{"id":7767,"date":"2006-09-06T15:57:00","date_gmt":"2006-09-06T15:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7767"},"modified":"2006-09-06T15:57:00","modified_gmt":"2006-09-06T15:57:00","slug":"bispo-relacao-com-os-padres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bispo-relacao-com-os-padres\/","title":{"rendered":"Bispo &#8211; rela\u00e7\u00e3o com os padres"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o Vaticano II <!--more--> Prosseguindo a reflex\u00e3o sobre o \u201cperfil\u201d do Bispo da Diocese, retomamos o n.\u00ba 16 do Christus Dominus, para enunciar a desej\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o com o Clero.<\/p>\n<p>\u201cAbracem sempre com um amor especial os sacerdotes, que compartilham das suas obriga\u00e7\u00f5es e da sua solicitude, e t\u00e3o zelosamente as cumprem no trabalho de cada dia, considerando-os como filhos e amigos e, portanto, estando dispostos a ouvi-los e a falar confidencialmente com eles, procurem desenvolver todas as actividades pastorais da diocese inteira. <\/p>\n<p>Preocupem-se com as suas condi\u00e7\u00f5es espirituais, intelectuais e materiais, para que possam viver santa e piamente e exercer com fidelidade e efic\u00e1cia o seu minist\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p>De novo nos encontramos face a um conjunto de fortes exig\u00eancias feitas ao Bispo, na rela\u00e7\u00e3o com os seus Padres. Uma verdadeira rela\u00e7\u00e3o paternal e amiga, capacidade de escuta e di\u00e1logo \u00edntimo, partilha de sonhos e projectos pastorais, preocupa\u00e7\u00e3o por uma vida de qualidade, integral, para um exemplar exerc\u00edcio do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o deixa de ser exigente tamb\u00e9m para os Padres aquilo que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do Bispo. Aceitamos n\u00f3s &#8211; e procuramos &#8211; esta rela\u00e7\u00e3o filial, a confid\u00eancia, a verdadeira comunh\u00e3o pastoral, o seu conselho e sugest\u00e3o, para intensificarmos a nossa vida espiritual, para zelarmos a nossa riqueza intelectual, para &#8211; sem deixar de ser s\u00f3brios &#8211; cuidarmos dignamente a nossa vida material?&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 certo que uma atitude paternal e amiga n\u00e3o pode ser uma atitude paternalista. Todavia, uma atitude filial franca, n\u00e3o de subservi\u00eancia, mas de confronto sereno e adulto, n\u00e3o se compraz com meias verdades, com encontros furtivos\u2026 \u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o permanente de di\u00e1logo e solidariedade, mesmo quando \u00e9 para discordar, para opinar responsavelmente.<\/p>\n<p>Esta rela\u00e7\u00e3o traduz-se na promo\u00e7\u00e3o de iniciativas, que v\u00e3o desde a forma\u00e7\u00e3o permanente organizada, at\u00e9 ao incitamento ao retiro, a outros encontros de ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 partilha de bens, ao fomento dos encontros de di\u00e1logo e de amizade.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos podemos queixar por n\u00e3o termos sido insistentemente provocados a promovermos e participarmos nestas iniciativas. Por\u00e9m, \u00e9 not\u00f3rio que alguns de n\u00f3s sacerdotes cedemos ao individualismo feroz, recusando qualquer aproxima\u00e7\u00e3o do Bispo, como se ela tolhesse a nossa personalidade.<\/p>\n<p>Exame de consci\u00eancia para todos &#8211; diria eu. A comunh\u00e3o sacramental do Presbit\u00e9rio com o Bispo \u00e9 uma realidade inquestion\u00e1vel. Mas os sinais \u201csacramentais\u201d t\u00eam de se manifestar em gestos e atitudes vis\u00edveis, que exprimam e nos projectem para as realidades invis\u00edveis!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o Vaticano II<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7767","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7767\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}