{"id":7999,"date":"2006-10-04T17:31:00","date_gmt":"2006-10-04T17:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7999"},"modified":"2006-10-04T17:31:00","modified_gmt":"2006-10-04T17:31:00","slug":"oleo-aguarela-e-desenho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/oleo-aguarela-e-desenho\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00d3leo, aguarela e desenho&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o de Arlindo Vicente <!--more--> Na Galeria dos Pa\u00e7os do Concelho, no piso t\u00e9rreo do Edif\u00edcio Fernando T\u00e1vora, no sal\u00e3o nobre do Teatro Aveirense e na Galeria Morgados da Pedricosa, est\u00e1 patente ao p\u00fablico, at\u00e9 ao dia 11 de Outubro, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cArlindo Vicente \u2013 \u00d3leo, aguarela e desenho\u201d, organizada conjuntamente pelo C\u00edrculo Experimental de Artistas Pl\u00e1sticos \u2013 Aveiro Arte e pela C\u00e2mara Municipal de Aveiro, evento que se insere nas comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio de nascimento do artista.<\/p>\n<p>Curiosamente, a inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o ocorreu tr\u00eas dias ap\u00f3s a decis\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Aveiro de extinguir o Museu da Rep\u00fablica, que tinha como patrono Arlindo Vicente, para criar, no mesmo espa\u00e7o, o Museu da Cidade.<\/p>\n<p>Na Galeria dos Pa\u00e7os do Concelho, est\u00e3o expostos os trabalhos em aguarela, enquanto que, no Edif\u00edcio Fernando T\u00e1vora, est\u00e3o desenhos, esbo\u00e7os e ilustra\u00e7\u00f5es. A pintura a \u00f3leo est\u00e1 exposta na Galeria Morgados da Pedricosa. <\/p>\n<p>No Teatro Aveirense encontra-se uma mostra documental sobre a vida e obra de Arlindo Vicente, nomeadamente primeiras p\u00e1ginas de revistas e jornais ilustradas pelo artista, entre os quais, \u201cPresen\u00e7a\u201d, \u201cSeara Nova\u201d, n\u00fameros um do \u201cPortugal Moderno\u201d (Lisboa, 1928) e do \u201cPena, L\u00e1pis e Veneno \u2013 Quinzen\u00e1rio de Caricatura\u201d (Coimbra, 1928), \u00abLabor\u00bb revista do Liceu Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o. Dos muitos livros que editou, est\u00e3o presentes, entre outros, \u201cMaria do Ah\u00e9\u201d, novela da autoria de Jos\u00e9 R\u00e9gio, \u201cMaria do Mar\u201d, de Eduardo Braz\u00e3o Filho, e \u201cPrimavera\u201d, de Helena Bianghini. Est\u00e3o patentes cat\u00e1logos de exposi\u00e7\u00f5es em que Arlindo Vicente participou, como o da primeira exposi\u00e7\u00e3o do Aveiro Arte, ocorrida no Teatro Aveirense, de 30 de Outubro a 13 de Novembro de 1973.<\/p>\n<p>O escritor bairradino Ars\u00e9nio Mota escreveu: \u201cesteticamente, o pintor apareceu ligado inicialmente ao chamado segundo modernismo portugu\u00eas. A seguir situou-se na \u00f3rbita do expressionismo, com alguns acentos alem\u00e3o e n\u00f3rdico, especialmente devido \u00e0 luz dilu\u00edda dos seus quadros. Mas, em muitos deles, forte e desgarrador, aquele grito que salta da tela de Munch para nos envolver de visceral como\u00e7\u00e3o. Mais tarde, Arlindo Vicente evoluiu em direc\u00e7\u00e3o ao neo-realismo\u201d.<\/p>\n<p>A vida pol\u00edtica de Arlindo Vicente tamb\u00e9m est\u00e1 presente nesta mostra documental, com destaque para o seu manifesto de candidatura \u00e0 presid\u00eancia da rep\u00fablica, como candidato da oposi\u00e7\u00e3o, nas elei\u00e7\u00f5es de 1958 (das quais desistiu a favor do general Humberto Delgado).<\/p>\n<p>Arlindo Augusto Pires Vicente nasceu no Troviscal (Oliveira do Bairro), no dia 5 de Mar\u00e7o de 1906, e morreu em Lisboa, no dia 24 de Novembro de 1977. Formou-se em Direito, mas conciliou a advocacia com as artes pl\u00e1sticas. Participou na primeira exposi\u00e7\u00e3o do Aveiro Arte, a convite de Vasco Branco. Pertenceu aos corpos directivos da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), de Lisboa, onde realizou duas grandes exposi\u00e7\u00f5es individuais, nos anos de 1970 e 1974.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o de Arlindo Vicente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-7999","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7999\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}