{"id":8075,"date":"2006-10-18T11:54:00","date_gmt":"2006-10-18T11:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8075"},"modified":"2006-10-18T11:54:00","modified_gmt":"2006-10-18T11:54:00","slug":"comecar-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/comecar-de-novo\/","title":{"rendered":"Come\u00e7ar. De novo"},"content":{"rendered":"<p>Testemunho de experi\u00eancia mission\u00e1ria <!--more--> A pergunta, aparentemente simples, ecoou em mim de uma maneira invulgar: E ent\u00e3o, j\u00e1 decidiram qual vai ser o vosso padroeiro? Pelos minutos seguintes resumiram-se os argumentos que tinham, naquela comunidade, domi-nado a negocia\u00e7\u00e3o do \u00faltimo m\u00eas. Eu estava presente mas invis\u00edvel, cada sentido t\u00e3o absorto no ambiente em volta, que quase deixei de existir. N\u00e3o \u00e9 todos os dias que nos \u00e9 permitido testemunhar conversas que, pensava eu, haviam deixado de se ter h\u00e1 mais de mil anos. Ali come\u00e7ava mais uma comunidade ribeirinha a viver a sua f\u00e9, a construir a sua Igreja.<\/p>\n<p>L\u00e1, nas margens do rio Madeira, no miolo do Brasil, ainda hoje, tudo s\u00e3o come\u00e7os: Come\u00e7a a chuva que, destruindo as planta\u00e7\u00f5es de mandioca, traz a cada ano nova terra f\u00e9rtil, para se come\u00e7ar de novo. Come\u00e7a a povoar-se o Km180 da estrada transamaz\u00f3nica, h\u00e1 poucos anos apenas mais um lugar da selva, hoje fonte de esperan\u00e7a de tantas fam\u00edlias do Sul que deixaram tudo para viver esta oportunidade. Come\u00e7am a organizar-se comunidades que, com o desenvolvimento que chega ao Brasil querem, tamb\u00e9m elas, participar, contribuir e beneficiar dessas novas oportunidades. Come\u00e7a algo de maravilhoso com cada crian\u00e7a que nasce e cresce por l\u00e1. \u00danica no meio de tantas, tamb\u00e9m ela a aprender a viver estes ciclos sempre repetidos, com um sorriso t\u00e3o transparente e confiante que, por instantes temos a certeza que \u00e9 realmente ela que traz alguma coisa de novo e de melhor, sen\u00e3o a todos, pelo menos a alguns. A n\u00f3s.<\/p>\n<p>Testemunhar tudo isto em miss\u00e3o, este viver a vida a cada momento foi, para mim, o sinal: N\u00e3o h\u00e1 um princ\u00edpio seguido de eternas segundas oportunidades! Tudo s\u00e3o come\u00e7os, primeiras oportunidades em que a cada passo, um novo Eu, rec\u00e9m-chegado, descobre que afinal apeou-se nas partidas e j\u00e1 o chamam pelo nome para seguir em frente. <\/p>\n<p>De um m\u00eas de miss\u00e3o traz-se sempre mais do que se leva. T\u00e3o habituados a sermos mais um ou uma no meio de tudo e de todos, de sermos reduzidos a uma habilita\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria ou a um apelido, desapren-demos o valor que tem umas m\u00e3os, um olhar, uma disponibilidade. O que se traz, ou que eu trouxe, foi um corpo novo. As mesmas m\u00e3os, mas \u00fateis, os mesmos olhos, mas atentos, a mesma consci\u00eancia, mas mais consequente. Tamb\u00e9m eu me sinto come\u00e7ar, fresco, novo, renovado. <\/p>\n<p>Sou o mesmo, mas n\u00e3o sou igual, vivo sob um outro signo que se vai revelando. E assim, dentro de mim esgrimem-se argumentos para a quest\u00e3o de sempre que outra vez ganha mais for\u00e7a: <\/p>\n<p>&#8211; E agora, que come\u00e7o, qual vai ser o meu padroeiro?<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Francisco Moreira dos Santos, 34 anos, doutorado\u00a0em Ci\u00eancias dos Materiais pela U.C. Santa Barbara, Calif\u00f3rnia, e bolseiro de p\u00f3s-doutoramento no Departamento de F\u00edsica da Universidade de Aveiro. Esteve este Ver\u00e3o em experi\u00eancia mission\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Testemunho de experi\u00eancia mission\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-8075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jovens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}