{"id":8180,"date":"2006-11-02T15:09:00","date_gmt":"2006-11-02T15:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8180"},"modified":"2006-11-02T15:09:00","modified_gmt":"2006-11-02T15:09:00","slug":"frases-da-semana-55","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/frases-da-semana-55\/","title":{"rendered":"Frases da Semana"},"content":{"rendered":"<p>Na sociedade ocidental predo-mina a ang\u00fastia mais ou menos recalcada frente \u00e0 morte, que \u00e9 negada e considerada um acidente que um dia a ci\u00eancia talvez possa superar. A morte ideal \u00e9 a \u201cmorte bela\u201d. Morre-se s\u00f3, a maior parte das vezes no hospital, sem a ajuda de uma palavra e de uma m\u00e3o amiga. O luto foi abandonado e, por paradoxal que pare\u00e7a, a morte, rejeitada, pode tornar-se obsessiva.<\/p>\n<p>Anselmo Borges<\/p>\n<p>Di\u00e1rio de Not\u00edcias, 29-10-06<\/p>\n<p>Ver televis\u00e3o \u00e9 sempre ver \u201ccom\u201d, mesmo que o espectador se encontre fisicamente sozinho. Escapar aos programas de maior audi\u00eancia significa, de algum modo, \u201cisolar-se\u201d, \u201ccortar-se\u201d da conversa popular na rua, no supermercado, no caf\u00e9, no autocarro.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Mesquita<\/p>\n<p>P\u00fablico, 29-10-06<\/p>\n<p>Como poder\u00e1 algu\u00e9m defender-se convincentemente de um blogue an\u00f3nimo que o acuse de pedofilia, tr\u00e1fico de drogas ou qualquer outra coisa abomin\u00e1vel?<\/p>\n<p>Miguel Sousa Tavares<\/p>\n<p>Expresso, 28-10-06<\/p>\n<p>Sem liberdade, o di\u00e1logo de culturas \u00e9 imposs\u00edvel: a raz\u00e3o ser\u00e1 ditada pela for\u00e7a, em vez de a for\u00e7a se submeter \u00e0 raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Carlos Espada<\/p>\n<p>Expresso, 28-10-06<\/p>\n<p>O mundo tem medo do fim do mundo. Portugal tem medo do fim do m\u00eas.<\/p>\n<p>Rui Tavares<\/p>\n<p>P\u00fablico, 28-10-06<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 um pa\u00eds onde nunca h\u00e1 respons\u00e1veis. Podem-se procurar com uma lupa, mas, quando \u00e9 preciso responder por algo que n\u00e3o correu bem, todos olham para o lado ou colocam-se o mais perto poss\u00edvel da porta de sa\u00edda dos fundos.<\/p>\n<p>Fernando Sobral<\/p>\n<p>Jornal de neg\u00f3cios, 27-10-06<\/p>\n<p>Os partidos t\u00eam o monop\u00f3lio da representa\u00e7\u00e3o popular e depois colocam-se acima de quem representam em mat\u00e9ria de deveres c\u00edvicos e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo Guerra<\/p>\n<p>Di\u00e1rio Econ\u00f3mico, 25-10-06<\/p>\n<p>As chuvas e os ventos normais desta \u00e9poca fazem a prova dram\u00e1tica da incompet\u00eancia de Portugal: um pa\u00eds que n\u00e3o sabe organizar o seu territ\u00f3rio, um pa\u00eds que n\u00e3o sabe construir casas, um pa\u00eds que, parece, a Natureza n\u00e3o elimina do mapa por mera piedade.<\/p>\n<p>Pedro Tadeu<\/p>\n<p>24 Horas, 26-10-06<\/p>\n<p>Por que motivo h\u00e1 tantas adolescentes gr\u00e1vidas? Por que raz\u00e3o um ter\u00e7o dos casais portugueses tem apenas um \u00fanico filho? Por que regrediu a natalidade ao ponto de n\u00e3o haver renova\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es? Qual o papel hoje da fam\u00edlia? Tais s\u00e3o algumas quest\u00f5es (&#8230;), sobre as quais seria fundamental uma reflex\u00e3o de fundo.<\/p>\n<p>Esther Mucznik<\/p>\n<p>P\u00fablico, 27-10-06<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sociedade ocidental predo-mina a ang\u00fastia mais ou menos recalcada frente \u00e0 morte, que \u00e9 negada e considerada um acidente que um dia a ci\u00eancia talvez possa superar. A morte ideal \u00e9 a \u201cmorte bela\u201d. Morre-se s\u00f3, a maior parte das vezes no hospital, sem a ajuda de uma palavra e de uma m\u00e3o amiga. 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