{"id":7945,"date":"2006-09-28T14:51:00","date_gmt":"2006-09-28T14:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7945"},"modified":"2006-09-28T14:51:00","modified_gmt":"2006-09-28T14:51:00","slug":"aveiro-pode-converter-se-em-destino-de-cruzeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aveiro-pode-converter-se-em-destino-de-cruzeiros\/","title":{"rendered":"Aveiro pode converter-se em destino de cruzeiros"},"content":{"rendered":"<p>Jornadas da Ria de Aveiro &#8211; I <!--more--> O Porto de Aveiro tem condi\u00e7\u00f5es para receber navios de cruzeiro, embora ainda n\u00e3o dispute esse mercado.<\/p>\n<p>Entretanto, na segunda-feira, o \u201cHanseatic\u201d fez escala em Aveiro.<\/p>\n<p>No debate sobre os potenciais econ\u00f3micos e tur\u00edsticos da Ria, que decorreu na Universidade de Aveiro, no dia 13 de Setembro, integrado nas I Jornadas da Ria, pairou a quest\u00e3o da marina da Barra. N\u00e3o foi o \u00fanico assunto debatido, mas foi o que mereceu coment\u00e1rios de todos os intervenientes. Rui Paiva, representando a APA, Administra\u00e7\u00e3o do Porto de Aveiro, lembrou que a primeira vers\u00e3o do projecto foi chumbada, em Mar\u00e7o de 2003, por motivos ambientais, mas sublinhou as potencialidades deste \u201cequipamento dinamizador da regi\u00e3o de Aveiro\u201d: um projecto privado de 200 milh\u00f5es de euros; interven\u00e7\u00e3o em 58 hectares (31 em \u00e1rea seca); 3 docas com profundidades at\u00e9 24 metros; 858 lugares de acostagem.<\/p>\n<p>Segundo Rui Paiva, as embarca\u00e7\u00f5es resi-dentes e os \u201cmilhares de veleiros estrangeiros que navegam na nossa costa\u201d seriam um factor de promo\u00e7\u00e3o, \u201ctendo em conta o estilo s\u00f3cio-econ\u00f3mico\u201d dos donos dos veleiros. Ou seja, quem tem veleiro tem dinheiro; logo, a ind\u00fastria tur\u00edstica tem tudo a ganhar.<\/p>\n<p>O administrador da APA adiantou tamb\u00e9m a possibilidade de o Porto de Aveiro receber cruzeiros.Investimentos recentes na estrutura portu\u00e1ria permitem disponibilizar espa\u00e7o de acostagem para tr\u00e1fego regular ou ocasional de navios de cruzeiro. \u201c\u00c9 uma das novas apostas do Porto de Aveiro\u201d, disse, para, a seguir, sugerir percursos culturais e gastron\u00f3micos que os turistas poderiam fazer pela regi\u00e3o: Bairrada, leit\u00e3o, Bu\u00e7aco&#8230;<\/p>\n<p>Carlos Costa defendeu que, num projecto como o da Marina, \u00e9 necess\u00e1rio questionar o modelo econ\u00f3mico associado. No Algarve, conforme referiu o economista da UA, o modelo esteve assente no sector imobili\u00e1rio, com as consequ\u00eancias gravosas que se conhecem. Seguir o mesmo em Aveiro, com press\u00e3o imobili\u00e1ria junto \u00e0 ria, seria um erro, pelo que \u00e9 necess\u00e1rio responder muito bem \u00e0 pergunta que no debate ficou sem resposta: \u201cQual a posi\u00e7\u00e3o competitiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras marinas?\u201d<\/p>\n<p>Em interven\u00e7\u00e3o anterior, Maria Isabel Vinagre, da Direc\u00e7\u00e3o-Geral de Turismo, notou que o \u201cpotencial tur\u00edstico est\u00e1 subaproveitado\u201d e apontou \u201cprodutos para a valoriza\u00e7\u00e3o tur\u00edstica da zona da Ria\u201d. S\u00e3o eles: desportos n\u00e1uticos (vela, canoagem, remo, etc.); produtos ligados \u00e0s actividades econ\u00f3micas tradicionais, como a apanha de moli\u00e7o, a extrac\u00e7\u00e3o de sal e a pesca na Ria; actividades de anima\u00e7\u00e3o, como festas e romarias; gastronomia; e observa\u00e7\u00e3o, contempla\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o ambiental. Este \u00faltimo fil\u00e3o, o do turismo ambiental, tem grandes possibilidades de crescimento. O \u201cturista verde\u201d, que gosta de fazer caminhadas de observa\u00e7\u00e3o de fauna e flora, encontra na Ria imensas possibilidades, sendo necess\u00e1rio, para isso, \u201ccriar percursos, abrigos e apoios sinal\u00e9ticos\u201d, conforme referiu Maria Isabel Vinagre.<\/p>\n<p>Respondendo a Carlos Costa, que afirmara que a melhor forma de divulga\u00e7\u00e3o tur\u00edstica \u00e9 o \u201cpassa a palavra\u201d e a Internet, Pedro Silva referiu que a p\u00e1gina da Rota da Luz na Internet, apesar de funcional e actualizada, \u00e9 a menos visitada entre todas as das regi\u00f5es de turismo, o que revela um problema de identidade. \u201cNingu\u00e9m sabe o que \u00e9 Rota da Luz\u201d\u2013 reconhece o presidente desta regi\u00e3o de Turismo, que, noutra ocasi\u00e3o, chegou a avan\u00e7ar com a designa\u00e7\u00e3o \u201cRegi\u00e3o da Ria\u201d e, desta vez, referiu express\u00f5es como \u201cRegi\u00e3o de \u00c1gua\u201d ou, referindo-se a Aveiro, \u201cCidade de \u00c1gua\u201d.<\/p>\n<p>Pedro Silva adiantou dois elementos que normalmente n\u00e3o s\u00e3o tidos em conta no planeamento tur\u00edstico da regi\u00e3o. Primeiro, os limites do territ\u00f3rio t\u00eam de ser repensados, porque \u201co turista vem atr\u00e1s de um produto e n\u00e3o pensa em divis\u00f5es geogr\u00e1ficas\u201d, o que implica que as divis\u00f5es municipais fazem pouco sentido em termos tur\u00edsticos e que a RTRL tenha de trabalhar a sua promo\u00e7\u00e3o com outras entidades, como \u00e9 exemplo o Aeroporto do Porto (a 35 minutos de Aveiro). Segundo, os \u201cprodutos singulares\u201d, que fazem da cidade de Aveiro a mais competitiva da regi\u00e3o centro \u2013 revelados num inqu\u00e9rito \u2013, n\u00e3o s\u00e3o os tradicionais ovos moles e o moliceiro, mas a \u201cmobilidade alternativa\u201d, simbolizada nas bugas, e as zonas wireless (v\u00e1rios espa\u00e7os da cidade onde se pode ter acesso \u00e0 Internet a partir do computador pessoal port\u00e1til).<\/p>\n<p>O presidente da RTRL referiu ainda que, em rela\u00e7\u00e3o ao turismo, \u201co problema n\u00e3o \u00e9 o n\u00famero de turistas que nos visitam; o problema \u00e9 que n\u00e3o ficam c\u00e1. V\u00e3o para o Porto, para Coimbra\u201d. No entanto, h\u00e1 sinais de mudan\u00e7a. A cria\u00e7\u00e3o do \u201cVai-vem Tur\u00edstico\u201d (mini-autocarro que oferece dois percursos, o Vista Alegre Tour e o Faina Maior Tour &#8211; ver CV de 30 de Agosto) e o autocarro panor\u00e2mico parecem estar a prender turistas \u00e0 cidade. Pedro Silva espera que os resultados dos inqu\u00e9ritos \u00e0s unidades hoteleiras confirmem as primeiras impress\u00f5es.<\/p>\n<p>Discurso directo<\/p>\n<p>\u201cNa zona da Ria da Aveiro, pode haver turismo cultural, turismo de caminhadas, turismo ecol\u00f3gico e turismo mar\u00edtimo\u201d.<\/p>\n<p>Maria Isabel Vinagre, subdirectora da Direc\u00e7\u00e3o Regional de Turismo<\/p>\n<p>\u201cEstamos a equacionar a possibilidade de o Porto de Aveiro receber navios de cruzeiro. A regi\u00e3o tem um cabaz tur\u00edstico, principalmente gastron\u00f3mico, que pode proporcionar bons circuitos\u201d.<\/p>\n<p>Rui Paiva, administrador da APA<\/p>\n<p>A regi\u00e3o centro tem apenas 8% das dormidas tur\u00edsticas, mas, se tra\u00e7armos uma circunfer\u00eancia com 150 km de raio e com centro em Aveiro, temos 37% das dormidas. Passa a ser a primeira regi\u00e3o tur\u00edstica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Carlos Costa, professor de Economia na UA e director da \u201cRevista de Turismo &#038; Desenvolvimento\u201d<\/p>\n<p>No in\u00edcio, nenhum operador estava interessado no \u201ccity tour\u201d do autocarro panor\u00e2mico. Em Agosto, tivemos 3997 passageiros. Agora j\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas operadores interessados para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Pedro Silva, presidente da RTRL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornadas da Ria de Aveiro &#8211; I<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7945","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7945","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7945"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7945\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}