{"id":8197,"date":"2006-11-02T15:44:00","date_gmt":"2006-11-02T15:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8197"},"modified":"2006-11-02T15:44:00","modified_gmt":"2006-11-02T15:44:00","slug":"amor-interior-e-exterior-afectivo-cognitivo-e-pratico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/amor-interior-e-exterior-afectivo-cognitivo-e-pratico\/","title":{"rendered":"Amor interior e exterior, afectivo, cognitivo e pr\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A Palavra deste domingo, celebrada na liturgia, \u00e9 incisiva na afirma\u00e7\u00e3o de que Deus \u00e9 \u00fanico e que al\u00e9m dele n\u00e3o h\u00e1 outro deus. Afirma, ainda, que o primeiro e maior mandamento, que nos foi entregue desde os tempos mais antigos, \u00e9 o de amar a Deus acima de tudo, com todo o cora\u00e7\u00e3o, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as for\u00e7as que possu\u00edmos, isto \u00e9, um amor interior e exterior, afectivo, cognitivo e pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos a lei fundamental para todo o ser humano, que consiste em amar a Deus de todo o cora\u00e7\u00e3o e acima de todas as coisas, como condi\u00e7\u00e3o de uma vida longa e feliz. T\u00e3o importante foi esta lei para o povo judeu que ele a inseriu na sua ora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Chamou-se-lhe \u201cCredo hist\u00f3rico de Israel\u201d ou Chem\u00e1, porque encerra uma verdadeira profiss\u00e3o de f\u00e9 do crente hebreu. Este credo era rezado diariamente pelos judeus, quer na liturgia, quer nas sinagogas, quer nas ora\u00e7\u00f5es privadas. Amar a Deus em primeiro lugar e acima de tudo, \u00e9 o princ\u00edpio absoluto do Antigo Testamento, o qual foi elevado \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o por Jesus. <\/p>\n<p>O evangelho oferece-nos uma leitura actualizada do texto da primeira leitura. Mas acrescenta uma segunda parte, ou seja, um segundo mandamento, que completa o primeiro; e os dois em conjunto, resumem toda a lei. Este refere-se ao amor do pr\u00f3ximo. Jesus esclarece o escriba, que o interroga, que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel cumprir o primeiro manda-mento sem o segundo. Mais tarde, o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o vai dizer-nos que quem afirma amar a Deus, que n\u00e3o v\u00ea, e n\u00e3o ama o pr\u00f3ximo que v\u00ea, \u00e9 um mentiroso. Logo, os dois mandamentos se abra\u00e7am e se completam. Este \u00e9 o modelo que o pr\u00f3prio evangelho nos apresenta na rela\u00e7\u00e3o amistosa entre Jesus e o escriba, pois ambos se elogiam reciprocamente. Nisto consiste o amor: no reconhecimento de uma rec\u00edproca igualdade e numa m\u00fatua e perp\u00e9tua fidelidade. \u00c9 assim com o amor: d\u00e1 e recebe como Jesus.  <\/p>\n<p>A segunda leitura continua o tema anterior do sacerd\u00f3cio de Jesus, afirmando que este sacerd\u00f3cio \u00e9 eterno. Por isso, Jesus \u00e9 o incessante mediador entre Deus e n\u00f3s e intercede perduravelmente por n\u00f3s. Todo o sacerd\u00f3cio da Antiga Lei claudicou diante de t\u00e3o grande sumo-sacerdote, que \u00e9 Jesus, porque Ele se ofereceu a si mesmo, de uma vez por todas, e continua em perene obla\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual nos unimos sempre que n\u00f3s pr\u00f3prios nos oferecemos a Deus e, de modo particular, sempre que nos oferecemos com Ele na liturgia eucar\u00edstica. Jesus \u00e9 a proximidade do amor de Deus. Nele encontramos a salva\u00e7\u00e3o, a eterna perman\u00eancia do perd\u00e3o e da paz, que Deus nos outorga. Amar a Deus e ao pr\u00f3ximo \u00e9 ser e fazer como Jesus, at\u00e9 \u00e0 entrega das nossas vidas no quotidiano da nossa exist\u00eancia. <\/p>\n<p>Diante da Palavra de Vida deste domingo hei-de interrogar-me a mim mesmo sobre o primado do meu amor e sobre a indissolubilidade dos dois mandamentos de amor: a Deus e ao pr\u00f3ximo. Para mim, Deus est\u00e1 acima de tudo e de todos? Dedico-lhe todas as energias do meu ser? Estou consciente, na pr\u00e1tica crist\u00e3, que n\u00e3o posso estar de bem com Deus se menosprezo, ignoro, ofendo e n\u00e3o amo o meu pr\u00f3ximo? <\/p>\n<p>Leituras do XXXI Domingo Comum \u2013 Ano B: Deut 6,2-6; Sl 18 (17); Heb 7,23-28; Mc 12,28b-34<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXI Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8197","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8197"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8197\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}