{"id":8064,"date":"2006-10-12T10:19:00","date_gmt":"2006-10-12T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8064"},"modified":"2006-10-12T10:19:00","modified_gmt":"2006-10-12T10:19:00","slug":"socializacao-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/socializacao-politica\/","title":{"rendered":"&#8220;Socializa\u00e7\u00e3o&#8221; pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa \u201cafirma\u201d, no seu pre\u00e2mbulo, \u201ca decis\u00e3o do povo portugu\u00eas de (\u2026) abrir caminho para uma sociedade socialista (\u2026)\u201d. No entanto, apesar desta orienta\u00e7\u00e3o constitucional, n\u00e3o se conhecem propostas partid\u00e1rias, ou outras, destinadas a concretiz\u00e1-la.<\/p>\n<p>Alguns partidos preservam a orienta\u00e7\u00e3o marxista-leninista, sem a actualizarem, e outros oscilam entre a social-democracia e a democracia crist\u00e3, preservando o sistema capitalista, mais ou menos liberal.<\/p>\n<p>O PS, no Governo (e fora dele), n\u00e3o parece assumir o socialismo de base associativa, que ter\u00e1 estado na sua g\u00e9nese, nem t\u00e3o pouco aprofunda e actualiza o contributo de v\u00e1rios autores da sua \u00e1rea ideol\u00f3gica. De acordo com esta incoer\u00eancia tamb\u00e9m, infelizmente, foi esquecida, pelas diferentes for\u00e7as sociopol\u00edticas, a \u201csocializa\u00e7\u00e3o\u201d preconizada pela doutrina social da Igreja (DSI), apesar do movimento de ades\u00e3o suscitado quando o Papa Jo\u00e3o XXIII a relan\u00e7ou, no in\u00edcio dos anos sessenta do s\u00e9culo passado (cf. o \u201cComp\u00eandio da DSI\u201d, na entrada \u201csocializa\u00e7\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p>Esta proposta de socializa\u00e7\u00e3o sintetiza os aspectos positivos do socialismo e do capitalismo, e evita os negativos. Ultrapassa os dois sistemas, e coloca-se numa postura de servi\u00e7o \u00e0 fam\u00edlia humana, respeitando os caminhos que os diferentes pa\u00edses, partidos pol\u00edticos e outras entidades queiram trilhar.<\/p>\n<p>Mais concretamente (e como foi referido em artigo anterior), desdobra-se em tr\u00eas patamares: redes familiares, de vizinhan\u00e7a e de amizade; as in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es de natureza empresarial, associativa, fundacional ou outra, designadas \u201ccorpos interm\u00e9dios \u201c; e o Estado, com os seus diferentes \u00f3rg\u00e3os, servi\u00e7os e organismos.<\/p>\n<p>Incumbe ao Estado a regula\u00e7\u00e3o da vida econ\u00f3mica e social, em estreita coopera\u00e7\u00e3o com os representantes dos \u201ccorpos interm\u00e9dios\u201d e das redes de base. Tal regula\u00e7\u00e3o dever\u00e1 orientar-se pela prossecu\u00e7\u00e3o do bem comum e do bem-estar de cada fam\u00edlia e de cada cidad\u00e3o, podendo variar consideravelmente o tipo e o grau de interven\u00e7\u00e3o estatal. <\/p>\n<p>A transpar\u00eancia em liberdade, a ac\u00e7\u00e3o cooperativa e correctiva, bem como a justi\u00e7a solid\u00e1ria e a participa\u00e7\u00e3o co-respons\u00e1vel figuram entre as caracter\u00edsticas b\u00e1sicas desta \u201csocializa\u00e7\u00e3o\u201d. Elas s\u00e3o perfeitamente compat\u00edveis com \u201ca constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds mais livre, mais justo e mais fraterno\u201d, defendida no referido pre\u00e2mbulo constitucional.<\/p>\n<p>Muito embora tenha sido menosprezada esta proposta da DSI, talvez existam algumas perspectivas de aceita\u00e7\u00e3o futura, independentemente do reconhecimento da origem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-8064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8064\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}