{"id":8043,"date":"2006-10-12T09:27:00","date_gmt":"2006-10-12T09:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8043"},"modified":"2006-10-12T09:27:00","modified_gmt":"2006-10-12T09:27:00","slug":"ua-investiga-doencas-gastricas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ua-investiga-doencas-gastricas\/","title":{"rendered":"UA investiga doen\u00e7as g\u00e1stricas"},"content":{"rendered":"<p>Para desenvolver vacina <!--more--> O Departamento de Qu\u00edmica da Universidade de Aveiro (UA) est\u00e1 a caracterizar as estirpes portuguesas da bact\u00e9ria \u201cHelicobacter pylori\u201d, respons\u00e1vel pela maior parte das \u00falceras p\u00e9pticas, das \u00falceras do duodeno e do cancro do est\u00f4mago. O desenvolvimento de uma vacina \u00e9 o principal objectivo dessa investiga\u00e7\u00e3o coordenada pela UA e realizada em parceria com o IPATIMUP, Universidade do Minho e um grupo da Universidade de Guelph, do Canad\u00e1, l\u00edder na investiga\u00e7\u00e3o sobre a referida bact\u00e9ria.<\/p>\n<p>De acordo com uma nota informativa da UA, a \u201cHelicobacter pylori\u201d tem sido descrita como sendo uma das bact\u00e9rias respons\u00e1veis por grande parte das doen\u00e7as g\u00e1stricas, incluindo o cancro do est\u00f4mago, o segundo tipo de carcinoma que mais mortes causa no mundo. Cerca de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial e 75% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa est\u00e1 infectada com essa bact\u00e9ria, que nem sempre se manifesta. Na maior parte dos casos, as doen\u00e7as g\u00e1stricas e do duodeno s\u00e3o trat\u00e1veis com antibi\u00f3ticos adequados, mas a Universidade de Aveiro pretende contribuir para o desenvolvimento de uma vacina contra as estirpes que afectam os portugueses, porque, segundo a UA, uma vacina\u00e7\u00e3o em massa, na idade infantil, pode vir a reduzir significativamente os \u00edndices de cancro do est\u00f4mago e de \u00falcera do est\u00f4mago e duodeno.<\/p>\n<p>A prioridade da Unidade de Investiga\u00e7\u00e3o de Qu\u00edmica Org\u00e2nica, Produtos Naturais e Agroalimentares do Departamento de Qu\u00edmica da UA \u00e9 caracterizar essas estirpes. Para Manuel Coimbra, coordenador do projecto, \u201co nosso contributo ser\u00e1 ao n\u00edvel da nossa especialidade na \u00e1rea da glicobiologia, nomeadamente na an\u00e1lise das estruturas glicosiladas da Helicobacter pylori. Estas estruturas permitem \u00e0 bact\u00e9ria infectar o est\u00f4mago sem ser detectada pelo nosso organismo\u201d. Como a bact\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 reconhecida como estranha, o nosso organismo n\u00e3o desenvolve anticorpos para a combater e eliminar. A partir da an\u00e1lise estrutural ser\u00e1 poss\u00edvel identificar as especificidades da bact\u00e9ria e desenvolver anticorpos ou mecanismos de combate \u00e0 infec\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsta bact\u00e9ria, mesmo fora do ambiente propiciado pelo est\u00f4mago, continua a subsistir, mantendo-se vi\u00e1vel, sem se reproduzir, at\u00e9 obter as melhores condi\u00e7\u00f5es para tal. Ela fixa-se aos filtros da \u00e1gua pot\u00e1vel e outras superf\u00edcies, como o vidro, atrav\u00e9s de um polissacar\u00eddeo que excreta, formando biofilmes. Pretendemos tamb\u00e9m identificar estas estruturas que a bact\u00e9ria excreta e que lhe permitem a fixa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Manuel Coimbra.<\/p>\n<p>Com o conhecimento e a experi\u00eancia do Prof. M\u00e1rio Monteiro, do Canad\u00e1, consultor neste projecto financiado pela FCT, a experi\u00eancia do IPATIMUP na \u00e1rea das patologias g\u00e1stricas, do cancro e dos genes envolvidos nos cancros e nestas bact\u00e9rias, e o conhecimento da Universidade do Minho na identifica\u00e7\u00e3o destas bact\u00e9rias na \u00e1gua, a Universidade de Aveiro pretende criar o conhecimento e juntar compet\u00eancias que permitam o desenvolvimento de uma vacina como forma de ultrapassar a agressividade dos antibi\u00f3ticos e a resist\u00eancia da bact\u00e9ria aos mesmos. Por isso, e como salienta Manuel Coimbra, \u201ccom o conhecimento adquirido nesta investiga\u00e7\u00e3o, podemos verificar se a vacina em desenvolvimento no Canad\u00e1 se poder\u00e1 adaptar \u00e0s nossas especificidades e, no caso de n\u00e3o se poder adaptar, de que forma a vamos modificar para que tal aconte\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A equipa da Universidade de Aveiro envolvida neste projecto \u00e9 composta pelos professores Manuel Coimbra, Ivonne Delgadillo, Maria do Ros\u00e1rio Domingues e Ant\u00f3nio S. Barros, e pelo mestre (bolseiro em doutoramento) Jos\u00e9 Alexandre Ferreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para desenvolver vacina<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[63],"tags":[],"class_list":["post-8043","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8043"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8043\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}