{"id":7848,"date":"2006-09-13T16:33:00","date_gmt":"2006-09-13T16:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7848"},"modified":"2006-09-13T16:33:00","modified_gmt":"2006-09-13T16:33:00","slug":"a-comunhao-implica-relacao-e-integracao-das-diferencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-comunhao-implica-relacao-e-integracao-das-diferencas\/","title":{"rendered":"A Comunh\u00e3o implica rela\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Decorreu em F\u00e1tima, de 5 a 8 de Setembro, o V Simp\u00f3sio do Clero de Portugal, reunindo quase meio milhar de padres e bispos portugueses. No comunicado final do encontro que decorreu sob o signo da Comunh\u00e3o, o clero portugu\u00eas afirma: \u201cO presb\u00edtero \u00e9 um homem \u00fanico e imprescind\u00edvel no interior da humanidade, consagrado pela ordena\u00e7\u00e3o para servir e dar a vida por amor a favor do povo de Deus e de todo o mundo. Este servi\u00e7o que \u00e9 minist\u00e9rio sacerdotal que nos santifica e santifica aqueles a quem servimos, que nos faz felizes e constr\u00f3i as bem-aventuran\u00e7as do Reino deve ser realizado como testemunho de amor, de alegria e de paz\u201d. O Correio do Vouga pediu um testemunho pessoal a um dos sacerdotes da diocese que participaram no encontro.<\/p>\n<p>Foi-me pedido que desse um testemunho pessoal do que vivi e experimentei nesta minha participa\u00e7\u00e3o no V Simp\u00f3sio do Clero de Portugal.<\/p>\n<p>Foi um simp\u00f3sio muito positivo e enriquecedor para todos os participantes, vivido em clima de alegria e de ora\u00e7\u00e3o, e principalmente para mim, porque sendo a minha primeira participa\u00e7\u00e3o, pensava que iria ser ma\u00e7ador\u2026 N\u00e3o foi, muito pelo contr\u00e1rio. O tema, \u201cPresbit\u00e9rio em Comunh\u00e3o ao Servi\u00e7o da Comunh\u00e3o Eclesial\u201d, a isso se proporcionou e muito contribuiu para esta minha experi\u00eancia francamente positiva, j\u00e1 que eu fa\u00e7o parte de uma Unidade Pastoral, onde sou, precisamente, chamado a construir esta mesma comunh\u00e3o. <\/p>\n<p>Foi muito importante saber, experimentar, que n\u00e3o estamos sozinhos neste caminho, onde se procura a comunh\u00e3o entre todos. Que, apesar do caminho ser dif\u00edcil e cheio de obst\u00e1culos, existe a confian\u00e7a e a esperan\u00e7a de que n\u00e3o estamos no fim, mas no in\u00edcio de novos caminhos e de novas experi\u00eancias, que o Esp\u00edrito Santo vai suscitando. Est\u00e1 a surgir uma nova Igreja. O Esp\u00edrito vai trabalhando e disso s\u00e3o prova os novos caminhos apresentados, um dos quais a Unidade Pastoral da qual fa\u00e7o parte. E, como disse o nosso bispo, numa das suas interven\u00e7\u00f5es, n\u00e3o podemos \u00e9 ter medo de acolher e deixar trabalhar o Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>As tem\u00e1ticas e os pain\u00e9is apresentados deram-nos a oportunidade de reflectir sobre o que \u00e9 essencial e espec\u00edfico na vida e miss\u00e3o do presb\u00edtero. Em especial gostei muito das confer\u00eancias do prior Enzo Bianchi. Foram das que mais me interpelaram, isto talvez por serem mais antropol\u00f3gicas e pastorais. Todos n\u00f3s j\u00e1 sab\u00edamos e sabemos; mas nem sempre temos a coragem e talvez nem queiramos p\u00f4r em pr\u00e1tica. Foi, assim, uma oportunidade de rezar e reflectir a vida do presb\u00edtero, de tomar consci\u00eancia, mais uma vez, que somos um presbit\u00e9rio em comunh\u00e3o e que esta se alicer\u00e7a e fundamenta na Trindade. A comunh\u00e3o implica rela\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as, pois s\u00f3 pode haver rela\u00e7\u00e3o se houver diferen\u00e7as. A diversidade na Igreja e entre as comunidades eclesiais \u00e9 constitutiva da mesma. Comunh\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 feita, mas que \u00e9 preciso ser constru\u00edda e realizada todos os dias.<\/p>\n<p>Estamos ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o, que passa cada vez mais por cada um saber qual \u00e9 o seu papel e assumir as suas responsabilidades. Isto \u00e9, bispos, presb\u00edteros e leigos, todos t\u00eam um papel espec\u00edfico e importante a desempenhar na Igreja; e, por isso, cada um tem que assumir o seu papel. Comunh\u00e3o que se expressa, sobretudo, na escuta e no acolhimento das pessoas. Somos padres n\u00e3o para proveito pr\u00f3prio nem da nossa fam\u00edlia mas para a comunidade, com uma miss\u00e3o que \u00e9 a do amor pastoral. Portanto, os presb\u00edteros s\u00e3o homens dados ao povo de Deus, para viver a comunh\u00e3o e construir em Igreja a comunidade. <\/p>\n<p>Este simp\u00f3sio foi, ainda, muito positivo porque proporcionou estabelecer novas rela\u00e7\u00f5es entre os participantes, troca de ideias, partilha de outras experi\u00eancias, oportunidade de novas amizades ou o refor\u00e7ar de amizades j\u00e1 existentes. Fica-me, assim, na mem\u00f3ria esta rela\u00e7\u00e3o fraterna que experimentei.<\/p>\n<p>Sendo este texto uma partilha e um testemunho pessoal do que senti neste Simp\u00f3sio, n\u00e3o posso terminar sem deixar de manifestar que esperava mais participa\u00e7\u00e3o por parte do nosso presbit\u00e9rio. Penso que estes encontros s\u00e3o importantes para construir comunh\u00e3o e para a descoberta de novos caminhos. Muitas vezes lamentamo-nos da falta de ajudas e de subs\u00eddios, mas depois n\u00e3o aproveitamos estas oportunidades.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Carlos Pereira<\/p>\n<p>Padre na Unidade Pastoral de \u00c1gueda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu em F\u00e1tima, de 5 a 8 de Setembro, o V Simp\u00f3sio do Clero de Portugal, reunindo quase meio milhar de padres e bispos portugueses. 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