{"id":7937,"date":"2006-09-28T10:44:00","date_gmt":"2006-09-28T10:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7937"},"modified":"2006-09-28T10:44:00","modified_gmt":"2006-09-28T10:44:00","slug":"o-espirito-sopra-onde-quer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-espirito-sopra-onde-quer\/","title":{"rendered":"O Esp\u00edrito sopra onde quer"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A Palavra situa-nos numa realidade profundamente divina e crist\u00e3, mas muito dif\u00edcil de aceitar por parte de muitos cat\u00f3licos, a saber, que o Esp\u00edrito de Deus, a exemplo do vento, sopra onde quer e como quer, e n\u00e3o sabemos de onde vem nem para onde vai (cf. Jo 3). Isto \u00e9, o Esp\u00edrito Santo pode exercer a sua maravilhosa ac\u00e7\u00e3o em qualquer homem ou mulher, seja qual for a sua condi\u00e7\u00e3o social e religiosa e onde quer que se encontre.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, Mois\u00e9s critica Josu\u00e9, seu ajudante, porque este manifesta ci\u00fames pelo facto dos homens escolhidos por Mois\u00e9s terem come\u00e7ado a profetizar pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Acrescenta: \u201cQuem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Esp\u00edrito sobre eles!\u201d Mois\u00e9s declara-se abertamente contra todo o esp\u00edrito de inveja e partidarismo, pois todo o povo \u00e9 animado pelo Esp\u00edrito, que assiste cada um em ordem \u00e0 fun\u00e7\u00e3o que recebeu para o servi\u00e7o do mesmo povo. <\/p>\n<p>No evangelho, Marcos apresenta-nos Jesus a repreender os disc\u00edpulos por terem impedido um homem de expulsar os dem\u00f3nios, porque n\u00e3o andava com o Mestre. Jesus esclarece que todo aquele que pratica uma boa obra o faz pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito e, por esse facto, est\u00e1 em liga\u00e7\u00e3o com Ele e com a comunidade, embora possa n\u00e3o ser reconhecido como tal. O texto fala-nos, ainda, da necessidade que temos de nos colocar sob a luz do Esp\u00edrito Santo, para discernirmos o que \u00e9 ou n\u00e3o fruto desse mesmo Esp\u00edrito. \u201cCortar\u201d a m\u00e3o ou o p\u00e9 e \u201carrancar\u201d o olho significa examinarmo-nos a n\u00f3s mesmos, com frequ\u00eancia, a fim de irmos abandonando as obras que constituem obst\u00e1culo \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o do Reino de Deus<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Tiago, com a sua linguagem violenta, critica aqueles que vivem, em primeiro lugar, para amontoar bens materiais e que descuram os verdadeiros valores, frutos do Esp\u00edrito. Critica, tamb\u00e9m, os ricos, que acumulam bens \u00e0 custa de injusti\u00e7as. N\u00e3o \u00e9 crist\u00e3o nem crist\u00e3 quem n\u00e3o paga o sal\u00e1rio justo aos seus empregados, mesmo que ofere\u00e7a somas avultadas \u00e0 Igreja, que frequente os sacramentos e perten\u00e7a a grupos de pastoral. N\u00e3o o \u00e9 t\u00e3o pouco quem usa de subterf\u00fagios para se esquivar aos impostos, apesar de repartir com os pobres os bens acumulados pela fraude. <\/p>\n<p>Actualizando estes textos, podemos afirmar que o Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 apenas privil\u00e9gio de alguns, mas \u00e9 dado a toda a comunidade do Povo de Deus e est\u00e1 vivo em todos os homens e mulheres que abrem o seu cora\u00e7\u00e3o ao dom de Deus e aderem ao projecto de Jesus Cristo. Nesta perspectiva, os l\u00edderes das comunidades, a exemplo de Mois\u00e9s e de Jesus, s\u00f3 poder\u00e3o desempenhar com efic\u00e1cia a obra de Deus, que lhes \u00e9 confiada, na medida em que repartirem tarefas e responsabilidades e ouvirem os pareceres dos membros das suas comunidades. Estou consciente de que cada homem ou mulher de boa vontade est\u00e1 possu\u00eddo pelo Esp\u00edrito que o habilita para colaborar na constru\u00e7\u00e3o da Igreja? Que tipo de crist\u00e3o e crist\u00e3 sou eu? Estou aberto \u00e0 erup\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, onde quer que Ele se manifeste, ou fecho-me, de forma arrogante e fan\u00e1tica, nos privil\u00e9gios que penso j\u00e1 ter adquirido?<\/p>\n<p>Leituras do XXVI Domingo Comum \u2013 Ano B: Nm 11,25-29; Sl 19 (18); Tg 5,1-6; Mc 9,38-43.45.47-48<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7937","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7937\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}