{"id":7977,"date":"2006-10-04T14:46:00","date_gmt":"2006-10-04T14:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7977"},"modified":"2006-10-04T14:46:00","modified_gmt":"2006-10-04T14:46:00","slug":"alerta-da-reitora-na-abertura-do-ano-lectivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/alerta-da-reitora-na-abertura-do-ano-lectivo\/","title":{"rendered":"Alerta da reitora na abertura do ano lectivo"},"content":{"rendered":"<p>Corte no or\u00e7amento da UA <!--more--> No ano lectivo que agora se inicia, a Universidade de Aveiro \u201c\u00e9 penalizada em 6,8% e a poss\u00edvel cativa\u00e7\u00e3o de 7,5% sobre a receita das propinas\u201d, denunciou o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica da Universidade de Aveiro, Lu\u00eds Ricardo Ferreira, na sess\u00e3o solene de abertura do ano acad\u00e9mico, decorrida no dia 27 de Setembro.<\/p>\n<p>A reitora da Universidade de Aveiro, Maria Helena Nazar\u00e9, alertou para a \u201chip\u00f3tese de fal\u00eancia para v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, dada a enormidade do corte or\u00e7amental deste ano. Muitas dessas s\u00e3o o esteio do desenvolvimento das regi\u00f5es onde se inserem. Qual o significado de as deixar afundar? Enganou-se o Pa\u00eds colectivamente? E apagam-se dezenas de anos de esfor\u00e7os e deitam-se fora milh\u00f5es de escudos ou de euros de investimento p\u00fablico? Sem resposta adequada, atrevo-me a lembrar que \u00e9 incomensuravelmente mais f\u00e1cil destruir que construir\u201d.<\/p>\n<p>Maria Helena Nazar\u00e9 afirmou que \u201co ciclo econ\u00f3mico desfavor\u00e1vel que temos vindo a enfrentar, continua a agravar-se, afectando, consequentemente, as nossas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Temo que estejamos perto da ruptura. Esta situa\u00e7\u00e3o exige de todos maior dedica\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio pessoal\u201d.<\/p>\n<p>A par dessa situa\u00e7\u00e3o, a reitora sublinhou que \u201cas taxas de desemprego dos licenciados mostram que Portugal n\u00e3o se tem revelado capaz de aproveitar o conhecimento dispon\u00edvel em benef\u00edcio do desenvolvimento econ\u00f3mico. Esta situa\u00e7\u00e3o, a manter-se, far\u00e1 certamente perigar o modelo social que todos prezamos e defendemos. Torna-se, ent\u00e3o, necess\u00e1rio quebrar este ciclo, revitalizar o crescimento, investindo na sociedade do conhecimento como fonte do dinamismo necess\u00e1rio \u00e0 economia\u201d.<\/p>\n<p>Para Maria Helena Nazar\u00e9, em Portugal, as universidades s\u00e3o respons\u00e1veis pela investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, \u201ccujos resultados poder\u00e3o dinamizar a economia, e pela forma\u00e7\u00e3o dos activos capazes de inovar e lidar com o conhecimento novo. Para al\u00e9m disso, a Universidade tamb\u00e9m se vem assumindo como capaz de, com qualidade e bom senso, coordenar a t\u00e3o necess\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o p\u00f3s secund\u00e1ria\u201d. Mas isso \u201cimplica a exig\u00eancia de qualidade, em todas as interven\u00e7\u00f5es e, em particular na pesquisa cient\u00edfica, a qual n\u00e3o deve ser realizada se n\u00e3o for de reconhecida qualidade. A investiga\u00e7\u00e3o, que seja de excel\u00eancia, \u00e9 essencial ao pa\u00eds e deve ter condi\u00e7\u00f5es para prosseguir. Isso implica grande rigor e transpar\u00eancia na atribui\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o dos dinheiros p\u00fablicos. \u00c9 bom que recordemos que os docentes universit\u00e1rios s\u00e3o os investigadores em Portugal. Falar em or\u00e7amento para a Ci\u00eancia que n\u00e3o tenha em considera\u00e7\u00e3o esta realidade \u00e9 fal\u00e1cia. Ci\u00eancia de qualidade tem um requisito primordial: a qualidade de quem a faz\u201d, afirmou a reitora da Universidade de Aveiro.<\/p>\n<p>Minha P\u00e1tria \u00e9 a l\u00edngua portuguesa<\/p>\n<p>\u201cNa hist\u00f3ria da nossa coloniza\u00e7\u00e3o, a l\u00edngua portuguesa manteve-se como a ponte entre a metr\u00f3pole e as col\u00f3nias, separadas e unidas umas \u00e1s outras por oceanos sem fim, e, mais tarde, com a descoloniza\u00e7\u00e3o, foi ainda a l\u00edngua a afirmar-se como matriz da unidade e da identidade dos novos pa\u00edses lus\u00f3fonos, alguns deles constitu\u00eddos por m\u00faltiplos povos de diversos matizes culturais, lingu\u00edsticos e religiosos\u201d, referiu Maria Jos\u00e9 Ferro Tavares, na \u201cli\u00e7\u00e3o de abertura\u201d do novo ano lectivo da Universidade de Aveiro, sob o tema \u201cCoopera\u00e7\u00e3o: um desfio para o s\u00e9culo XXI \/ Entre a hist\u00f3ria de duas globaliza\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Depois de historiar a evolu\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o entre Portugal e as antigas col\u00f3nias, incluindo Brasil e Timor, respectivamente, a primeira e a \u00faltima a se emanciparem de Portugal, com refer\u00eancias aos tratados bilaterais e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, a antiga reitora da Universidade Aberta referiu que \u201cse os acordos bilaterais foram o cerne da pol\u00edtica de coopera\u00e7\u00e3o, a fraca or\u00e7amenta\u00e7\u00e3o nacional para a mesma n\u00e3o permitiu que aquela se desenvolvesse de forma coerente e eficaz, apesar dos acordos sectoriais que se foram assinando, de modo a evitar a aproxima\u00e7\u00e3o de alguns pa\u00edses lus\u00f3fonos a outras comunidades lingu\u00edsticas, culturais e econ\u00f3micas, como a angl\u00f3fona da Commonwealth, no caso de Mo\u00e7ambique, ou a franc\u00f3fona, em S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e na Guin\u00e9-Bissau, ou at\u00e9 a espanhola, em Angola, e a chinesa em Angola e Cabo Verde, mais recentemente, para j\u00e1 n\u00e3o referirmos as coopera\u00e7\u00f5es italiana, dinamarquesa e holandesa, nomeadamente em Mo\u00e7ambique\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Maria Jos\u00e9 Ferro Tavares \u201ccriou-se a Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa mas faltou-lhe uma estrat\u00e9gia conjunta para a coopera\u00e7\u00e3o, que possibilitasse o desenvolvimento dos mais pobres de entre eles\u201d.<\/p>\n<p>A finalizar a sua \u201cli\u00e7\u00e3o de abertura\u201d, a oradora afirmou que \u201ca coopera\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses mais desenvolvidos e os mais pobres \u00e9 necess\u00e1ria e vital para o equil\u00edbrio e a paz mundiais. Se \u00e9 verdade que a coopera\u00e7\u00e3o necessita de ter uma estrat\u00e9gia superiormente definida, a verdade \u00e9 que ela tamb\u00e9m depende muito de vontades pessoais. E, hoje, h\u00e1 tanta informa\u00e7\u00e3o que pode ser alca\u00e7ada, gra\u00e7as ao maravilhoso mundo das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o que conseguem fazer do longe, perto. Desde que todos assim o desejemos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corte no or\u00e7amento da UA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-7977","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7977"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7977\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}