{"id":8086,"date":"2006-10-18T14:42:00","date_gmt":"2006-10-18T14:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8086"},"modified":"2006-10-18T14:42:00","modified_gmt":"2006-10-18T14:42:00","slug":"a-verdadeira-autoridade-e-amor-e-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-verdadeira-autoridade-e-amor-e-servico\/","title":{"rendered":"A verdadeira autoridade \u00e9 amor e servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIX Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A mensagem b\u00edblica deste domingo revela-nos a l\u00f3gica de Deus, na qual os vencedores s\u00e3o aqueles e aquelas que vivem no sofrimento, na humilha\u00e7\u00e3o e na abnega\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria vida, e que, por isto, trazem \u00e0 humanidade concreta uma mais valia de vida, de liberta\u00e7\u00e3o e de esperan\u00e7a. Contr\u00e1ria \u00e9 a l\u00f3gica humana, em que os vencedores s\u00e3o aqueles e aquelas que se preocupam com o poder, com o dinheiro e com o dom\u00ednio, e cujo fruto \u00e9 presun\u00e7\u00e3o e frivolidade. <\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos a figura do Servo do Senhor. Este Servo foi esmagado pelo sofrimento, mas ofereceu a sua vida como v\u00edtima de expia\u00e7\u00e3o. Por isso ter\u00e1 uma descend\u00eancia duradoira e, no fim dos seus dias \u201cver\u00e1 a luz e ficar\u00e1 saciado\u201d. Em Jesus, esta enigm\u00e1tica figura do Servo do Senhor alcan\u00e7ou a sua plenitude. <\/p>\n<p>O autor da segunda leitura fala-nos de Jesus Cristo, que, pela sua encarna\u00e7\u00e3o, vestiu a nossa fragilidade, partilhou a nossa condi\u00e7\u00e3o humana e sofreu a morte. Mas Deus ressuscitou-o e f\u00ea-lo penetrar nos C\u00e9us, tornando-se, assim, o grande sumo-sacerdote, capaz de se compadecer das nossas fraquezas e de nos obter todos os aux\u00edlios e favores, de que carecemos. Tanto o Servo do Senhor como Jesus foram vencedores, na direc\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica de Deus. <\/p>\n<p>No evangelho, Marcos narra um epis\u00f3dio que nos mostra a dificuldade que os pr\u00f3prios disc\u00edpulos de Jesus t\u00eam em entender e acolher o itiner\u00e1rio de vida que Ele lhes prop\u00f5e, segundo a l\u00f3gica de Deus. Jesus veio habitar no meio de n\u00f3s, pela sua encarna\u00e7\u00e3o, para servir e, por isso, recusou todas as tenta\u00e7\u00f5es de ambi\u00e7\u00e3o, de poder e de grandeza. Fez da sua vida um permanente servi\u00e7o aos pobres, aos pequenos, aos doentes, aos \u00faltimos da comunidade humana e religiosa. Este \u00e9 o exemplo da vida de Jesus, que Ele apresenta como modelo aos seus seguidores. <\/p>\n<p>Na comunidade crist\u00e3 h\u00e1 a tenta\u00e7\u00e3o de nos organizarmos de acordo com os esquemas da l\u00f3gica humana: jogos de poder, tentativas de dom\u00ednio, sonhos de grandeza, de fazer \u201ccarreira\u201d, de conquistar honras e privil\u00e9gios, de protagonismo, de expectativa sobre lugares de destaque, promo\u00e7\u00f5es, etc. Contudo, esta n\u00e3o \u00e9 a Igreja fundada em Jesus Cristo, porque toda a autoridade que n\u00e3o \u00e9 amor e servi\u00e7o, \u00e9 incompat\u00edvel com a din\u00e2mica do Reino. N\u00f3s, os disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus, temos a responsabilidade de instaurar e desenvolver uma nova ordem em todos os espa\u00e7os, onde nos encontramos, desde o familiar ao eclesial, passando pelo laboral, pol\u00edtico e econ\u00f3mico. Havemos de exercer as nossas fun\u00e7\u00f5es de autoridade como um servi\u00e7o, na perspectiva do bem comum e, se algu\u00e9m h\u00e1 a privilegiar, que sejam os mais pequenos e desprotegidos. A nossa habitual atitude face ao pr\u00f3ximo, h\u00e1-de ser a de acolhimento emp\u00e1tico, de respeito caloroso e profundo, de aceita\u00e7\u00e3o incondicional e de autenticidade, vendo nele um filho e uma filha muito amada de Deus. \u00c9 assim que eu sirvo Jesus e a sua Igreja? <\/p>\n<p>Leituras do XXIX Domingo Comum \u2013 Ano B: Is 53,10-11; Sl 33 (32); Heb 4,14-16; Mc 10,35-45<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIX Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8086","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8086","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8086"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8086\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8086"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8086"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8086"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}