{"id":8098,"date":"2006-10-18T14:59:00","date_gmt":"2006-10-18T14:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8098"},"modified":"2006-10-18T14:59:00","modified_gmt":"2006-10-18T14:59:00","slug":"ficou-la-um-bocadinho-do-nosso-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ficou-la-um-bocadinho-do-nosso-coracao\/","title":{"rendered":"&#8220;Ficou l\u00e1 um bocadinho do nosso cora\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Casal Maria Em\u00edlia e Manuel Carvalhais <!--more--> De 1 de Novembro de 2005 a 8 de Setembro de 2006, Manuel Carvalhais e Maria Em\u00edlia viveram e trabalharam como mission\u00e1rios na diocese do Brejo, no Maranh\u00e3o. De novo em Calv\u00e3o, o \u201ccasal diaconal\u201d \u2013 como o di\u00e1cono permanente Manuel Carvalhais gosta de dizer \u2013 faz ao Correio do Vouga um balan\u00e7o do trabalho apost\u00f3lico, num altura em que se aproxima o Dia Mundial das Miss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ser mission\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 exclusivo de padres e consagrados. \u00c9 pr\u00f3prio de todos os crist\u00e3os. \u00c9 pr\u00f3prio da Igreja. O contr\u00e1rio de ser mission\u00e1rio \u00e9 n\u00e3o ser crist\u00e3o, sequer. Esta consci\u00eancia \u00e9 cada vez mais forte entre crist\u00e3os, como de alguma forma o Correio do Vouga tem revelado atrav\u00e9s dos relatos das experi\u00eancias mission\u00e1rias que o Secretariado Diocesano de Ac\u00e7\u00e3o e Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria tem proporcionado a jovens da diocese. Mas, desta vez, foi um casal que partiu em miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A estadia no Brasil de Manuel Carvalhais, 62 anos, reformado da banca, e de Maria Em\u00edlia, 61 anos, reformada da Seguran\u00e7a Social, foi planeada com afinco sob o ponto de vista pastoral. Manuel Carvalhais revela os pontos do projecto: \u201cEm primeiro lugar, quer\u00edamos criar solidariedade entre as igrejas locais de Aveiro e do Brejo. Em segundo, colaborar na pastoral familiar, principalmente preparando para o baptismo e para o matrim\u00f3nio. Terceiro ponto: Exercer o minist\u00e9rio de di\u00e1cono em encontros e celebra\u00e7\u00f5es da palavra. Por \u00faltimo: Valorizar a forma\u00e7\u00e3o feminina com a cria\u00e7\u00e3o de um centro de trabalhos manuais\u201d.<\/p>\n<p>O casal viveu na diocese do Brejo, mais concretamente em Chapadinha e Mata-Roma, numa casa cedida pela par\u00f3quia, mas suportando as suas pr\u00f3prias despesas. Na diocese do Brejo, trabalham padres de Sociedade Mission\u00e1ria Boa Nova (\u201cmission\u00e1rios de Cucuj\u00e3es\u201d) e o Pe Pedro Jos\u00e9, da diocese de Aveiro. At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, Jorge Carvalhais, filho do casal, tamb\u00e9m l\u00e1 estava, dando aulas e organizando a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz.<\/p>\n<p>O Estado do Maranh\u00e3o \u00e9 um dos mais pobres do Brasil. \u201cEst\u00e3o como n\u00f3s est\u00e1vamos h\u00e1 50 anos\u201d, conta Manuel Carvalhais. \u201cCarentes de tudo, mas sem grandes objectivos. As casas t\u00eam ch\u00e3o de terra batida, mas nunca falta a televis\u00e3o e aparelhagem de som\u201d, acrescenta. As pessoas est\u00e3o muito dependentes dos servi\u00e7os na cidade e da agricultura no campo. Os campos s\u00e3o f\u00e9rteis, mas a mentalidade ind\u00edgena predominante, \u201c\u00e0 espera que Deus mande chuva\u201d, impede que a agricultura seja feita com t\u00e9cnicas e racionalidade.<\/p>\n<p>Entre as muitas actividades que o casal desenvolveu, destacam-se o empenhamento na pastoral da fam\u00edlia, que passou pela cria\u00e7\u00e3o de uma equipa de prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio ou por testemunhos na r\u00e1dio e televis\u00e3o locais, e as aulas de trabalhos manuais. Maria Em\u00edlia, que nos \u00faltimos dois anos aperfei\u00e7oara t\u00e9cnicas de pintura em tecido e gesso, em Portugal, orientou a forma\u00e7\u00e3o. \u201c50 jovens e mulheres aprenderam e receberam um diploma. No final, fizemos uma exposi\u00e7\u00e3o com os trabalhos. Foi um \u00eaxito\u201d, relata Maria Em\u00edlia.<\/p>\n<p>Em termos religiosos, o casal Carvalhais notou uma grande diferen\u00e7a e uma semelhan\u00e7a entre o povo brasileiro e o portugu\u00eas. A diferen\u00e7a: As pessoas mudam muito facilmente de religi\u00e3o, entre a Cat\u00f3lica, a Baptista, a Assembleia de Deus ou a IURD, \u201ctanto de c\u00e1 para l\u00e1, como de l\u00e1 para c\u00e1\u201d, diz Manuel Carvalhais. Por outro lado, a par da f\u00e9 crist\u00e3 abundam supersti\u00e7\u00f5es e \u201critos ancestrais que os \u00edndios tinham\u201d. A semelhan\u00e7a: Na fam\u00edlia, os problemas s\u00e3o os mesmos. Muitos div\u00f3rcios, muitos abortos, muitos jovens que optam por \u201cmorar junto\u201d. No meio de tudo isto, uma certeza: \u201cO que mais nos impressionou foi o acolhimento das pessoas. Estavam \u00e1vidas de algu\u00e9m que as escute\u201d, diz Maria Em\u00edlia.<\/p>\n<p>No final da experi\u00eancia, na hora do balan\u00e7o, as palavras saem carregadas de emo\u00e7\u00e3o. \u201cSentimos a presen\u00e7a do Senhor. Em todas as nossas ac\u00e7\u00f5es, se algu\u00e9m aprendeu alguma coisa por n\u00f3s, que o Senhor seja glorificado. Ficou l\u00e1 um bocadinho do nosso cora\u00e7\u00e3o\u201d, diz Maria Em\u00edlia. \u201cRecomend\u00e1mos vivamente a outros casais\u201d, dizem os dois, quase em un\u00edssono. \u201cSe algu\u00e9m puder dar algum tempo da sua vida, um ou dois anos&#8230; \u00c9 algo que se faz sem esfor\u00e7o e que as pessoas recebem como dom de Deus\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casal Maria Em\u00edlia e Manuel Carvalhais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[58],"tags":[],"class_list":["post-8098","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8098","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8098"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8098\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}