{"id":7696,"date":"2006-08-30T15:18:00","date_gmt":"2006-08-30T15:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7696"},"modified":"2006-08-30T15:18:00","modified_gmt":"2006-08-30T15:18:00","slug":"progresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/progresso\/","title":{"rendered":"Progresso?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Foi anunciado como a supera\u00e7\u00e3o de um tabu, como uma iniciativa que nos coloca ao lado dos pa\u00edses \u201cevolu\u00eddos\u201d da Europa, como uma medida de justi\u00e7a &#8211; significando a entrega do problema da toxicodepend\u00eancia nas pris\u00f5es aos cuidados do Servi\u00e7o de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>N\u00e3o ponho em quest\u00e3o que toda a gente \u00e9 pessoa, com uma dignidade inviol\u00e1vel. Por isso, para todos deve o Estado empenhar-se em que sejam tratados como pessoas humanas, no respeito mais profundo pela sua dignidade.<\/p>\n<p>Mas as salas de troca de seringas e de injec\u00e7\u00e3o assistida v\u00e3o no sentido de respeitar os pr\u00f3prios toxicodependentes? Respeita-se a sua dignidade continuando a alimentar o v\u00edcio e a degrada\u00e7\u00e3o? Mesmo em situa\u00e7\u00f5es de desagrega\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada, n\u00e3o h\u00e1 processos de tratamento, ao menos paliativo, que lhes seja muito mais ben\u00e9fico?&#8230;<\/p>\n<p>E, dispendendo somas consider\u00e1veis para este efeito, onde est\u00e1 o respeito pelos contribuintes que se empenham em ser fortes na resist\u00eancia \u00e0s malhas dessa teia infernal, que se comprometem em formas de preven\u00e7\u00e3o pessoal, dos seus, das suas comunidades educativas?&#8230;<\/p>\n<p>A droga \u00e9 uma praga social! Ent\u00e3o, \u00e9 preciso atacar as causas dessa praga. Desde os interesses ocultos de quem enriquece \u00e0 custa do neg\u00f3cio &#8211; e \u00e9 incompreens\u00edvel perceber-se que nunca s\u00e3o claras as ac\u00e7\u00f5es de busca, de deten\u00e7\u00e3o, de puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis. <\/p>\n<p>Passando depois por verdadeiros programas de preven\u00e7\u00e3o, nos diversos espa\u00e7os educativos, das escolas aos grupos e movimentos de jovens. Mas tamb\u00e9m com medidas sociais firmes, com redefini\u00e7\u00f5es de espa\u00e7os e de hor\u00e1rios de lazer. A par com pol\u00edticas de emprego e de apoio social que promovam o gosto pela ocupa\u00e7\u00e3o, o sentido da dignidade do trabalho, a justi\u00e7a de compensa\u00e7\u00f5es sociais econ\u00f3micas apenas contra provas dadas de incapacidade e com o compromisso de empenho proporcional em valoriza\u00e7\u00e3o pessoal e servi\u00e7o comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em contrapartida, sucedem-se cortes em comparticipa\u00e7\u00f5es de medicamentos e exames auxiliares de diagn\u00f3stico a doentes que n\u00e3o procuraram as suas doen\u00e7as, que s\u00e3o v\u00edtimas de factores heredit\u00e1rios alheios a responsabilidades pessoais, que v\u00edtimas da inc\u00faria ou da maldade de terceiros\u2026 <\/p>\n<p>Afinal, o que \u00e9 que conta? Estar a par de regimes que dirigem realidades completamente distintas da nossa &#8211; vencendo tab\u00fas (?) -, para sermos do \u201cPlut\u00e3o da frente\u201d? Ou encarar com verdade a popula\u00e7\u00e3o que n\u00f3s somos, com o quadro social e de sa\u00fade como ele \u00e9, para tomar medidas que acabem com as listas de espera, que garantam cuidados adequados e acess\u00edveis a todos os cidad\u00e3os?<\/p>\n<p>Ultrapassar tabus cheira-me, muitas vezes, a uma cega \u201cfidelidade\u201d a princ\u00edpios (programas) ideol\u00f3gicos, a complexos de imita\u00e7\u00e3o, que pouco t\u00eam a ver com a vida das pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi anunciado como a supera\u00e7\u00e3o de um tabu, como uma iniciativa que nos coloca ao lado dos pa\u00edses \u201cevolu\u00eddos\u201d da Europa, como uma medida de justi\u00e7a &#8211; significando a entrega do problema da toxicodepend\u00eancia nas pris\u00f5es aos cuidados do Servi\u00e7o de Sa\u00fade. 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