido antes, quer o inicie depois de \u201ccair no desemprego\u201d. V\u00e1rias motiva\u00e7\u00f5es, muito pessoais e vari\u00e1veis de caso para caso, podem estar na origem dessa pr\u00e1tica. <\/p>\n<p>2. A pr\u00e1tica do voluntariado poder\u00e1 ter, como efeito, o contributo para a solu\u00e7\u00e3o de problemas de desemprego? \u2013 A resposta \u00e9 afirmativa, tanto na \u00f3ptica do trabalho volunt\u00e1rio do desempregado como na da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos em que esse trabalho \u00e9 realizado. <\/p>\n<p>O desempregado, enquanto volunt\u00e1rio, preserva a sua actividade e compet\u00eancias, pode aumentar e diversificar os seus saberes, atrav\u00e9s da pr\u00e1tica e da forma\u00e7\u00e3o, e pode alargar os seu horizontes de vis\u00e3o do mundo e de conhecimento de oportunidades de emprego.<\/p>\n<p>Por seu turno, a organiza\u00e7\u00e3o promotora ou acolhedora do volunt\u00e1rio pode, e deve, cooperar com ele na procura de emprego fora dela pr\u00f3pria. Tal ajuda pode revestir formas diversas, tais como: o apoio na elabora\u00e7\u00e3o de notas curriculares; a presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es; a interven\u00e7\u00e3o junto de entidades empregadoras; e ainda o apoio da organiza\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de micro e pequenas empresas surgidas eventualmente da iniciativa de volunt\u00e1rios. <\/p>\n<p>A este prop\u00f3sito, \u00e9 surpreendente e deveras preocupante que, ap\u00f3s tantos anos de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica em Portugal, o terceiro sector ou sector volunt\u00e1rio, (sem fins lucrativos) n\u00e3o tenha criado uma esp\u00e9cie de sistema social de cria\u00e7\u00e3o de emprego, porventura em coopera\u00e7\u00e3o com o sistema de cr\u00e9dito e o Estado. <\/p>\n<p>Os nossos antepassados da Idade M\u00e9dia e do s\u00e9c. XIX foram muito mais criativos socialmente do que n\u00f3s, apesar de se terem debatido com dificuldades muito superiores \u00e0s actuais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7690","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7690"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7690\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}