{"id":7861,"date":"2006-09-13T17:03:00","date_gmt":"2006-09-13T17:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7861"},"modified":"2006-09-13T17:03:00","modified_gmt":"2006-09-13T17:03:00","slug":"quando-os-jovens-alinham-depressa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quando-os-jovens-alinham-depressa-2\/","title":{"rendered":"Quando os jovens alinham depressa&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Vamos entrar, de novo, numa campanha onde, dificilmente, as pessoas se v\u00e3o ouvir umas \u00e0s outras, a tal ponto pensam que t\u00eam a raz\u00e3o toda e o que \u00e9 preciso \u00e9 falar mais alto para abafar os contr\u00e1rios e que ningu\u00e9m os possa ouvir, nem a eles, nem \u00e0s suas raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Os jornais j\u00e1 noticiaram que o aborto vai agora ao Parlamento pela m\u00e3o do PS. Depois, o referendo, como motivo de fidelidade a promessas feitas e parece que a exig\u00eancias de leis e de clientela.<\/p>\n<p>Em Julho passado, com esta perspectiva no horizonte, o novo l\u00edder da Juventude Socialista disse, e os jornais fizeram eco com chamada de primeira p\u00e1gina, que o aborto \u00e9 o \u201ccombate da sua vida da JS\u201d. <\/p>\n<p>Por mais que se tente embrulhar tal prop\u00f3sito em papel colorido e bem perfumado, ele aparece sempre, de facto, como o combate da vida de gente nova e sonhadora. Motivo de pouca esperan\u00e7a para a parte da na\u00e7\u00e3o que espera alguma coisa de novo e s\u00e9rio dos jovens militantes do partido.<\/p>\n<p>Da gente nova, qualquer que seja a sua cor partid\u00e1ria, temos direito a esperar, tal o investimento que nela se faz \u00e0 custa de todos n\u00f3s, sonhos e projectos de vida, luta empenhada pela justi\u00e7a social e pelo bem comum, compromisso nas causas sociais mais nobres, aquelas que n\u00e3o envelhecem com o tempo, nem com as cores partid\u00e1rias. Temos direito a esperar alguma rebeldia sadia, em rela\u00e7\u00e3o a tudo quanto dignifica as pessoas e as torna mais livres para seu bem e em sociedade. Direito a esperar um n\u00e3o alinhamento em causas onde h\u00e1 mais emo\u00e7\u00f5es que raz\u00f5es, uma maior abertura na procura de solu\u00e7\u00f5es para os problemas sociais mais graves e para a defesa dos direitos que nivelam por cima e s\u00e3o de todos.<\/p>\n<p>A causa da vida nunca se resolver\u00e1 com solu\u00e7\u00f5es de morte, nem com emo\u00e7\u00f5es voluntariosas. O respeito pelas pessoas em situa\u00e7\u00f5es dolorosas, n\u00e3o se identifica fazendo coro cego com grupos de press\u00e3o minorit\u00e1rios. <\/p>\n<p>Quando os jovens deixam de pensar os problemas da sociedade e entram no seguidismo de um pensamento unidimensional, que outros acriticamente lhes prop\u00f5em ou imp\u00f5em, facilmente se fecham os horizontes necess\u00e1rios da vida, onde a humaniza\u00e7\u00e3o e a dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa humana deixa de ser uma simples palavra, para se tornar um compromisso social inalien\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mal vai quando os voos da gente nova s\u00e3o voos das aves de capoeira. A gente nova prima pela utopia, pelo sonho sem limites, pela \u00e2nsia de resolver depressa todos os problemas humanos e sociais, pelo n\u00e3o deixar que algu\u00e9m lhes corte as asas ou lhes mate os sonhos. <\/p>\n<p>As juventudes partid\u00e1rias alinham depressa de mais. O tempo actual favorece, lamentavelmente, esta atitude. Por\u00e9m, \u00e9 preciso denunciar o tempo que n\u00e3o deixa crescer ou reduz a vida a interesses imediatos de carreira social ou pol\u00edtica. Ao colo, pela m\u00e3o ou de olhos fechados e mente pregui\u00e7osa, ningu\u00e9m vai muito longe. O pa\u00eds precisa de jovens que n\u00e3o envelhe\u00e7am antes do tempo e cultivem projectos com horizontes largos e fascinantes. N\u00e3o creio que esteja entre estes o aborto, muito menos como o grande combate de uma vida jovem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos entrar, de novo, numa campanha onde, dificilmente, as pessoas se v\u00e3o ouvir umas \u00e0s outras, a tal ponto pensam que t\u00eam a raz\u00e3o toda e o que \u00e9 preciso \u00e9 falar mais alto para abafar os contr\u00e1rios e que ningu\u00e9m os possa ouvir, nem a eles, nem \u00e0s suas raz\u00f5es. Os jornais j\u00e1 noticiaram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7861","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7861\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}