{"id":7720,"date":"2006-08-30T16:08:00","date_gmt":"2006-08-30T16:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7720"},"modified":"2006-08-30T16:08:00","modified_gmt":"2006-08-30T16:08:00","slug":"da-uma-satisfacao-enorme-poder-escrever-o-que-penso-sobre-as-realidades-que-nos-envolvem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/da-uma-satisfacao-enorme-poder-escrever-o-que-penso-sobre-as-realidades-que-nos-envolvem\/","title":{"rendered":"D\u00e1 uma satisfa\u00e7\u00e3o enorme poder escrever o que penso sobre as realidades que nos envolvem"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Oliveira de Sousa fala do livro que recolhe cr\u00f3nicas publicadas no Correio do Vouga <!--more--> Acaba de ser publicado o livro \u201cPonta de Lan\u00e7a\u201d, uma selec\u00e7\u00e3o das cr\u00f3nicas com o mesmo nome, que desde h\u00e1 quinze anos Manuel Oliveira de Sousa assina no Correio do Vouga. A obra recolhe os pequenos apontamentos semanais que abordam o quotidiano \u00e0 luz do desporto (e vice-versa); e \u00e9, ao mesmo tempo, uma forma de prestar tributo aos que durante anos colaboraram com o autor no Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil. \u201cPonta de Lan\u00e7a\u201d ter\u00e1 apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica no dia 2 de Setembro, no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura.<\/p>\n<p>Correio do Vouga &#8211; Chama a este conjunto de cr\u00f3nicas \u201cEnsaios de Filosofia Social\u201d. Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>Manuel Oliveira de Sousa &#8211; O apontamento que o Correio do Vouga semanalmente publica \u00e9, em primeira an\u00e1lise, uma pequena tentativa de breve abordagem de um tema da actualidade. Desde o primeiro momento que definimos este artigo sob o mote anal\u00edtico, especulativo, partindo do desporto para a vida ou da vida para o desporto, salpicado com alguma pitada de humor. Por\u00e9m, com a matura\u00e7\u00e3o, porque v\u00e1rios elementos foram subsidi\u00e1rios \u2013 e v\u00e3o para al\u00e9m do tempo, dos anos! \u2013, houve mais exig\u00eancia na defini\u00e7\u00e3o do universo ideol\u00f3gico que serve de base \u00e0 cr\u00f3nica. Ou seja, pretende-se objectivar as causas das rela\u00e7\u00f5es do grupo humano e social, a sua interac\u00e7\u00e3o. Ao rever os textos da fase p\u00f3s-Jubileu do ano 2000 (marcante tamb\u00e9m nos conte\u00fados abordados) surge em subt\u00edtulo a men\u00e7\u00e3o \u00e0 estrutura liter\u00e1ria utilizada e a mat\u00e9ria que versa: ensaios de filosofia social.<\/p>\n<p>Qual o ensaio que mais alegria lhe deu escrever?<\/p>\n<p>Eu tenho muito gosto nesta colabora\u00e7\u00e3o. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel manter a fidelidade. Apesar de se tratar de textos pequenos, a inspira\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 a mesma. \u00c9 importante n\u00e3o repetir a tem\u00e1tica, o que por vezes \u00e9 dif\u00edcil, embora n\u00e3o faltem assuntos durante a semana. D\u00e1 uma satisfa\u00e7\u00e3o enorme poder escrever o que penso sobre as realidades que nos envolvem.<\/p>\n<p>Mas houve momentos marcantes&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 dois momentos \u00edmpares. Em meados dos anos noventa, houve uma crise tremenda na arbitragem do futebol (como v\u00ea, \u00e9 assunto que j\u00e1 passou \u00e0 hist\u00f3ria!). A direc\u00e7\u00e3o do Correio do Vouga aceitou publicar no espa\u00e7o atribu\u00eddo ao \u201cPonta de Lan\u00e7a\u201d apenas \u201cPonta de Lan\u00e7a. Assunto: Arbitragem. Corpo: N\u00e3o falamos de coisas tristes!\u201d E tudo o resto ficou em branco. Pela confian\u00e7a, pelo significado\u2026 foi importante!<\/p>\n<p>O segundo momento, \u00e9 este, a edi\u00e7\u00e3o de parte dos textos.<\/p>\n<p>Apesar de ser o autor \u00fanico dos textos, lembra, no in\u00edcio do presente livro (\u201cA minha equipa\u201d), as pessoas que consigo trabalharam em v\u00e1rios momentos&#8230;<\/p>\n<p>Durante v\u00e1rios anos, com todos os que comigo trabalharam no Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil, demos um contributo importante aos jovens, \u00e0 pastoral juvenil, \u00e0 Igreja, ultrapassando as especificidades do SDPJ e os limites da Diocese. Estivemos na vanguarda de muito trabalho pastoral! Quando deix\u00e1mos o SDPJ, considerei ser meu dever perpetuar, obviamente de forma simples, os que estiveram e est\u00e3o comigo nesta quinzena de anos. Nada melhor que atrav\u00e9s de uma parte do Correio do Vouga, que foi tamb\u00e9m parte das nossas ocupa\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es, com grande carinho de todos.<\/p>\n<p>Alguma das cr\u00f3nicas lhe trouxe dissabores, tendo em conta que se refere por vezes criticamente a factos da vida nacional e regional? Pode contar?<\/p>\n<p>Reparos, cr\u00edticas e outras ideias, sim. Dissabores n\u00e3o. Mas, por um lado, o Correio do Vouga, a direc\u00e7\u00e3o e a redac\u00e7\u00e3o, t\u00eam suportado praticamente todas as discord\u00e2ncias. Por outro lado, este \u00e9 um apontamento simples, de desporto \u2013 mat\u00e9ria farta! Tenho o privil\u00e9gio de apresentar publicamente as minhas ideias e fa\u00e7o por abordar, sem ferir susceptibilidades, somente o \u00f3bvio, o que toda a gente v\u00ea (ou pode ver), apenas para ilustrar a ess\u00eancia do que quero expor! Veja, a t\u00edtulo de mera ilustra\u00e7\u00e3o, sublinho: somos um pa\u00eds pobre, pequeno, marginal do todo geogr\u00e1fico; faz sentido haver trinta e dois clubes de futebol profissional com d\u00edvidas por todo o lado? Forma\u00e7\u00e3o e coer\u00eancia na gest\u00e3o! O mesmo se diga na educa\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade: impostos, contribui\u00e7\u00f5es, taxas, emolumentos, portagens&#8230; e p\u00e9ssimo servi\u00e7o por todo o lado!<\/p>\n<p>Isto \u00e9 t\u00e3o evidente que n\u00e3o provoca dissabores a ningu\u00e9m. Apenas reflicto e pretendo abrir outras perspectivas. As reac\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias se servirem melhor, porque devem servir melhor\u2026 \u00f3ptimo! <\/p>\n<p>Prepara a edi\u00e7\u00e3o de um livro sobre a Igreja e o Estado&#8230;<\/p>\n<p>Pelas raz\u00f5es atr\u00e1s abordadas, senti como imperioso publicar primeiro o \u201cPonta de Lan\u00e7a\u201d. \u00c9 uma s\u00famula feita para dedica\u00e7\u00e3o, a pensar nos que est\u00e3o comigo a trabalhar h\u00e1 algum tempo, um livro de tributo.<\/p>\n<p>Quanto ao pr\u00f3ximo livro, trata-se, realmente, de um trabalho acad\u00e9mico, a tese de mestrado em Hist\u00f3ria das Ideias, no \u00e2mbito da investiga\u00e7\u00e3o que estou a fazer na Universidade Nova de Lisboa. Como em todos os trabalhos acad\u00e9micos, \u00e9 necess\u00e1rio algum tempo para ser ultimada a publica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o dois volumes de tese que obrigatoriamente t\u00eam de passar a um.<\/p>\n<p>O que podemos esperar dessa obra?<\/p>\n<p>O trabalho incide sobre a afirma\u00e7\u00e3o da Igreja na laicidade do Estado, no contexto e p\u00f3s-texto da Lei da Separa\u00e7\u00e3o (20 de Abril de 1911). Em s\u00edntese, para al\u00e9m da necess\u00e1ria contextualiza\u00e7\u00e3o da problem\u00e1tica, dada que a minha for-ma\u00e7\u00e3o de base \u00e9 teol\u00f3gica, apresento a participa\u00e7\u00e3o da Igreja na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade com a obriga\u00e7\u00e3o de ser laica. A Igreja em Portugal, para al\u00e9m do perigo, da espada, da fome, da nudez (Cfr Rom 8, 35), viveu uma nova manh\u00e3 de Ressurrei\u00e7\u00e3o, que veio a culminar em parte, porque as mundivid\u00eancias do Estado Novo n\u00e3o o permitiram de todo, na Primavera da Igreja \u2013 Vaticano II.<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o no CUFC, a 2 de Setembro<\/p>\n<p>O Livro \u201cPonta de Lan\u00e7a. Ensaios de Filosofia Social\u201d ser\u00e1 apresentado ao p\u00fablico no dia 2 de Setembro, no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, \u00e0s 11h00. A sess\u00e3o ser\u00e1 presidida por D. Ant\u00f3nio Marcelino, Bispo de Aveiro.<\/p>\n<p>&#8220;Presen\u00e7a e persist\u00eancia&#8221; transformadoras<\/p>\n<p>Manuel Oliveira de Sousa n\u00e3o pertence, decididamente, \u00e0quela categoria dos \u201ctreinadores de bancada\u201d. Este grupo demasiado numeroso na sociedade portuguesa inclui n\u00e3o s\u00f3 aqueles que gostam de dar palpites sobre a melhor t\u00e1ctica para vencer a equipa advers\u00e1ria, sem nunca terem dado um chuto na bola, mas tamb\u00e9m os que criticam a sociedade em geral (ou a Igreja) sem o m\u00ednimo contributo para melhorar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o pertence a esse grupo por duas ordens de raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 um desportista nato. Quem o conhece desde os tempos de estudante sabe bem que a sua paix\u00e3o por futebol come\u00e7a, em primeiro lugar, no futebol jogado entre as quatro linhas. Ou mesmo antes disso, no convencimento dos seus colegas (a fim de arranjar duas equipas, quando frequentava o Semin\u00e1rio Maior de Coimbra) de que uma tarde suada a jogar \u00e0 bola \u00e9 uma forma superior de passar o tempo. E n\u00e3o \u00e9 preciso adivinhar \u2013 a sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo a de ponta de lan\u00e7a. Como amante de desporto tem, claro, prefer\u00eancias club\u00edsticas. No seu caso, os \u201ctr\u00eas B\u201d, como costumava dizer: o Benfica (ser\u00e1 mera coincid\u00eancia a cor da capa do livro?), o Beira-Mar e o&#8230; Barroca (clube de Nossa Senhora de F\u00e1tima, Aveiro, de onde Oliveira de Sousa \u00e9 natural).<\/p>\n<p>A segunda ordem de raz\u00f5es tem a ver com a atitude permanente de \u201cpresen\u00e7a e persist\u00eancia\u201d que norteia o autor, como \u00e9 reconhecido na nota de abertura do livro que ora se publica. Os 13 anos que esteve \u00e0 frente do Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil (actualmente \u00e9 director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil), a carreira que desenvolveu como professor e que o levou \u00e0 presid\u00eancia do Conselho Executivo da Escola Secund\u00e1ria de \u00cdlhavo, a carreira acad\u00e9mica em Coimbra e no Porto (Licenciatura em Teologia) e em Lisboa (mestrado em Hist\u00f3ria e doutoramento em prepara\u00e7\u00e3o) e at\u00e9 mesmo a coluna semanal do Ponta de Lan\u00e7a s\u00e3o evidentes concretiza\u00e7\u00f5es de \u201cpresen\u00e7a e persist\u00eancia\u201d transformadoras.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Oliveira de Sousa fala do livro que recolhe cr\u00f3nicas publicadas no Correio do Vouga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-7720","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7720\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}