{"id":8097,"date":"2006-10-18T14:56:00","date_gmt":"2006-10-18T14:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8097"},"modified":"2006-10-18T14:56:00","modified_gmt":"2006-10-18T14:56:00","slug":"a-falta-de-familia-e-a-maior-pobreza-da-pessoa-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-falta-de-familia-e-a-maior-pobreza-da-pessoa-humana\/","title":{"rendered":"&#8220;A falta de fam\u00edlia \u00e9 a maior pobreza da pessoa humana&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino na Abertura do Ano Pastoral <!--more--> \u00c9 necess\u00e1rio lutar contra a tend\u00eancia de pensar que a dissolu\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia crist\u00e3 \u00e9 irrevers\u00edvel \u2014 convic\u00e7\u00e3o maior da Abertura do Ano Pastoral.<\/p>\n<p>\u201cTenho duas not\u00edcias sobre a fam\u00edlia. Uma boa e outra m\u00e1. A boa \u00e9 que vai deixar de haver div\u00f3rcios. A m\u00e1 \u00e9 que isso s\u00f3 acontece porque deixou de haver casamentos.\u201d A anedota contada por um padre de Aveiro, uns dias antes da abertura do ano pastoral, reflecte de algum modo o esp\u00edrito que por vezes transparece nas reuni\u00f5es de crist\u00e3os, quando o tema \u00e9 fam\u00edlia: dif\u00edcil ou imposs\u00edvel lutar contra a tend\u00eancia do tempo, contra a dissolu\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia alicer\u00e7ada em valores crist\u00e3os.<\/p>\n<p>O mesmo esp\u00edrito esteve presente na abertura do Ano Pastoral, no dia 5 de Outubro. Perante o panorama das dificuldades que a realidade familiar enfrenta (os div\u00f3rcios, a instabilidade, o casamento \u00e0 experi\u00eancia, o consumismo, o abandono dos idosos, a educa\u00e7\u00e3o dos filhos&#8230;), no final da manh\u00e3, antes que o derrotismo invadisse por completo o sal\u00e3o do Semin\u00e1rio, cheio de padres, di\u00e1conos e agentes pastorais, algu\u00e9m exclamou: \u201cChega de cat\u00e1logo de desgra\u00e7as!\u201d E assim a tarde foi ocupada com uma amostragem do que de bom se vai fazendo na fam\u00edlia, com a fam\u00edlia e para a fam\u00edlia (ver CV da semana passada). A tarde h\u00e1 muito estava planeada, mas serviu para contrariar o pessimismo que pairava sobre a \u201cobra criada por Deus e conspurcada de muitas maneiras\u201d, segundo express\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Marcelino.<\/p>\n<p>\u201cCria\u00e7\u00e3o de Deus\u201d<\/p>\n<p>A especial dedica\u00e7\u00e3o da diocese de Aveiro \u00e0 fam\u00edlia, no ano pastoral de 2006\/07, justifica-se por muitas raz\u00f5es, mas, de alguma forma, tem express\u00e3o mais viva num epis\u00f3dio contado por D. Ant\u00f3nio. Um dia, um respons\u00e1vel pol\u00edtico queixou-se: \u201cQuando se fala da fam\u00edlia, voc\u00eas, bispos, saltam logo!\u201d \u201cNem de outro modo podia deixar de ser\u201d \u2013 contrap\u00f5e D. Ant\u00f3nio Marcelino. Porqu\u00ea? Porque \u201ca falta de fam\u00edlia \u00e9 a maior pobreza da pessoa humana\u201d. Porque \u201cna fam\u00edlia se aprendem os valores. Porque \u201ca fam\u00edlia \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de Deus\u201d. Porque \u201cda fam\u00edlia se parte para a evangeliza\u00e7\u00e3o da cidade\u201d, porque, \u201csem verdadeiras fam\u00edlias, n\u00e3o h\u00e1 sociedade, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de criarmos redes mais amplas de comunica\u00e7\u00e3o efectiva\u201d. Porque \u201ca fam\u00edlia \u00e9 a \u00fanica realidade social que tem a ver com toda a gente\u201d. Porque, \u201cna fam\u00edlia, aprendemos a amar\u201d. Tudo frases proferidas pelo administrador apost\u00f3lico, na abertura de um ano que, a partir de 8 de Dezembro, ter\u00e1 como pastor D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos. Talvez por isso, a abertura do ano, normalmente pr\u00f3diga em datas e grandes iniciativas (isto \u00e9, calend\u00e1rio pastoral), ficou pela enuncia\u00e7\u00e3o das iniciativas, as quais o Pe Francisco Martins, director do Secretariado Diocesano da Pastoral de Fam\u00edlia, j\u00e1 havia divulgado neste jornal (ver CV de 4 de Outubro).<\/p>\n<p>\u201cA Igreja n\u00e3o pode ser insignificante\u201d<\/p>\n<p>A abertura do Ano Pastoral foi precedida para uma confer\u00eancia de D. Ant\u00f3nio Marcelino, na noite do dia 4. Aqui ficam algumas das frases mais fortes do administrador apost\u00f3lico da diocese.<\/p>\n<p>\u201cPreparar os jovens para o matrim\u00f3nio n\u00e3o pode ser feito como h\u00e1 10, 15 ou 20 anos&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o tivermos uma panor\u00e2mica mais alargada, n\u00e3o podemos ser \u00fateis. A Igreja n\u00e3o pode ser insignificante.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA convic\u00e7\u00e3o de que o matrim\u00f3nio \u00e9 antiquado cresce na mente de muita gente.\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais ligados \u00e0 fam\u00edlia, mais construtores da paz, mais est\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEstudos recente da Uni\u00e3o Europeia mostram que os jovens reconhecem na fam\u00edlia o espa\u00e7o privilegiado de apoio, para desabafar&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u201cO modelo autorit\u00e1rio marido\/mulher, pais\/filhos, j\u00e1 deu o que tinha a dar.\u201d<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o sabemos o que est\u00e1 a acontecer, somos pessoas a tentar deitar abaixo avi\u00f5es com uma fisga.\u201d<\/p>\n<p>Recolha de Teresa Correia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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