{"id":8144,"date":"2006-10-26T15:31:00","date_gmt":"2006-10-26T15:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8144"},"modified":"2006-10-26T15:31:00","modified_gmt":"2006-10-26T15:31:00","slug":"quando-os-cegos-nos-ensinam-a-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quando-os-cegos-nos-ensinam-a-ver\/","title":{"rendered":"Quando os cegos nos ensinam a ver"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXX Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A Palavra deste domingo centra-se na preocupa\u00e7\u00e3o de Deus para com o homem e a mulher, no sentido de alcan\u00e7arem a vida aut\u00eantica, tra\u00e7ando tamb\u00e9m o caminho que devem seguir para a alcan\u00e7ar. O caminho primordial \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus. \u00c9 na medida em que aderimos a Ele e acolhemos a sua proposta de salva\u00e7\u00e3o que chegamos \u00e0 vida verdadeira. <\/p>\n<p>A primeira leitura faz-nos um convite \u00e0 alegria, porque \u201cO Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel\u201d, dos conturbados momentos do ex\u00edlio babil\u00f3nico. E, entre o povo que regressa desse ex\u00edlio e se salva, v\u00eam o coxo, o cego e a mulher que vai ser m\u00e3e ou que acabou de dar \u00e0 luz, isto \u00e9, v\u00eam as pessoas fr\u00e1geis, que s\u00e3o o alvo da especial aten\u00e7\u00e3o de Deus. Este texto manifesta-nos o jeito materno com que Deus cuida do seu povo e lhe restitui uma vida de qualidade. <\/p>\n<p>No evangelho, Marcos narra o belo epis\u00f3dio da cura do cego Bartimeu. Enrolado na sua cegueira, jazia \u00e0s portas da cidade, ouvindo a algazarra de quem passava e pedindo esmola. N\u00e3o podemos dizer que vivia uma vida verdadeira, pois que ningu\u00e9m foi criado para isto, mas desejava-a. Por isso, ao ouvir dizer que era Jesus de Nazar\u00e9 que passava, o cego, impelido pelo Esp\u00edrito, gritou por uma vida nova. A f\u00e9, de que Bartimeu d\u00e1 prova, \u00e9 uma ades\u00e3o total a Jesus e \u00e0 sua proposta de salva\u00e7\u00e3o, porque logo que recupera a vista come\u00e7a a seguir Jesus, tornando-se o modelo de um verdadeiro disc\u00edpulo. Liberta-se da sua vida sem qualidade, simbolizada na sua cegueira, entra na vida verdadeira e eterna que Deus lhe oferece na pessoa de Jesus e, cheio de alegria e entusiasmo, segue-O, amando e dando a vida como Ele. <\/p>\n<p>A segunda leitura descreve a forma de Jesus actuar, isto \u00e9, a sua particular aten\u00e7\u00e3o aos mais fracos e marginados. O autor da carta convida-nos a olhar para Jesus, feito um de n\u00f3s pela sua encarna\u00e7\u00e3o. Durante a sua vida terrena experimentou a nossa fragilidade, por isso pode compreender os nossos erros e olhar para n\u00f3s com bondade e miseric\u00f3rdia. No final da sua vida sobre a terra, entregou-se \u00e0 morte de cruz, com um amor sem limites. Foi por esta raz\u00e3o que o Pai o ressuscitou e o constituiu sumo-sacerdote nos c\u00e9us. \u00c9 a\u00ed que, incessantemente, continua a compadecer-se de n\u00f3s e a salvar-nos.  <\/p>\n<p>A Palavra convida-nos a colocar-nos diante do Deus trinit\u00e1rio, que nos foi revelado em Jesus Cristo, com toda a confian\u00e7a e esperan\u00e7a. O Pai\/M\u00e3e faz caminho connosco e liberta-nos dos nossos medos, desesperos e decep\u00e7\u00f5es. Em Jesus, seu Filho, torna-se solid\u00e1rio com as nossas alegrias e sofrimentos, ang\u00fastias e esperan\u00e7as. Anima-nos com a for\u00e7a do seu Esp\u00edrito, para que nos comprometamos com os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, comungando das suas situa\u00e7\u00f5es existenciais, promovendo os que s\u00e3o humilhados, explorados, colocados \u00e0 margem&#8230; Hoje somos convidados a refor\u00e7ar o nosso ser disc\u00edpulo e disc\u00edpula de Jesus e a lan\u00e7armo-nos na aventura do amor, do dom da vida, para que os outros tenham mais VIDA. Como \u201cdeixo\u201d, habitualmente, aqueles e aquelas com quem me cruzo? Est\u00e3o a encontrar em mim uma proposta cred\u00edvel de vida e de salva\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>Leituras do XXX Domingo Comum \u2013 Ano B: Jr 31,7-9; Sl 126 (125); Heb 5,1-6; Mc 10,46-52<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXX Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8144\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}