{"id":8129,"date":"2006-10-26T15:10:00","date_gmt":"2006-10-26T15:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8129"},"modified":"2006-10-26T15:10:00","modified_gmt":"2006-10-26T15:10:00","slug":"portagens-na-scut-que-atravessa-o-distrito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/portagens-na-scut-que-atravessa-o-distrito\/","title":{"rendered":"Portagens na scut que atravessa o distrito"},"content":{"rendered":"<p>O Governo decidiu introduzir, em 2007, portagens em tr\u00eas das sete scuts (auto-estradas sem custos para o utilizador) existentes em Portugal. As scuts em quest\u00e3o s\u00e3o: a do Norte Litoral (entre o Porto e Viana do Castelo), a do Grande Porto (entre o Porto e Lousada) e a da Costa da Prata (entre Vila Nova de Gaia e Mira). Esta \u00faltima, atravessando todo o distrito de Aveiro, engloba duas vias, a A29 (entre VN Gaia e o norte de Estarreja) e a A17 (entre Aveiro e Mira), n\u00e3o se encontrando ainda constru\u00edda a liga\u00e7\u00e3o entre Estarreja e Aveiro, devido \u00e0 indecis\u00e3o de anos sobre se essa via deve passar a nascente (junto \u00e0 A1) ou a poente (na plan\u00edcie da Ria e do Baixo Vouga), embora pare\u00e7a tomada a decis\u00e3o da alternativa a nascente.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o divulgada na semana passada pelo ministro das Obras P\u00fablicas, Transportes e Comunica\u00e7\u00f5es, M\u00e1rio Lino, baseia-se no cumprimento de tr\u00eas crit\u00e9rios: a riqueza, o poder de compra e a exist\u00eancia de vias alternativas. De acordo com o primeiro crit\u00e9rio, o PIB per capita dos concelhos abrangidos pelas vias tem de ser superior a 80% do PIB per capita portugu\u00eas. O segundo crit\u00e9rio implica que os residentes dos concelhos tenham um poder de compra superior a 90% da m\u00e9dia nacional. O terceiro crit\u00e9rio diz que s\u00f3 h\u00e1 portagens quando as vias alternativas permitem fazer o mesmo percurso sem demorar mais de 1,3 vezes o tempo de percurso feito pela scut.<\/p>\n<p>Segundo os dados do Governo, a regi\u00e3o servida pela scut da Costa de Prata (ou seja, os concelhos aveirenses de Espinho, Santa Maria da Feira da Feira, Ovar, Estarreja, Albergaria, Aveiro, \u00cdlhavo e Vagos, mais Gaia [Porto] e Mira [Coimbra]) \u00e9 a que melhor cumpre os crit\u00e9rios, pois tem um PIB per capita de 96% em rela\u00e7\u00e3o ao nacional, tem um poder de compra de 105% (superior ao n\u00edvel nacional), e pode fazer o percurso entre Mira e Gaia por fora da scut gastando o mesmo tempo (1x) que despenderia viajando pelas A17 e A 29. Isto \u00e9 o que dizem os dados do Governo, pois custa a crer que, fazendo o percurso pela EN 109, atravessando as zonas urbanas de Vagos, \u00cdlhavo, Aveiro, Estarreja, Ovar e Espinho, cheias de sem\u00e1foros, se demore o mesmo tempo que viajando pela scut. Para mais, trajectos da EN109, entre Espinho e Gaia, j\u00e1 nem existem, pois foram \u201cengolidos\u201d pela scut.<\/p>\n<p>Tendo por refer\u00eancia o valor de 6,5 c\u00eantimos a cobrar por quil\u00f3metro percorrido, o governo espera arrecadar 100 milh\u00f5es de euros por ano, verba que ajudar\u00e1 a suportar os 700 milh\u00f5es que a partir de 2007 as scut custar\u00e3o ao Estado.<\/p>\n<p>Problema ainda por resolver \u00e9 o modo como as portagens ser\u00e3o cobradas. O governo j\u00e1 assegurou que n\u00e3o ser\u00e3o constru\u00eddas pra\u00e7as de portagens (a constru\u00e7\u00e3o custaria o equivalente \u00e0s cobran\u00e7as do primeiro ano, anulando a receita). Est\u00e1 a ser estudado um sistema electr\u00f3nico de identifica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos. <\/p>\n<p>J. P. F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo decidiu introduzir, em 2007, portagens em tr\u00eas das sete scuts (auto-estradas sem custos para o utilizador) existentes em Portugal. 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