{"id":7864,"date":"2006-09-21T15:26:00","date_gmt":"2006-09-21T15:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7864"},"modified":"2006-09-21T15:26:00","modified_gmt":"2006-09-21T15:26:00","slug":"d-antonio-francisco-dos-santos-novo-bispo-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/d-antonio-francisco-dos-santos-novo-bispo-de-aveiro\/","title":{"rendered":"D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, novo Bispo de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Por decis\u00e3o do Santo Padre o Papa Bento XVI, o novo Bispo de Aveiro \u00e9 D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, actualmente Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga, sucedendo ao sr. D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino; a nomea\u00e7\u00e3o foi hoje tornada p\u00fablica no Vaticano. O in\u00edcio do seu minist\u00e9rio episcopal na nossa Diocese est\u00e1 agendado para o pr\u00f3ximo dia 8 de Dezembro, solenidade lit\u00fargica da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Virgem Maria.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos \u00e9 filho de Ernesto Francisco (j\u00e1 falecido) e de D. Donzelina dos Santos. Nasceu no dia 29 de Agosto de 1948, na freguesia e par\u00f3quia de Tendais, concelho de Cinf\u00e3es, Diocese de Lamego.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Escola Prim\u00e1ria, em 1959 ingressou no Semin\u00e1rio Menor Diocesano, sito em Resende, e, em 24 de Junho de 1971, concluiu o curso superior de Teologia no Semin\u00e1rio Maior de Lamego. Em 8 de Dezembro de 1972, foi ordenado presb\u00edtero na catedral de Lamego. Seguidamente, durante dois anos, encarregou-se do m\u00fanus de vig\u00e1rio paroquial da freguesia de S. Jo\u00e3o Baptista de Cinf\u00e3es.<\/p>\n<p>Indo para Paris, licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia do Instituto Cat\u00f3lico de Paris, fez na mesma Faculdade o mestrado em Filosofia Contempor\u00e2nea e, na Escola Pr\u00e1tica de Altos Estudos, em Ci\u00eancias Sociais; e ainda, no Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de Paris, obteve o diploma em Sociologia Religiosa.<\/p>\n<p>Depois de regressar a Portugal, foi nomeado professor e membro da Equipa Formadora do Semin\u00e1rio Maior de Lamego, exercendo cumulativamente as fun\u00e7\u00f5es de secret\u00e1rio e ec\u00f3nomo do mesmo Semin\u00e1rio, de que foi tamb\u00e9m vice-reitor nos anos de 1986 a 1991.<\/p>\n<p>Tendo sido escolhido para o Cabido da S\u00e9 de Lamego, o C\u00f3nego Ant\u00f3nio Francisco dos Santos ainda desempenhou na sua Diocese outros important\u00edssimos cargos: &#8211; Delegado episcopal para a Forma\u00e7\u00e3o do Clero, respons\u00e1vel da Pastoral Universit\u00e1ria da Cidade, secret\u00e1rio diocesano da Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es, membro da Equipa Sacerdotal da Par\u00f3quia de Santa Maria de Almacave, chefe da Redac\u00e7\u00e3o do seman\u00e1rio diocesano \u201cVoz de Lamego\u201d, vig\u00e1rio episcopal do Clero, pr\u00f3-vig\u00e1rio geral da Diocese, presidente do Centro de Promo\u00e7\u00e3o Social Rural de Lamego e professor no Instituto Superior de Teologia do N\u00facleo Regional das Beiras da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa. Em 1997, o Papa Jo\u00e3o Paulo II nomeou-o Monsenhor. Al\u00e9m de ter prefaciado diversos livros, \u00e9 o autor das seguintes publica\u00e7\u00f5es, em parceria: &#8211; \u201cFen\u00f3meno Migrat\u00f3rio na Regi\u00e3o Centro \u2013 O Regresso\u201d e \u201cDouro sul no Sulco do Amanh\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Em 21 de Dezembro de 2004, foi escolhido para Bispo Auxiliar de Braga, com o t\u00edtulo de Magneto (Meinedo), primitiva Diocese do s\u00e9culo VI na actual regi\u00e3o do Porto. Na tarde de 19 de Mar\u00e7o de 2005, solenidade lit\u00fargica de S. Jos\u00e9, recebeu a ordena\u00e7\u00e3o episcopal, na catedral de Lamego, presidindo o Bispo da Diocese, D. Jacinto Tom\u00e1s Botelho. Em 24 do mesmo m\u00eas de Mar\u00e7o, iniciou a sua actividade episcopal em Braga.<\/p>\n<p>Colaborando colegialmente com o Arcebispo de Braga em toda a actividade pastoral, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos exercia particularmente as fun\u00e7\u00f5es de vig\u00e1rio geral, de director da Comiss\u00e3o Arquidiocesana de Arte Sacra, integrada no Instituto de Hist\u00f3ria e Arte Crist\u00e3; tamb\u00e9m lhe estava confiada a Vigararia Territorial composta pelos Arciprestados de Guimar\u00e3es, de Fafe, de Cabeceiras de Basto e de Celorico de Basto. <\/p>\n<p>A n\u00edvel da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, foi membro da Equipa Nacional da Obra Cat\u00f3lica das Migra\u00e7\u00f5es e, desde 1994, acompanhou as Equipas dos Casais de Nossa Senhora e o Movimento dos Cursilhos de Cristandade; no presente tri\u00e9nio de 2005-2008, o novo Bispo de Aveiro \u00e9 o presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Voca\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios e \u00e9 vogal da Comiss\u00e3o Episcopal da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3.<\/p>\n<p>Num acto de reconhecida homenagem, a C\u00e2mara Municipal de Lamego, na reuni\u00e3o de 14 de Mar\u00e7o de 2005, concedeu-lhe a medalha de ouro da Cidade, com o t\u00edtulo de cidad\u00e3o honor\u00e1rio. L\u00ea-se na respectiva acta daquela reuni\u00e3o: &#8211; \u201cOs diversos cargos e fun\u00e7\u00f5es exercidos nas estruturas diocesanas [de Lamego] deram-lhe a experi\u00eancia que pautar\u00e1 o seu trabalho pastoral como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga; e o seu trato distinto com os homens ser\u00e1 passaporte a acompanh\u00e1-lo no seu novo campo de ac\u00e7\u00e3o, agora carregado de esperan\u00e7a para todos n\u00f3s, amanh\u00e3 talvez aureolado com novos e maiores compromissos no seio da Igreja Cat\u00f3lica, que serve t\u00e3o zelosa como eficientemente\u201d. A medalha ser-lhe-ia entregue no dia 23 de Julho, nos Pa\u00e7os do Concelho, em sess\u00e3o solene, durante a qual, o Prelado diria que desejava que a ins\u00edgnia fosse uma \u201chomenagem a todos os que sofrem, na solid\u00e3o ou pobreza, na ansiedade ou na doen\u00e7a\u201d, e que tamb\u00e9m fosse imperativo para ele pr\u00f3prio continuar a ser \u201cap\u00f3stolo da Bondade, distribuidor generoso do P\u00e3o, servo fiel da Esperan\u00e7a, profeta da Justi\u00e7a e promotor da Civiliza\u00e7\u00e3o do Amor\u201d.<\/p>\n<p>Efectivamente \u2013 conforme atestou D. Jacinto Botelho, aquando da ordena\u00e7\u00e3o episcopal de D. Ant\u00f3nio \u2013 este Prelado patenteava j\u00e1 a riqueza do conselho sempre l\u00facido e ponderado, da solicitude modelar a todas as pessoas, do testemunho generoso e discreto, e da delicada responsabilidade nas tarefas que francamente aceitava.<\/p>\n<p>Demos assim a conhecer, em singelo apontamento de algumas efem\u00e9rides, a biografia do sr. D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, que, nos pr\u00f3ximos anos, vai ser o primeiro respons\u00e1vel da vida e da ac\u00e7\u00e3o eclesial na nossa Diocese. N\u00e3o duvidamos \u2013 antes estamos certos \u2013 de que pelo saber e pela experi\u00eancia do seu novo Prelado, embora com a sua maneira peculiar, a Igreja de Aveiro prosseguir\u00e1 o rumo em boa hora encetado, no ano de 1938, por D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal e continuado por D. Domingos da Apresenta\u00e7\u00e3o Fernandes (1958-1962), por D. Manuel de Almeida Trindade (1962-1988) e por D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino. Como sempre aconteceu no passado, n\u00e3o lhe faltar\u00e1 a indispens\u00e1vel e generosa coopera\u00e7\u00e3o dos sacerdotes, dos di\u00e1conos, das comunidades religiosas e de muitos membros activos do Povo de Deus.<\/p>\n<p>Assim a Diocese \u2013 conforme a afirma\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II (C.D., 11) &#8211; \u201cunida ao seu Pastor e por este congregada no Esp\u00edrito Santo, mediante o Evangelho e a Eucaristia, constitui a Igreja particular, onde verdadeiramente se encontra e actua a Igreja de Cristo una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica\u201d.<\/p>\n<p>Algumas afirma\u00e7\u00f5es do novo Bispo de Aveiro<\/p>\n<p>Fasc\u00ednio em servir a Igreja<\/p>\n<p>\u201cPara mim, ser Bispo \u00e9 um dom, mas tamb\u00e9m um mist\u00e9rio, sempre gra\u00e7as \u00e0 bondade de Deus. Queria ser ap\u00f3stolo dessa bondade e que essa fosse a minha maneira de evangelizar. Sempre me fascinou o desejo de servir a Igreja, na alegria, na obedi\u00eancia, na disponibilidade e na humildade\u201d. E, referindo-se \u00e0s voca\u00e7\u00f5es, afirmou: &#8211; \u201cNo meu minist\u00e9rio sacerdotal dei sempre prioridade ao minist\u00e9rio da voca\u00e7\u00e3o; Deus continua a chamar-nos e eu respondi sim, porque sempre vivi essa alegria da fidelidade ao chamamento de Deus em rela\u00e7\u00e3o a mim e a tantos jovens que, no percurso do semin\u00e1rio, se foram orientando e caminhando para o sacerd\u00f3cio\u201d \u2013 Da entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Ecclesia, em 22-12-2004.<\/p>\n<p>Coer\u00eancia entre a f\u00e9 a vida<\/p>\n<p>\u201cNos caminhos humanos das nossas vidas e das nossas procuras crentes, continuamos a cruzar estas estradas apinhadas de gente com fome de P\u00e3o, com fome de Esperan\u00e7a, com fome da Eucaristia. [\u2026] Como \u00e9 necess\u00e1rio que resplande\u00e7a numa sociedade marcada pelo relativismo e de um mundo \u00e0 procura de futuro, de luz e de paz, o grande sinal da Virgem-M\u00e3e! Mas o brilho e a for\u00e7a desse sinal hoje depende de n\u00f3s, depende da maneira como acolhemos a Palavra de Deus e como vivemos a Eucaristia, e as traduzimos em gestos do nosso dia-a-dia\u201d. \u2013 Da homilia em F\u00e1tima, no dia 13 de Setembro de 2005.<\/p>\n<p>Sacerdotes &#8211; Mediadores da voca\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cOs nossos Presbit\u00e9rios, a sua maneira de servir a Igreja e o Mundo e o seu testemunho de vida, s\u00e3o frequentemente os imediatos e mais pr\u00f3ximos mediadores entre o chamamento de Deus e resposta \u00e0 voca\u00e7\u00e3o por parte das crian\u00e7as, adolescentes e jovens\u201d \u2013  Da Nota para a Semana dos Semin\u00e1rios (6\/13-11-2005), de 5 de Novembro de 2005.<\/p>\n<p>Fam\u00edlias e comunidades &#8211; Lugares vocacionais<\/p>\n<p>\u201cSonhamos com um tempo em que o mais normal seja a par\u00f3quia que faz surgir voca\u00e7\u00f5es a todos os n\u00edveis e n\u00e3o a par\u00f3quia onde s\u00f3 o p\u00e1roco tem voca\u00e7\u00e3o, porque as fam\u00edlias crist\u00e3s e as comunidades devem ser verdadeiros lugares vocacionais\u201d. E aos educadores vocacionais \u00e9 exigida \u201cuma identidade vocacional assumida, uma autenticidade de vida centrada no essencial e uma alegria consistente na escolha feita e na felicidade com que se vive o minist\u00e9rio ou a consagra\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 Da Nota para a Jornada Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pelas Voca\u00e7\u00f5es (7-5-2006), de 5 de Maio de 2006.<\/p>\n<p>O Presb\u00edtero na Miss\u00e3o da Igreja<\/p>\n<p>\u201cUrge que cada um dos crist\u00e3os e cada um dos sacerdotes regresse em perman\u00eancia \u00e0s ra\u00edzes da sua vida como baptizado e \u00e0s fontes da sua voca\u00e7\u00e3o como chamado pelo amor de Deus, para, em nome de Cristo e em favor da Humanidade, exercer o m\u00fanus sacerdotal. Sentir e testemunhar a alegria de ser padre implica e exige viver com esp\u00edrito diariamente renovado esta peculiar rela\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s sacerdotes com Deus, com a Igreja e com o Mundo. E o segredo deste desafio constante do equil\u00edbrio pessoal, da harmonia de vida e da efic\u00e1cia do minist\u00e9rio consiste nesta disponibilidade para, em cada dia que come\u00e7a, acolhermos com const\u00e2ncia e reafirmando o encanto do dom da voca\u00e7\u00e3o, a gra\u00e7a da comunh\u00e3o e a b\u00ean\u00e7\u00e3o de uma vida dada e despojada a favor do povo\u201d \u2013 Da Nota para o V Simp\u00f3sio do Clero (5\/8-9-2006), de 28 de Junho de 2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por decis\u00e3o do Santo Padre o Papa Bento XVI, o novo Bispo de Aveiro \u00e9 D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, actualmente Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga, sucedendo ao sr. D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino; a nomea\u00e7\u00e3o foi hoje tornada p\u00fablica no Vaticano. 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