{"id":8239,"date":"2006-11-09T14:43:00","date_gmt":"2006-11-09T14:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8239"},"modified":"2006-11-09T14:43:00","modified_gmt":"2006-11-09T14:43:00","slug":"hipocrisia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/hipocrisia\/","title":{"rendered":"Hipocrisia!"},"content":{"rendered":"<p>As pol\u00edticas de conveni\u00eancia redundam sempre em contradi\u00e7\u00f5es, paradoxos, hipocrisias. Na procura de consolidar o poder e arrebanhar clientelas f\u00e1ceis, s\u00e3o a tenta\u00e7\u00e3o habitual de quem est\u00e1 ou quer chegar aos lugares, os quais, de servi\u00e7o ao bem comum, se transformam facilmente em servi\u00e7os a interesses particulares ou de grupos protegidos.<\/p>\n<p>Se Saddam tivesse sido \u201caspirado\u201d numa \u201ccl\u00ednica de v\u00e3o de escada\u201d, se tivesse sido dissolvido num qualquer caldeir\u00e3o de pun\u00e7\u00e3o m\u00e1gica de curandeiro, provavelmente os l\u00edderes pol\u00edticos n\u00e3o teriam tido a preocupa\u00e7\u00e3o de vir a p\u00fablico declarar o seu rep\u00fadio pela pena de morte, em nome dos valores da democracia. Lutassem, em nome do direito internacional, para que fosse julgado no Tribunal Penal Internacional!&#8230; E as coisas estariam resolvidas a contento.<\/p>\n<p>Todavia, s\u00e3o estes senhores que persistem, confundindo as mentes e deseducando os cidad\u00e3os, na feitura e promulga\u00e7\u00e3o de leis que consagram legalmente a pena de morte, num regresso a tempos de barb\u00e1rie. Refiro-me, evidentemente, \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, da eutan\u00e1sia ou de outras prov\u00e1veis formas de selec\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Lendo testemunhos de pessoas que j\u00e1 recorreram a esta forma de p\u00f4r termo \u00e0 vida de inocentes indefesos, em \u201ccl\u00ednicas de v\u00e3o de escada\u201d ou mesmo em hospitais pagos pelos contribuintes, algumas constantes se nos deparam. E a primeira &#8211; e mais importante &#8211; \u00e9 a consci\u00eancia de que aquele \u201cfilho\u201d n\u00e3o era oportuno, aquela \u201ccrian\u00e7a\u201d veio por falta de precau\u00e7\u00e3o, seria um \u201cfilho\u201d ou \u201ccrian\u00e7a\u201d a estragar projectos profissionais, amorosos, sociais. <\/p>\n<p>A consci\u00eancia trai a express\u00e3o\u2026 E l\u00e1 foge a boca para a verdade! Tem-se a no\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 uma \u201cpessoa\u201d v\u00edtima, em favor de interesses mais ou menos ego\u00edstas. E, n\u00e3o raras vezes, a conclus\u00e3o posterior \u00e9 de que, afinal, poderia ter sido at\u00e9 um bem para os intervenientes ter prosseguido a gravidez. N\u00e3o restam d\u00favidas de que os pr\u00f3prios t\u00eam consci\u00eancia de que provocaram uma morte\u2026 <\/p>\n<p>Sem pena! E a\u00ed est\u00e1 a hipocrisia dos que se levantam contra a pena de morte, legislando-a, ao mesmo tempo, nos seus pa\u00edses! <\/p>\n<p>Outra constante \u00e9 a manifesta falta de educa\u00e7\u00e3o para o amor, para a rela\u00e7\u00e3o afectiva, para a viv\u00eancia da sexualidade, desde os adolescentes aos adultos \u201cformados\u201d. A vis\u00e3o redutora da pessoa humana, da sua qualidade de ser em rela\u00e7\u00e3o, da sua condi\u00e7\u00e3o de ser sexuado, perverte o crescimento harmonioso, a educa\u00e7\u00e3o, redundando em distorcidas rela\u00e7\u00f5es afectivas, que contaminam o tecido social, resultando em formas de morte dos intervenientes e consequentes efeitos nocivos em terceiros. <\/p>\n<p>Mais uma vez, a hipocrisia e a responsabilidade de quem perverte os processos educativos a sa\u00edrem impunes, subindo \u00e0 pra\u00e7a p\u00fablica para defender essas \u201cliberdades\u201d, \u00e0 custa das formas lentas de morte social! Mesmo que tudo isso contribua para carregar de nuvens densas o inverno demogr\u00e1fico que paira sobre muitos povos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pol\u00edticas de conveni\u00eancia redundam sempre em contradi\u00e7\u00f5es, paradoxos, hipocrisias. Na procura de consolidar o poder e arrebanhar clientelas f\u00e1ceis, s\u00e3o a tenta\u00e7\u00e3o habitual de quem est\u00e1 ou quer chegar aos lugares, os quais, de servi\u00e7o ao bem comum, se transformam facilmente em servi\u00e7os a interesses particulares ou de grupos protegidos. 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