{"id":8206,"date":"2006-11-02T16:03:00","date_gmt":"2006-11-02T16:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8206"},"modified":"2006-11-02T16:03:00","modified_gmt":"2006-11-02T16:03:00","slug":"a-unica-casa-arte-nova-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-unica-casa-arte-nova-de-aveiro\/","title":{"rendered":"A \u00fanica casa Arte Nova de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Apresentado livro sobre Casa Major Pessoa <!--more--> Aveiro n\u00e3o \u00e9 a \u201cCapital da Arte Nova\u201d em Portugal. H\u00e1 muitas fachadas, mas poucos interiores segundo o estilo Arte Nova.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 disparatado dizer que Aveiro \u00e9 capital da Arte Nova em Portugal\u201d, afirmou Manuel Ferreira Rodrigues, antigo vereador da Cultura da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, na apresenta\u00e7\u00e3o do livro \u201cO mist\u00e9rio da casa Major Pessoa\u201d, da autoria de M\u00e1rio Sarabando Dias, editado pela autarquia aveirense.<\/p>\n<p>Para este investigador e historiador aveirense, a Casa Major Pessoa, como \u00e9 conhecida a casa situada no Rossio, que pertenceu a M\u00e1rio Belmonte Pessoa, e que est\u00e1 a ser recuperada pela C\u00e2mara Municipal de Aveiro para acolher o futuro Museu Arte Nova, \u201c\u00e9 a \u00fanica casa arte nova existente em Aveiro\u201d, porque em Aveiro n\u00e3o h\u00e1 uma verdadeira arquitectura Arte Nova, mas simplesmente cenografia de fachadas decoradas com motivos Arte Nova, em que o resto desses edif\u00edcios s\u00e3o \u201cnormais\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o autor do livro e arquitecto respons\u00e1vel pelo projecto de recupera\u00e7\u00e3o da Casa Major Pessoa manifestou id\u00eantica opini\u00e3o, ao dizer que, nas casas designadas por Arte Nova existentes em Aveiro, \u201cos projectos n\u00e3o seguem os princ\u00edpios Arte Nova\u201d, mas s\u00e3o projectos de arquitectura popular \u201conde foram metidas a martelo\u201d influ\u00eancias das revistas de arte e de decora\u00e7\u00e3o dessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Tanto Manuel Ferreira Rodrigues como M\u00e1rio Sarabando Dias s\u00e3o de opini\u00e3o de que a origem da casa de M\u00e1rio Belmonte Pessoa \u201cn\u00e3o se encontra em Aveiro, mas numa grande cidade\u201d, como referiu o primeiro, enquanto o segundo recordou que o \u201cMajor\u201d Pessoa, que era farmac\u00eautico e n\u00e3o militar, enriqueceu com o neg\u00f3cio do caf\u00e9 e do cacau em S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, e que repartiu a sua vida entre esse arquip\u00e9lago, as cidades do Porto e de Paris e ainda a Su\u00ed\u00e7a, lembrando a origem su\u00ed\u00e7a de Korrodi, provavelmente o autor do projecto inicial da casa.<\/p>\n<p>Patrim\u00f3nio em degrada\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Manuel Ferreira Rodrigues afirmou que \u201cAveiro tem duzentos anos de tradi\u00e7\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio, desde a abertura da barra\u201d, quando parte significativa das muralhas de Aveiro foi derrubada, para que as suas pedras fossem usadas nos molhes da barra.<\/p>\n<p>Por isso, lembrou que \u201ca arquitectura modernista \u00e9 muito mais rica, em Aveiro, do que a Arte Nova\u201d, e que \u201ca continuar esta destrui\u00e7\u00e3o, algum dia ningu\u00e9m vem a Aveiro, porque n\u00e3o h\u00e1 nada para se ver nesta cidade\u201d.<\/p>\n<p>O antigo vereador da Cultura reconheceu que \u201cAveiro n\u00e3o tem um arquivo municipal\u201d, e apesar do empenho que p\u00f4s na cria\u00e7\u00e3o dessa estrutura, n\u00e3o conseguiu concretizar esse sonho, pelo que pediu ao vereador actual, Miguel Cap\u00e3o Filipe, que tamb\u00e9m estava na mesa de apresenta\u00e7\u00e3o do livro, lutasse pela cria\u00e7\u00e3o de um arquivo dos projectos de obras, de modo a facilitar o trabalho aos investigadores. A estes, pediu que, \u201cdepois da Arte Nova, venham os livros sobre os edif\u00edcios dos anos 40, 50 e 60\u201d.<\/p>\n<p>Na mesma linha de pensamento, M\u00e1rio Sarabando Dias real\u00e7ou que \u201cj\u00e1 pouco resta da arquitectura popular na cidade\u201d e, que \u201cdos edif\u00edcios antigos, j\u00e1 ningu\u00e9m fala\u201d.<\/p>\n<p>Livro \u00e9 um marco em Aveiro<\/p>\n<p>Manuel Ferreira Rodrigues e Miguel Cap\u00e3o Filipe reconheceram a relevante import\u00e2ncia do livro \u201cO mist\u00e9rio da Casa Major Pessoa\u201d e do seu autor, M\u00e1rio Sarabando Dias, para a historiografia do patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico aveirense.<\/p>\n<p>Com pouco mais de cem p\u00e1ginas, o livro faz todo o historial poss\u00edvel da evolu\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, desde a sua origem at\u00e9 ao tempo presente, incluindo a fase de recupera\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s suas novas fun\u00e7\u00f5es museol\u00f3gicas, com enfoque especial no per\u00edodo inicial, anterior a 1910, no qual ocorreu o acrescento do andar interm\u00e9dio, facto que ainda hoje \u00e9 um \u201cmist\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p>A par disso, o autor tenta desvendar um pouco a vida e obra de M\u00e1rio Belmonte Pessoa e da sua esposa, Elisi\u00e1ria Augusta Sequeira Pinto, a qual teria desempenhado um papel muito importante na concep\u00e7\u00e3o inicial da casa.<\/p>\n<p>O livro apresenta cerca de uma centena e meia de fotografias, incluindo algumas bastante antigas, mesmo do per\u00edodo inicial da casa, nomeadamente datadas de 1907. A par das fotos, s\u00e3o apresentados in\u00fameros desenhos e projectos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentado livro sobre Casa Major Pessoa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-8206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8206"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8206\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}