{"id":7721,"date":"2006-08-30T16:13:00","date_gmt":"2006-08-30T16:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7721"},"modified":"2006-08-30T16:13:00","modified_gmt":"2006-08-30T16:13:00","slug":"apaixonados-pela-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/apaixonados-pela-missao\/","title":{"rendered":"Apaixonados pela miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Depois de um ano em Mo\u00e7ambique, casal jovem parte para a Lib\u00e9ria <!--more--> Paulo e Carina, jovem casal de Albergaria-a-Velha, passaram o \u00faltimo ano numa miss\u00e3o de Mo\u00e7ambique. Hoje, depois de m\u00eas e meio junto dos familiares, dever\u00e3o chegar a Monr\u00f3via, capital da Lib\u00e9ria. Espera-os um campo de refugiados, no interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o vejo isto como voluntariado. Vejo como voca\u00e7\u00e3o. Desde os 13 anos que me sinto chamado a ser mission\u00e1rio. Entendo o meu trabalho como uma resposta a essa voca\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que me sinto melhor a fazer e \u00e9 aquilo para que tenho mais capacidades\u201d. As palavras s\u00e3o de Paulo Castanheira, a pouco mais de 24 horas de partir para a Lib\u00e9ria, com Carina Ferreira, sua mulher.<\/p>\n<p>Antes deste projecto, o casal esteve em Mo\u00e7ambique, numa miss\u00e3o coordenada pelos mission\u00e1rios dehonianos. Quando partiram, em Agosto de 2005, previam estar l\u00e1 ano e meio. Afinal, estiveram apenas um ano. \u201cT\u00ednhamos como destino Milebane e um trabalho essencialmente pastoral, mas fic\u00e1mos em Gurue, na prov\u00edncia da Zamb\u00e9zia, porque o padre com quem \u00edamos colaborar entretanto foi transferido\u201d, conta Paulo Castanheira. O casal acabou por dedicar-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o. Ele ensinou inform\u00e1tica e ingl\u00eas. Ela coordenou a biblioteca e a secretaria da escola do Centro Polivalente Le\u00e3o Dehon. Apesar da exig\u00eancia n\u00e3o ser grande, o casal reconhece que n\u00e3o tem voca\u00e7\u00e3o nem forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para dar aulas e n\u00e3o esconde alguma decep\u00e7\u00e3o no decorrer dos trabalhos. \u201cPassou a haver uma invers\u00e3o. S\u00f3 no tempo livre \u00e9 que desenvolv\u00edamos as actividades para as quais estamos vocacionados\u201d. E quais eram essas actividades? \u201cApoio ao orfanato Arco-\u00edris, que tinha 30 crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s ou abandonadas por motivos econ\u00f3micos, e catequese na pris\u00e3o, a par com aulas b\u00e1sicas\u201d, conta o jovem mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>Pr\u00f3xima paragem: Lib\u00e9ria<\/p>\n<p>Agora, o casal tem como destino Scalepie, no interior da Lib\u00e9ria. Nesta localidade, situa-se um campo de refugiados da Costa do Marfim e de retornados da pr\u00f3pria Lib\u00e9ria, que ainda bem recentemente foi dilacerada por guerra civil. Refira-se que \u00e9 desta zona, a \u00c1frica Ocidental, que partem os barcos de imigrantes que quase todos os dias tentam chegar \u00e0s Ilhas Can\u00e1rias e, consequentemente, \u00e0 Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Paulo e Carina v\u00e3o trabalhar com o Servi\u00e7o dos Jesu\u00edtas aos Refugiados, uma ONG da Companhia de Jesus, presente em 50 pa\u00edses. Contactaram o SJR pela Internet, enviaram os seus dados e trabalhos desenvolvidos, e foi o pr\u00f3prio SJR-Internacional que indicou o campo da Lib\u00e9ria, depois de uma entrevista em Lisboa. No campo de refugiados, os marfinenses aprendem \u201cactividades de gera\u00e7\u00e3o de rendimento\u201d como padaria, carpintaria e constru\u00e7\u00e3o civil. A fun\u00e7\u00e3o do jovem casal ser\u00e1 coordenar esses projectos e alarg\u00e1-los aos liberianos da localidade. Prev\u00ea-se ainda que, mais tarde, colaborem num jardim-de-inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Regresso dentro de um ano<\/p>\n<p>Paulo e Carina esperam regressar a Portugal dentro de um ano, n\u00e3o em definitivo, mas pelo tempo suficiente para que Carina fa\u00e7a o curso superior de Educa\u00e7\u00e3o Social. Nessa altura, certamente as suas fam\u00edlias ficar\u00e3o mais sossegadas. \u201cA nossa fam\u00edlia apoia-nos, porque foi uma decis\u00e3o nossa\u201d, diz Carina Ferreira, \u201ce n\u00e3o propriamente por quererem que vamos. Por eles, n\u00e3o \u00edamos. Mas, como gostam de n\u00f3s e \u00e9 uma decis\u00e3o nossa&#8230; Estivemos um m\u00eas e qualquer coisa c\u00e1 em Portugal e j\u00e1 estamos de partida. N\u00e3o \u00e9 como ir para a Fran\u00e7a ou para o Luxemburgo\u201d.<\/p>\n<p>Perfil do casal mission\u00e1rio<\/p>\n<p>Paulo Castanheira e Carina Ferreira casaram em Agosto de 2005. A lua-de-mel foi passada em miss\u00e3o, como na altura referiu o nosso jornal.<\/p>\n<p>O jovem casal conheceu-se nos grupos de jovens da par\u00f3quia de Albergaria-a-Velha. \u201cComo antes de nos conhecermos, cada um j\u00e1 tinha projectos de miss\u00e3o, foi f\u00e1cil juntar o \u00fatil ao agrad\u00e1vel\u201d, afirma Carina Ferreira.<\/p>\n<p>Ele, 31 anos, tem o 12\u00ba ano e o Curso de M\u00fasica do Conservat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ela, 23 anos, tem o Curso T\u00e9cnico-profissional de Anima\u00e7\u00e3o S\u00f3cio-cultural. <\/p>\n<p>Ambos participaram anteriormente em \u201cpequenas experi\u00eancias mission\u00e1rias\u201d, em Mo\u00e7ambique e no Brasil, no caso do Paulo, e apenas em Mo\u00e7ambique, no caso da Carina, apoiados pelos Padres Dehonianos, pela Diocese de Aveiro ou pela Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova. <\/p>\n<p>Com esta \u00faltima entidade, tamb\u00e9m conhecida por \u201cMission\u00e1rios de Cucuj\u00e3es\u201d, Paulo Castanheira desenvolveu uma actividade profissional, mais profunda. Durante tr\u00eas anos foi secret\u00e1rio, remunerado, e coordenou projectos ligados aos direitos humanos e de forma\u00e7\u00e3o de outros leigos mission\u00e1rios. Antes de casar, surgia com frequ\u00eancia a sugest\u00e3o: \u201cPorque n\u00e3o padre mission\u00e1rio?\u201d \u201cEntendi o meu caminho sempre da mesma maneira: casado e mission\u00e1rio\u201d, conta ao Correio do Vouga. \u201cNunca quis separar estas duas dimens\u00f5es. Felizmente pude concretizar\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de um ano em Mo\u00e7ambique, casal jovem parte para a Lib\u00e9ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7721\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}