{"id":803,"date":"2010-02-03T11:42:00","date_gmt":"2010-02-03T11:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=803"},"modified":"2010-02-03T11:42:00","modified_gmt":"2010-02-03T11:42:00","slug":"combate-a-pobreza-e-exclusao-social-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/combate-a-pobreza-e-exclusao-social-1\/","title":{"rendered":"\u00abCombate \u00e0 pobreza e exclus\u00e3o social\u00ab? (1)"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Est\u00e1 a decorrer o \u00abAno Europeu de Combate \u00e0 Pobreza e Exclus\u00e3o Social\u00bb. Justifica-se, a prop\u00f3sito, recordar os protagonistas deste combate, tendo em conta os respectivos interesses, deveres e direitos. Numa primeira aproxima\u00e7\u00e3o, dir-se-\u00e1 que os pobres e os exclu\u00eddos s\u00e3o os protagonistas principais; assim \u00e9, em princ\u00edpio, mas \u00e9 discut\u00edvel que o sejam na realidade.<\/p>\n<p>Ao longo da Idade M\u00e9dia, at\u00e9 mais ou menos ao s\u00e9culo XIX, o combate \u00e0 pobreza e \u00e0 exclus\u00e3o social fazia-se, fundamentalmente, atrav\u00e9s da entreajuda e de institui\u00e7\u00f5es diversas. No s\u00e9culo XIX, afirmou-se o Estado repressor dos pobres e exclu\u00eddos, mas tamb\u00e9m surgiram as mutualidades, as cooperativas e institui\u00e7\u00f5es semelhantes, bem como um esbo\u00e7o do Estado protector. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, implanta-se o Estado colectivista na R\u00fassia, estendendo-se depois a v\u00e1rios outros pa\u00edses. Em contraste, surge a ilus\u00e3o de que o mercado e o respectivo crescimento econ\u00f3mico resolveriam os problemas de pobreza e exclus\u00e3o social. Pela mesma altura, desenvolve-se o Estado social, tamb\u00e9m desi-gnado \u00abEstado-provid\u00eancia. A partir dos \u00abdec\u00e9nios para o desenvolvimento\u00bb, promovidos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, torna-se patente que o crescimento econ\u00f3mico, embora necess\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 suficiente para a solu\u00e7\u00e3o daqueles problemas. As crises surgidas, a partir dos anos setenta, fizeram sentir que o Estado social corria o risco de fal\u00eancia e, por isso, ganhou novo impulso o papel do mercado, com mais ou menos liberalismo econ\u00f3mico. Mas, por outro lado, a crise actual p\u00f4s em causa o liberalismo econ\u00f3mico, e tornou imperiosa a ac\u00e7\u00e3o reguladora do Estado. Actualmente, para que as economias sejam competitivas, releva-se a import\u00e2ncia da competitividade, da produtividade, da inova\u00e7\u00e3o e da qualifica\u00e7\u00e3o do trabalho, incluindo a forma\u00e7\u00e3o ao longo da vida. De tudo isto, resulta que os protagonistas mais destacados na luta contra a pobreza e exclus\u00e3o social t\u00eam sido as institui\u00e7\u00f5es particulares, o Estado (colectivista, social, regulador&#8230;), e os sistemas de protec\u00e7\u00e3o social (sa\u00fade, seguran\u00e7a social, educa\u00e7\u00e3o&#8230;). A luta pol\u00edtica, a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, sobretudo a social, bem como a comunica\u00e7\u00e3o social e as opini\u00f5es p\u00fablicas entram fortemente neste combate, defendendo cada uma destas entidades as respectivas posi\u00e7\u00f5es&#8230; e interesses.<\/p>\n<p>Todas elas se consideram mediadoras no combate \u00e0 pobreza e exclus\u00e3o. E, atrav\u00e9s de uma pervers\u00e3o mais ou menos inconsciente, entendem que estes problemas se resolver\u00e3o na medida em que sejam respeitados os seus pontos de vista e aumentados os meios financeiros a elas destinados. De algum modo,  tais mediadoras funcionam em termos an\u00e1logos aos intermedi\u00e1rios comerciais no mundo econ\u00f3mico, e acabam por utilizar a pobreza a seu favor; mistificam seus interesses, sob a roupagem do \u00abcombate \u00e0 pobreza e exclus\u00e3o social&#8230; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-803","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=803"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/803\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}