{"id":8236,"date":"2012-11-14T15:33:00","date_gmt":"2012-11-14T15:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8236"},"modified":"2012-11-14T15:33:00","modified_gmt":"2012-11-14T15:33:00","slug":"muitas-respostas-para-a-pergunta-de-sempre-e-tu-quem-dizes-que-eu-sou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/muitas-respostas-para-a-pergunta-de-sempre-e-tu-quem-dizes-que-eu-sou\/","title":{"rendered":"Muitas  respostas para a pergunta de sempre: &#8220;E tu, quem dizes que eu sou?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Jesus Cristo <!--more--> O que pensou Jesus da pol\u00edtica, do dinheiro, das mulheres? Col\u00f3quio sobre Jesus, com pensadores relevantes de Portugal e Espanha deu origem a livro que ser\u00e1 apresentado na segunda-feira em Aveiro.<\/p>\n<p>Quando dizemos \u201cJesus Cristo\u201d, estamos a professar um minicredo, a confessar a f\u00e9 de que Jesus \u00e9 o ungido, o messias, o enviado, que \u00e9 isso que quer dizer \u201cCristo\u201d. O salvador. Mas a pergunta que Ele lan\u00e7ou aos seus companheiros, \u201cquem dizem os homens que eu sou?\u201d, ecoa pela hist\u00f3ria fora e obriga crist\u00e3os e n\u00e3o crist\u00e3os a dar-lhe uma resposta. Contudo, no credo m\u00ednimo em tamanho e m\u00e1ximo em significado, \u201cJesus Cristo\u201d, corremos dois riscos. O primeiro \u00e9, sem f\u00e9, acentuar o Jesus da hist\u00f3ria, encerrando-o no passado de h\u00e1 dois mil\u00e9nios. Como se fosse apenas uma figura hist\u00f3rica como Plat\u00e3o, C\u00e9sar ou Afonso Henriques. Marcantes no seu tempo, mas sem significado para a minha salva\u00e7\u00e3o. O segundo \u00e9 \u201cficarmos pelo Cristo, pelo Senhor glorificado, esquecendo o Jesus da hist\u00f3ria, de Nazar\u00e9, o que ele queria, fez e disse, o que o levou \u00e0 cruz\u201d, como referiu Anselmo Borges, na abertura do col\u00f3quio \u201cQuem foi (\u00e9) Jesus Cristo?\u201d, que nos dias 8 e 9 de outubro de 2011 juntou no Semin\u00e1rio de Valadares (da Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova) cerca de duas centenas de pessoas e conferencistas portugueses e espanh\u00f3is de topo.<\/p>\n<p>O resultado deste col\u00f3quio surge agora em livro. Ser\u00e1 apresentado em Aveiro, no sal\u00e3o do Semin\u00e1rio de Santa Joana, na segunda-feira, 19 de novembro, pelas 21h, numa sess\u00e3o promovida pelo Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas, com interven\u00e7\u00f5es do padres Anselmo Borges e do te\u00f3logo espanhol Xabier Pikaza, um dos presentes no Semin\u00e1rio de Valadares em outubro de 2011. Reportando-se ao Credo, agora aquele que todos os domingos \u00e9 dito nas Eucaristias, P.e Anselmo Borges, organizador, deu o mote para todo o col\u00f3quio: \u201cEntre o nascimento e a morte na cruz, como se proclama no Credo, o que se passou? Como se explica a morte na cruz? H\u00e1 um grande esquecimento sobre o que Ele disse e fez no entretanto da sua vida, na rela\u00e7\u00e3o com o dinheiro, as mulheres, a pol\u00edtica, Deus\u201d.<\/p>\n<p>Biografia imposs\u00edvel<\/p>\n<p>Xabier Pikaza come\u00e7ou por passar em revista as mais recentes investiga\u00e7\u00f5es sobre Jesus. O tema da sua confer\u00eancia foi \u201cuma biografia (im)poss\u00edvel\u201d, lembrando os resultados da pesquisa de Albert Schweitzer, que no in\u00edcio do s\u00e9c. XX concluiu que a maioria dos historiadores projetam sobre Jesus as suas pr\u00f3prias ideias. Por outras palavras: escrever uma biografia de Jesus \u00e9 algo de muito pessoal. Ao longo do s\u00e9culo passado, por\u00e9m, houve sucessivas vagas de interesse dos historiadores e te\u00f3logos por Jesus da Nazar\u00e9, n\u00e3o do ponto de vista da f\u00e9, que ser\u00e1 pr\u00f3prio dos crist\u00e3os de todas as \u00e9pocas, mas do ponto de vista da pesquisa cient\u00edfica. E hoje existem trabalhos como os de E. P. Sanders (um \u201cagn\u00f3stico\u201d que conhece bem o juda\u00edsmo do tempo de Jesus), Dominic Crossan (um cat\u00f3lico que apresenta Jesus como um s\u00e1bio e herdeiro das tradi\u00e7\u00f5es judaicas da justi\u00e7a), J. P. Meier (um padre norte-americano que apresenta Jesus como um \u201cjudeu marginal\u201d) ou Gerd Theissen (que apresenta Jesus como \u201cprofeta carism\u00e1tico\u201d e \u201cpoeta\u201d). Observando que \u201ctoda a hist\u00f3ria \u00e9 interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, o te\u00f3logo espanhol ensaiou depois um conjunto de aspetos sobre os quais h\u00e1 acordo dos investigadores sobre Jesus: foi um profeta escatol\u00f3gico, anunciava o fim dos tempos; homem s\u00e1bio, esperto e humilde, autor de par\u00e1bolas, com uma moral de perd\u00e3o aos inimigos, guru de um grupo de disc\u00edpulos; foi poderoso nas palavras e nas obras, era carism\u00e1tico, conseguia transformar quem dele se aproximava e at\u00e9 os que dele discordavam; foi um homem da \u201cmesa comum\u201d, mesa aberta a todos, partilhada com pecadores e exclu\u00eddos; entrou em conflito com os sacerdotes do tempo; morreu e \u201c\u00e9 hist\u00f3rico que um grupo de disc\u00edpulos assumiu o seu projeto\u201d; foi condenado pela elite sacerdotal, mas o respons\u00e1vel jur\u00eddico pela morte de Jesus foi o governador romano. Refletiu ainda sobre \u201cquest\u00f5es disputadas nos \u00faltimos tempos\u201d e refira-se agora apenas uma delas, que entretanto ganhou maior dimens\u00e3o. \u201cJesus foi casado?\u201d, perguntaram-lhe. \u201cTudo leva a crer que n\u00e3o. Seria dif\u00edcil ocult\u00e1-lo, n\u00e3o aparecendo nos evangelhos nenhum ind\u00edcio de tal\u201d.<\/p>\n<p>Sobre Jesus e o dinheiro, refletiu o te\u00f3logo catal\u00e3o, padre jesu\u00edta, Gonz\u00e1lez-Faus, pondo no centro do pensamento de Jesus o seu dito de que \u201cn\u00e3o se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro\u201d. Jesus falava em \u201cmammon\u201d, palavra aramaica para dinheiro e que nos evangelhos apenas \u00e9 usada por Jesus. Ora, segundo Faus, elaborar hoje uma teologia da economia e do dinheiro, partindo da a\u00e7\u00e3o de Jesus, que \u00e9 o princ\u00edpio de toda a experi\u00eancia crist\u00e3, no plano pessoal, eclesial e social, implica ser cr\u00edtico para a economia atual. \u201cO evangelho tem implica\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e sociais, mas o mundo parece encerrar-se \u00e0 experi\u00eancia religiosa\u201d. O mundo \u201cprocura seguran\u00e7a com o dinheiro\u201d, \u201ccompra-se tudo\u201d. \u201cO dinheiro abre todas as portas, criando um sentimento de dom\u00ednio, gerador de emo\u00e7\u00f5es de \u00edndole religiosa\u201d. Mas para o Jesus e os crist\u00e3os, a seguran\u00e7a est\u00e1 em Deus. Do dinheiro no lugar de Deus vem a \u201cidolatria, a cegueira, a injusti\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o tinha <\/p>\n<p>programa pol\u00edtico<\/p>\n<p>Em linha divergente com Faus, falou o eurodeputado Paulo Rangel. Divergente porque, se para o te\u00f3logo catal\u00e3o ser crist\u00e3o implica uma tomada de posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que dir\u00edamos mais \u00e0 esquerda, para Rangel, \u201cn\u00e3o h\u00e1 no pensamento de Jesus um roteiro ou uma filosofia e ideologias pol\u00edticas\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nele um pensamento maquiav\u00e9lico, isto \u00e9, de sentido de captura de poder pelo poder\u201d. O eurodeputado do PSD observou que n\u00e3o h\u00e1 no evangelho \u201cenfrentamento de classes\u201d e criticou os progressistas, que real\u00e7am um suposto modelo pol\u00edtico da mensagem de Jesus, constituindo-o em agente da pol\u00edtica. \u201cRecuso a leitura conspirativa dos evangelhos e da pessoa de Jesus\u201d, disse. Mas criticou tamb\u00e9m o esfor\u00e7o conservador de ligar poder e religi\u00e3o, igrejas e estados. H\u00e1, ent\u00e3o, \u201cuma imuniza\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e0 pol\u00edtica e ao pol\u00edtico?\u201d, perguntou. E respondeu: \u201cN\u00e3o. Pelos discursos, atitudes e pensamentos de Jesus, que por vezes s\u00e3o fragmentos e possibilidades, o que h\u00e1 \u00e9 um pensamento total ordenado \u00e0 pol\u00edtica, mas n\u00e3o um pensamento que se reivindique da pol\u00edtica\u201d. E continuou a explicar: \u201cJesus mergulha na realidade, mas n\u00e3o \u00e9 radical; aspira \u00e0 totalidade, mas n\u00e3o \u00e9 totalit\u00e1rio. \u00abO meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u00bb. \u00abA C\u00e9sar o que \u00e9 de C\u00e9sar\u00bb\u201d. Em resumo, as \u201ccategorias de Jesus transcendem a pol\u00edtica\u201d e caber\u00e1 aos seus seguidores assumir as implica\u00e7\u00f5es da f\u00e9 na vida da polis. A vis\u00e3o de Jesus \u00e9 aberta a todos; a concretiza\u00e7\u00e3o da op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos crist\u00e3os, essa, poder\u00e1 levar \u00e0 \u201csegmenta\u00e7\u00e3o que alimenta a pol\u00edtica\u201d. Podemos, pois, lan\u00e7ar a quest\u00e3o: cada um de n\u00f3s, consoante a nossa pr\u00f3pria op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, tender\u00e1 a ver Jesus por esse prisma? O desafio, por\u00e9m, como apontou Rangel, \u00e9 outro: assumir, encarnar, os valores de Jesus. E isso passa, at\u00e9, como afirmou o eurodeputado, por \u201cn\u00e3o transferir para os pol\u00edticos responsabilidades que s\u00e3o nossas\u201d.<\/p>\n<p>Mulheres reveladoras<\/p>\n<p>Isabel Allegro de Magalh\u00e3es, professora universit\u00e1ria de literatura e membro do Graal (movimento internacional de mulheres), falando de \u201cJesus e as mulheres\u201d, disse estar convencida de que Ele n\u00e3o foi um reformador social, mas que h\u00e1 na sua mensagem uma proposta \u00e9tica e um \u201cethos\u201d de inclus\u00e3o, que permite que algumas feministas fa\u00e7am de Jesus o que ele n\u00e3o foi, um \u201cmilitante dos direitos e igualdade das mulheres\u201d. Mas claro que os evangelhos s\u00e3o ricos de epis\u00f3dios que implicam uma mudan\u00e7a de mentalidade em favor da mulher. Real\u00e7ou , neste sentido, o di\u00e1logo  com a Samaritana, quando decorre uma conversa aberta \u201cinter pares\u201d em que Jesus lhe faz uma revela\u00e7\u00e3o singular, comunicando-lhe que era o messias, o que acontecia claramente pela primeira vez. \u201cA mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier,  anunciar-nos-\u00e1  tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo\u201d. E \u00e9 sintom\u00e1tico que Jesus ressuscitado apare\u00e7a em primeiro \u00e0s mulheres. Por isso, a professora considera que as mulheres sempre estiveram mais ligadas a uma cristofania [um revelar Cristo] do que a uma cristologia [um estudar Cristo],  pela maior ades\u00e3o \u00e0 dimens\u00e3o sapiencial e prof\u00e9tica.<\/p>\n<p>O col\u00f3quio contou ainda com interven\u00e7\u00f5es de Antonio Pi\u00f1ero (\u201cJesus e a gnose\u201d), Juan Antonio Estrada (\u201cJesus e Deus\u201d), Jos\u00e9 Maria Castillo (\u201cJesus e a Igreja\u201d), Juan Jos\u00e9 Tamayo (\u201cJesus e as religi\u00f5es\u201d) e Andr\u00e9s Torres Queiruga (\u201cRessuscitar dos mortos\u201d). Todas as interven\u00e7\u00f5es, por vezes ampliadas, integram o livro que vai ser apresentado em Aveiro no dia 19. Anselmo Borges, que tamb\u00e9m coordena a publica\u00e7\u00e3o, disse a este jornal que \u201cse o col\u00f3quio foi reconhecidamente bom, o livro \u00e9 ainda melhor\u201d, porque os assuntos s\u00e3o mais desenvolvidos. Em todo o caso, o livro s\u00f3 valer\u00e1 mesmo na medida em que ajudar a responder \u00e0 pergunta de sempre. \u201cE tu, quem dizes que eu sou?\u201d<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Fontes: http:\/\/pausresende.blogspot.pt\/2011_10_01_archive.html; http:\/\/blogs.periodistadigital.com\/xpikaza.php\/2011\/10\/12\/quien-fue-quien-es-jesucristo-oporto-201; http:\/\/blogs.periodistadigital.com\/teologia-sin-censura.php\/2011\/10\/13\/hablar-de-jesus-fuera-de-espana <\/p>\n<p>Um col\u00f3quio de liberdade e paix\u00e3o pelo evangelho<\/p>\n<p>Em outubro de 2011, Xavier Pikaza escreveu no seu blogue, sobre o col\u00f3quio de Valadares, que est\u00e1 na origem do livro \u201cQuem foi, quem \u00e9 Jesus Cristo\u201d (ed. Gradiva), que \u201ctudo se desenvolveu com uma grande dimens\u00e3o intelectual e humana, num clima de esperan\u00e7a crist\u00e3\u201d. \u201cConferencistas e participantes, dialog\u00e1mos sobre os diversos aspetos do passado e do presente de Jesus, num contexto de ampla liberdade, de grande respeito e, no fundo, com uma grande paix\u00e3o pelo evangelho, a partir de uma perspetiva confessional (cat\u00f3lica), mas com abertura ao di\u00e1logo cient\u00edfico, com as implica\u00e7\u00f5es que hoje sup\u00f5e e exige uma vis\u00e3o crist\u00e3 da vida\u201d. Jos\u00e9 Maria Castillo, outro dos te\u00f3logos presentes, tamb\u00e9m partilhou no seu blogue as suas impress\u00f5es de estar no semin\u00e1rio dos mission\u00e1rios da Boa Nova. \u201cN\u00e3o foram estas comunica\u00e7\u00f5es meras palestras de divulga\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu na sua p\u00e1gina pessoal na Internet. E lamentou que, \u201cpara quem v\u00ea as coisas a partir de Espanha, \u00e9 penoso que, para falar com liberdade (e sempre com o respeito que merece a Igreja) publicamente e num espa\u00e7o religioso sobre Jesus, tenhamos que sair do nosso pa\u00eds. Por que \u00e9 que os espa\u00e7os religiosos est\u00e3o controlados entre nos de maneira que neles s\u00f3 podem expressar-se sem censuras quem se limita a repetir o que pensam e dizem os nossos bispos?\u201d<\/p>\n<p>Registe-se como nota muito positiva que, ao contr\u00e1rio do que \u00e9 pr\u00e1tica em iniciativas do g\u00e9nero, a maior parte dos conferencistas esteve presente em todo o col\u00f3quio, possibilitando bons di\u00e1logos nos intervalos das confer\u00eancias, nas refei\u00e7\u00f5es ou durante o caf\u00e9.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus Cristo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-8236","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8236"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8236\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}