{"id":792,"date":"2010-03-03T15:43:00","date_gmt":"2010-03-03T15:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=792"},"modified":"2010-03-03T15:43:00","modified_gmt":"2010-03-03T15:43:00","slug":"deixamos-este-trabalho-nas-vossas-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deixamos-este-trabalho-nas-vossas-maos\/","title":{"rendered":"&#8220;Deixamos este trabalho nas vossas m\u00e3os&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Semana mission\u00e1ria de Estarreja e Murtosa encerrou em Avanca, no domingo, com um grande apelo: todos os crist\u00e3os podem e devem ser mission\u00e1rios onde se encontram. Criaram-se apenas tr\u00eas grupos paroquiais de dinamiza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria<\/p>\n<p>Encerou em festa a semana missio-n\u00e1ria dos arciprestados de Estarreja e Murtosa, ap\u00f3s oito dias de sensibiliza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria nas catequeses, nas escolas, em reuni\u00f5es com agentes pastorais, em vistas a doentes, nas missas. O sal\u00e3o do Cento Social e Paroquial de Avanca encheu-se de crist\u00e3os das 13 par\u00f3quias da Murtosa (6) e Estarreja (7) para ouvir o apelo final: \u201cDeixamos este trabalho nas vossas m\u00e3os\u201d, disse P.e Claudino Gomes, coordenador da semana. \u201cOs crist\u00e3os devem sentir-se permanentemente enviados em miss\u00e3o sem temerem quem se lhes op\u00f5e. \u00abContigo, nada temerei\u00bb\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Ao Correio do Vouga, este mission\u00e1rio comboniano que desde h\u00e1 tr\u00eas anos coordena as semanas de sensibiliza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria que os institutos mission\u00e1rios prop\u00f5em \u00e0 Diocese de Aveiro, congratulou-se por a semana ter sido \u201cassumida desde a primeira hora pelos arciprestes e p\u00e1rocos\u201d. Sobre o trabalho desenvolvido pelos mission\u00e1rios em cada comunidade disse: \u201cN\u00e3o viemos para uma pastoral de manuten\u00e7\u00e3o, mas de anima\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o. A nossa pers-pectiva \u00e9 agir local, mas pensar mundial. Em tudo abrir os horizontes de miss\u00e3o. Privilegiamos o trabalho com a juventude, estivemos em quase todas as escolas, mas procuramos igualmente os envolvidos nas pastoral paroquial. Para qu\u00ea? Para lhes dizer: Fazendo o que estais a fazer, \u00e9 preciso sair do \u00e2mbito do templo para ir ao encontro das pessoas, especialmente daquelas que est\u00e3o mais carentes de Evangelho. A anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria passa pela solicitude pelos que sofrem mais, quer aqui quer longe daqui. Se n\u00e3o se empenharem aqui, como se empenhar\u00e3o mais longe?\u201d<\/p>\n<p>Entre os mission\u00e1rios que passaram a semana nas par\u00f3quias, esteve P.e Ant\u00f3nio Augusto, dehoniano que foi mission\u00e1rio em Madag\u00e1scar e agora trabalha na anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria em Portugal. \u201cEstive nas par\u00f3quias de Torreira e S\u00e3o Jacinto e foi uma experi\u00eancia extraordinariamente bonita. Estas par\u00f3quias s\u00e3o bem dinamizadas pelo seu p\u00e1roco, t\u00eam muitos leigos a colaborar e um di\u00e1cono muito empenhado\u201d, afirmou. Como resultados concretos da semana deseja: \u201cPara al\u00e9m de grupos mission\u00e1rios em todas as par\u00f3quias, que \u00e9 o desejo do Bispo de Aveiro, espero maior dinamismo comunit\u00e1rio, que as pessoas se empenhassem mais e se entrosem mais umas com as outras para criar comunh\u00e3o e deixar algumas coisas menos positivas que \u00e0s vezes acontecem entre grupos. Podemos ser todos mission\u00e1rios: institutos, dioceses, movimentos, par\u00f3quias. A igreja \u00e9 toda mission\u00e1ria. Estamos todos na mesma barca, a caminho do mesmo ideal. O povo portugu\u00eas \u00e9 mission\u00e1rio por excel\u00eancia, mas de vez em quando \u00e9 preciso reavivar esse esp\u00edrito. O que nos fizemos estes dias foi precisamente para reacender esse dom de Deus que \u00e9 o esp\u00edrito mission\u00e1rio nas nossas comunidades par\u00f3quias\u201d.<\/p>\n<p>Formados tr\u00eas grupos<\/p>\n<p>mission\u00e1rios paroquiais<\/p>\n<p>P.e Ab\u00edlio Ara\u00fajo, p\u00e1roco de S\u00e3o Jacinto (\u00e9 do concelho de Aveiro, mas por conveni\u00eancia pastoral est\u00e1 ligada ao arciprestado da Murtosa) e Torreira reconhece que as par\u00f3quias, \u201csendo Igreja, s\u00e3o necessariamente mission\u00e1rias, integradas numa Igreja que \u00e9 a Diocese, que, por sua vez est\u00e1 em comunh\u00e3o com as outras igrejas\u201d, pelo que antev\u00ea um papel importante para os dois grupos mission\u00e1rios formados nas suas par\u00f3quias: \u201cEles v\u00e3o ter como preocupa\u00e7\u00e3o a ora\u00e7\u00e3o pela miss\u00e3o da igreja, s\u00e3o elo de liga\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o com outras igrejas, v\u00e3o sensibilizar a par\u00f3quia para n\u00e3o se feche em si pr\u00f3pria, porque isso \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o e \u00e9 um erro. Os grupos paroquiais podem desenvolver ac\u00e7\u00f5es concretas para recolher fundos, angariar assinaturas para a imprensa mission\u00e1ria, colaborar com os institutos mission\u00e1rios e ainda proporcionar viv\u00eancias mission\u00e1rias fora do pa\u00eds, ainda que tempor\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<p>Sendo a cria\u00e7\u00e3o de grupos mission\u00e1rios paroquiais um dos objectivos da semana, os resultados, para j\u00e1, s\u00e3o algo decepcionantes. \u00c0 partida, apenas foram criados tr\u00eas: dois nas par\u00f3quias referidas e mais um, interparoquial, no Bunheiro e Partilh\u00f3. \u201cFoi pouco\u201d, afirma P.e Claudino. \u201cNo ano passado, todas as par\u00f3quias de Vagos menos uma formaram grupos mission\u00e1rios paroquiais. Contava que aqui tamb\u00e9m se chegasse a isso. Mas ainda temos esperan\u00e7a de que outros grupos entretanto se formem. Ser\u00e1 um aspecto a ter em conta na avalia\u00e7\u00e3o que os mission\u00e1rios v\u00e3o fazer com os p\u00e1rocos. Se n\u00e3o fica um grupo que assuma a din\u00e2mica, corre-se o risco de que n\u00e3o se fa\u00e7a mais nada\u201d, acrescenta. \u201cPor isso insistimos muito na cria\u00e7\u00e3o destes grupos e novamente fa\u00e7o um apelo a todas as par\u00f3quias para terem o seu grupo de anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, para, por exemplo, promover o Outubro mission\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>E voca\u00e7\u00f5es para as miss\u00f5es \u00abad gentes\u00bb t\u00eam sa\u00eddo destas semanas que h\u00e1 cerca de 20 anos percorrem a diocese? P.e Claudino Gomes s\u00f3 pode responder pelas tr\u00eas \u00faltimas de que foi coordenador, Oliveira do Bairro (2008), Vagos (2009) e agora Estarreja\/Murtosa. \u201cTanto quanto eu sei, n\u00e3o. Mas \u00e9 preciso ver que esta semana \u00e9 algo muito gen\u00e9rico. Os mission\u00e1rios insistem mais na dinamiza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria das par\u00f3quias. O mais importante \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de grupos. Mas \u00e9 preciso notar que trabalhamos numa obra muito grande em que est\u00e3o tamb\u00e9m os pais, os padres, os educadores. Uma voca\u00e7\u00e3o que surja num determinado momento \u00e9 sempre fruto de imensos trabalhos\u201d.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semana mission\u00e1ria de Estarreja e Murtosa encerrou em Avanca, no domingo, com um grande apelo: todos os crist\u00e3os podem e devem ser mission\u00e1rios onde se encontram. 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