{"id":8042,"date":"2006-10-12T09:24:00","date_gmt":"2006-10-12T09:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8042"},"modified":"2006-10-12T09:24:00","modified_gmt":"2006-10-12T09:24:00","slug":"a-confianca-em-deus-cultiva-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-confianca-em-deus-cultiva-se\/","title":{"rendered":"&#8220;A confian\u00e7a em Deus cultiva-se&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Bodas de Prata sacerdotais de Frei Silvino <!--more--> H\u00e1 19 anos no Carmo de Aveiro, Frei Silvino est\u00e1 a comemorar as Bodas de Prata Sacerdotais. <\/p>\n<p>Como prenda recebeu um livro que recolhe as suas homilias.<\/p>\n<p>Durante tr\u00eas anos, as homilias dominicais de Frei Silvino, na missa das 18h30, do Carmo de Aveiro, foram gravadas em segredo. Frei Silvino de nada sabia, pelo que ficou admirado quando, no dia 27 de Setembro, ao completar 25 anos de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral, recebeu o livro \u201cAlegrai-vos! Homilias do Frei Silvino\u201d.<\/p>\n<p>Foi uma prenda nas Bodas de Prata Sacerdotais de Frei Silvino e \u201cuma prenda para todos n\u00f3s\u201d, na express\u00e3o de Fr. Jo\u00e3o Costa, superior do Carmo, que escreve na introdu\u00e7\u00e3o: \u201cS\u00e3o muitos os que o escutam h\u00e1 anos a fio. Que n\u00e3o se cansam de ouvi-lo. Que n\u00e3o querem deixar de ouvi-lo. Agora t\u00eam um livro de homilias dele. \u00c9 um livro para a cabeceira da cama, para a mala de viagem ou mochila da praia. Jamais ser\u00e1 uma leitura pesada, d\u00e1 para ler em qualquer lugar. Abrindo as suas p\u00e1ginas, ali se podem encontrar palavras da Palavra, sabedoria de antanho, dedos de profetas, car\u00edcias de Maria, est\u00edmulo para o combate, poesia recriadora, b\u00e1lsamo discreto para feridas profundas, sussurro, festa jubilosa, gente feliz com l\u00e1grimas, vidas de santos, vidas de f\u00e9, anedotas. Anedotas?! Sim, as anedotas tamb\u00e9m visitam as suas homilias. Conhece a anedota das galinhas do senhor Abade? N\u00e3o? Pois, v\u00e1 de ler o livro\u201d.<\/p>\n<p>Silvino Teixeira Filipe nasceu na Gafanha da Nazar\u00e9 em 1954. Ap\u00f3s os estudos secund\u00e1rios no Liceu da Aveiro, entrou no Semin\u00e1rio Carmelitano de F\u00e1tima, em Fevereiro de 1974. No ano seguinte faz a profiss\u00e3o simples (21 de Setembro) e solene (16 de Novembro), adoptando o nome religioso de Frei Silvino do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus e Maria. Depois dos estudos teol\u00f3gicos no Porto e em Salamanca, \u00e9 ordenado padre por D. Manuel de Almeida Trindade, na Igreja da Gafanha da Nazar\u00e9, no dia 27 de Setembro de 1981.<\/p>\n<p>Espiritualidade do Carmo<\/p>\n<p>Frei Silvino vive no Convento do Carmo de Aveiro desde 1987, onde celebrou pela primeira vez no dia 20 de Julho, dia de Santo Elias. (A Ordem do Carmo nasceu no Monte Carmelo, na Palestina, sob a \u00e9gide do profeta Elias). Antes disso, foi formador dos semin\u00e1rios de Viana do Castelo e F\u00e1tima e animador da pastoral juvenil e vocacional da ordem.<\/p>\n<p>Em Aveiro, o frade carmelita foi superior do Convento no tri\u00e9nio de 1993-1996. Al\u00e9m de corresponder \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es exteriores ao Convento, tem-se dedicado a grupos de jovens (o universit\u00e1rio \u201cSal da Terra\u201d ou o do Renovamento carism\u00e1tico \u201cAdoramus te\u201d) e de espiritualidade carmelita, como o Carmo Secular, o grupo b\u00edblico ou o grupo mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas identificam-se com a espiritualidade do Carmo. Dizem: \u00abO Carmo \u00e9 a minha segunda casa\u00bb\u201d, afirma Frei Silvino. E como \u00e9 a espiritualidade do Carmo? \u201cReside na procura da presen\u00e7a e intimidade com Deus\u201d, responde Frei Silvino ao Correio do Vouga. \u201cComo guias, temos Maria e as li\u00e7\u00f5es de Teresa de \u00c1vila e Jo\u00e3o da Cruz\u201d, acrescenta, fazendo notar que h\u00e1 ritmos diferentes. \u201cEstamos todos \u00e0 volta da fogueira, mas uns est\u00e3o mais perto e aquecem-se mais e outros est\u00e3o mais distantes, onde o calor chega menos\u201d. Mais tarde acrescenta: \u201cA confian\u00e7a em Deus n\u00e3o \u00e9 como o gram\u00e3o, que nasce e n\u00e3o precisa de ser tratado. A confian\u00e7a em Deus cultiva-se\u201d. \u00c9 para isso que o Carmo serve. <\/p>\n<p>Autor de v\u00e1rias obras<\/p>\n<p>Faceta talvez menos conhecida de Frei Silvino \u00e9 a de autor. Al\u00e9m da recolha de homilias, o carmelita de Aveiro escreveu ou co-escreveu as seguintes obras: \u201cCarmo de Aveiro\u201d(hist\u00f3ria do convento de Aveiro, 1992), \u201cM\u00fasica Calada. Caminhando ao ritmo dos santos que o Carmo Descal\u00e7o celebra\u201d (subs\u00eddios de espiritualidade carmelita, 1998), \u201cS. Rafael de S. Jos\u00e9 Kalinowski\u201d (carmelita polaco, a quem Jo\u00e3o Paulo II ofereceu o anel, 1999), \u201cFrei David da Virgem do Carmo, o m\u00e1rtir silenciado\u201d (sobre o carmelita portugu\u00eas morto na guerra civil espanhola, 2002), \u201cGrava-me como um sinal no teu cora\u00e7\u00e3o\u201d (sobre o escapul\u00e1rio de Nossa Senhora do Carmo, 2003).<\/p>\n<p>Causa do Carmo de Aveiro<\/p>\n<p>Frei David da Virgem do Carmo, nasceu em 1886, em Semide (Miranda do Corvo), e morreu em 1936, em Toledo (Espanha), com outros 16 frades carmelitas. Foram martirizados, entre os dias 22 e 31 de Julho desse ano, no decurso da Guerra Civil espanhola. O corpo de Frei David nunca foi encontrado. Paira sobre este m\u00e1rtir uma injusti\u00e7a que o convento de Aveiro quer apagar. Enquanto sobre os outros frades corre o projecto de beatifica\u00e7\u00e3o, sobre o m\u00e1rtir portugu\u00eas, que colaborou na restaura\u00e7\u00e3o da ordem em Portugal, reina o sil\u00eancio. Frei Silvino e Frei Jo\u00e3o Costa publicaram em 2002 (no centen\u00e1rio da profiss\u00e3o religiosa de Frei David) um op\u00fasculo sobre o \u201cm\u00e1rtir silenciado\u201d. A mem\u00f3ria deste m\u00e1rtir \u00e9 um causa do Convento de Aveiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bodas de Prata sacerdotais de Frei Silvino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-8042","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8042"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}