{"id":7751,"date":"2006-09-06T14:42:00","date_gmt":"2006-09-06T14:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7751"},"modified":"2006-09-06T14:42:00","modified_gmt":"2006-09-06T14:42:00","slug":"ferias-ou-hibernacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ferias-ou-hibernacao\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias&#8230; ou hiberna\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Vamos come\u00e7ar! Vamos come\u00e7ar um novo ano escolar, um novo ano apost\u00f3lico. Vamos retomar um ritmo de vida que se abrandou &#8211; ou adormeceu! &#8211; durante quase tr\u00eas longos meses.<\/p>\n<p>E a minha primeira inquieta\u00e7\u00e3o surge exactamente a\u00ed. N\u00e3o \u00e9 demasiadamente longa uma paragem &#8211; ou abrandamento &#8211; de tr\u00eas meses? \u00c9 bem certo que se fazem avalia\u00e7\u00f5es e programa\u00e7\u00f5es. Entretanto, isso \u00e9 s\u00f3 para alguns. A grande massa da popula\u00e7\u00e3o, mesmo tendo apenas umas semanas de f\u00e9rias, entra num clima de alheamento demasiado longo.<\/p>\n<p>Agora at\u00e9 se fazem as \u201crentr\u00e9es\u201d pol\u00edticas, para se dizer que estivemos a meio g\u00e1s ou em descanso pol\u00edtico. E s\u00e3o tamb\u00e9m as f\u00e9rias da justi\u00e7a, s\u00f3 interrompidas pelas emerg\u00eancias. Enfim, o Pa\u00eds &#8211; e a mesma Igreja &#8211; vive nove meses no ano; uma quarta parte da vida \u00e9 para \u201chibernar\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei que volta se lhe h\u00e1-de dar. Mas estou convicto de que \u00e9 preciso come\u00e7ar a fazer opini\u00e3o, a gerar outra mentalidade. Sempre ouvi que o melhor descanso \u00e9 mudar de ocupa\u00e7\u00e3o, evidentemente que a um ritmo menos tenso. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso pensar a org\u00e2nica da vida civil &#8211; e, acrescento, eclesial &#8211; de modo a que se alternem e entrecruzem diversidade de propostas de ocupa\u00e7\u00e3o, de maneira que todos possam descansar sem adormecer, que todos se possam revitalizar sem nada parar\u2026<\/p>\n<p>Volto ao in\u00edcio destas linhas. N\u00e3o \u00e9 pedag\u00f3gico arrumar por completo, por t\u00e3o longo tempo, os h\u00e1bitos de estudar, o contacto com os livros, o treino do intelecto. Muitas vezes, tem-se a sensa\u00e7\u00e3o &#8211; e o esfor\u00e7o e os resultados iniciais o comprovam &#8211; de que se vai recome\u00e7ar do zero absoluto, tal foi a dist\u00e2ncia a que ficaram os esfor\u00e7os do ano anterior.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m no servi\u00e7o apost\u00f3lico ressalta a impress\u00e3o de que Deus este em f\u00e9rias, n\u00e3o por Ele, mas porque o releg\u00e1mos para a esfera do abandonado. Fica a impress\u00e3o de que, mesmo quando h\u00e1 compromissos habituais, o Ver\u00e3o nos solta as amarras e navegamos em mar alto, sem b\u00fassola nem leme, ao sabor das ondas\u2026 Todos os quadros e esquemas de servi\u00e7o da Par\u00f3quias ficam \u201cdesactualizados\u201d, at\u00e9 que meados de Setembro fa\u00e7am reaparecer as listas de servi\u00e7os. Para n\u00e3o falar j\u00e1 da debandada da pequenada, cujos pais considerar\u00e3o &#8211; talvez! &#8211; que, nesse tempo, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de pr\u00e1tica crist\u00e3.<\/p>\n<p>F\u00e9rias, sim, estamos de acordo, coordenadas, com vida matizada de outras coisas. Hiberna\u00e7\u00e3o n\u00e3o me parece favor\u00e1vel a um desenvolvimento humano harmonioso e integral, nem a uma vida c\u00edvica linear e crescente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos come\u00e7ar! Vamos come\u00e7ar um novo ano escolar, um novo ano apost\u00f3lico. Vamos retomar um ritmo de vida que se abrandou &#8211; ou adormeceu! &#8211; durante quase tr\u00eas longos meses. E a minha primeira inquieta\u00e7\u00e3o surge exactamente a\u00ed. N\u00e3o \u00e9 demasiadamente longa uma paragem &#8211; ou abrandamento &#8211; de tr\u00eas meses? \u00c9 bem certo que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-7751","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7751","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7751"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7751\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}