{"id":8100,"date":"2006-10-18T15:06:00","date_gmt":"2006-10-18T15:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8100"},"modified":"2006-10-18T15:06:00","modified_gmt":"2006-10-18T15:06:00","slug":"instituto-raiz-assinala-cem-anos-da-plantacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/instituto-raiz-assinala-cem-anos-da-plantacao\/","title":{"rendered":"Instituto Raiz assinala cem anos da planta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Eucaliptos centen\u00e1rios da Quinta de S\u00e3o Francisco&#8221; <!--more--> Em 1906, na sua Quinta de S\u00e3o Francisco, ou Quinta de Vale de So\u00e3o, em Eixo, Jaime Magalh\u00e3es Lima plantou cerca de oitenta esp\u00e9cies de plantas do g\u00e9nero \u201cEucalyptus\u201d (\u201ceucalipto\u201d). Cem anos volvidos sobre esse acontecimento, de que resultou uma das maiores colec\u00e7\u00f5es europeias de eucaliptos, o Raiz \u2013 Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o da Floresta e Papel editou o livro \u201cEucaliptos centen\u00e1rios da Quinta de S\u00e3o Francisco\u201d, da autoria de L\u00edsia Lopes, do Herb\u00e1rio do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.<\/p>\n<p>O livro come\u00e7a com a nota do editor, seguida por uma breve resenha hist\u00f3rica da Quinta de Vale de So\u00e3o, desde 1896, ano em que Jaime de Magalh\u00e3es Lima a herdou, e \u201crebaptizou\u201d para Quinta de S\u00e3o Francisco, em homenagem a S\u00e3o Francisco de Assis, at\u00e9 \u00e0 presente data, agora sob a tutela do Raiz. <\/p>\n<p>A obra prossegue com algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o g\u00e9nero \u201cEucalyptus\u201d, ap\u00f3s o que apresenta e ilustra os principais caracteres morfol\u00f3gicos identificativos dos eucaliptos, nomeadamente no que se refere \u00e0 casca, folhas (juvenis e adultas), infloresc\u00eancia (em qualquer \u00e9poca do ano, na Quinta de S\u00e3o Francisco h\u00e1 pelo menos uma esp\u00e9cie de eucalipto em flor), bot\u00e3o e fruto. <\/p>\n<p>A parte central do livro \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o dos eucaliptos centen\u00e1rios da Quinta de S\u00e3o Francisco. Em 1985, Ernesto Goes realizou o \u00faltimo grande invent\u00e1rio dos eucaliptos da quinta, tendo identificado 52 taxa (\u201cesp\u00e9cies\u201d) dos 80 inicialmente plantados por Jaime de Magalh\u00e3es Lima. Destes 52, apenas 37 (26 esp\u00e9cies, 2 h\u00edbridos, 8 subesp\u00e9cies e 1 variedade) foram reconhecidos no terreno, sendo estes os descritos no livro. O livro, com textos em portugu\u00eas e em ingl\u00eas, termina com um extenso gloss\u00e1rio e a bibliografia e est\u00e1 \u00e0 venda na livraria da UA por 12 euros.<\/p>\n<p>Jaime de Magalh\u00e3es Lima (1858 \u2013 1936) distinguiu-se como escritor, poeta, ensa\u00edsta, pensador, jornalista e homem da cultura, que tamb\u00e9m se empenhou na vida pol\u00edtica, como deputado e presidente da C\u00e2mara Municipal de Aveiro. <\/p>\n<p>O interesse de Jaime Magalh\u00e3es Lima pelos eucaliptos teve in\u00edcio por volta de 1880, mas acentuou-se a partir de 1902. At\u00e9 \u00e0 sua morte, em 1936, na Quinta de S\u00e3o Francisco, foi um aut\u00eantico investigador de eucaliptos, tanto na sua vertente econ\u00f3mica como cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Ainda no corrente m\u00eas, o Raiz dever\u00e1 editar um livro sobre a avifauna da Quinta de S\u00e3o Francisco, habitat natural, onde j\u00e1 est\u00e3o identificadas 38 esp\u00e9cies de aves.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00e3o da floresta ao papel<\/p>\n<p>Anualmente, a Quinta de S\u00e3o Francisco \u00e9 visitada por mais de mil alunos, provenientes de escolas de todo o pa\u00eds, e de todos os n\u00edveis de ensino, desde o pr\u00e9-prim\u00e1rio ao universit\u00e1rio, incluindo de mestrados e doutoramentos, bem como por pessoas de diversos sectores, desde o florestal e o papeleiro ao da comunica\u00e7\u00e3o social e p\u00fablico em geral. <\/p>\n<p>Em 1996, quando o Raiz \u2013 Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o da Floresta e Papel foi criado, por iniciativa das empresas Portucel e Soporcel, e do qual a Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o Instituto Superior de Agronomia e a Confedera\u00e7\u00e3o dos Agricultores de Portugal (CAP), tamb\u00e9m foram s\u00f3cios fundadores, o local escolhido para o acolher foi a Quinta de S\u00e3o Francisco, propriedade adquirida pela Portucel \u2013 Empresa de Celulose e Papel de Portugal, SA., em 15 de Setembro de 1982.<\/p>\n<p>O Raiz desenvolve actividades de investiga\u00e7\u00e3o aplicada nas diferentes \u00e1reas da fileira, desde a floresta ao papel. Presta apoio tecnol\u00f3gico e de forma\u00e7\u00e3o especializada \u00e0s diferentes unidades operacionais do grupo Portucel \/ Soporcel. A par disso, colabora com uma rede de universidades portuguesas (Aveiro, Beira-Interior, Coimbra, Tr\u00e1s-os-Montes e Alto Douro, Instituto Superior de Agronomia) e estrangeiras, o que tem contribu\u00eddo para o refor\u00e7o da competitividade do sector da pasta e papel.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de assinalar o centen\u00e1rio da grande planta\u00e7\u00e3o de eucaliptos, a publica\u00e7\u00e3o deste livro coincidiu com o 24\u00ba anivers\u00e1rio da aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade pela Portucel e com o d\u00e9cimo primeiro anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o do Raiz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Eucaliptos centen\u00e1rios da Quinta de S\u00e3o Francisco&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[63],"tags":[],"class_list":["post-8100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8100\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}