{"id":8241,"date":"2006-11-09T14:47:00","date_gmt":"2006-11-09T14:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8241"},"modified":"2006-11-09T14:47:00","modified_gmt":"2006-11-09T14:47:00","slug":"simria-aposta-na-qualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/simria-aposta-na-qualidade\/","title":{"rendered":"SIMRIA aposta na qualidade"},"content":{"rendered":"<p>A empresa que trata das \u00e1guas dom\u00e9sticas e industriais da regi\u00e3o da Ria recebeu uma certifica\u00e7\u00e3o, que significa que respeita padr\u00f5es de qualidade e se compromete com as melhores pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Desde Junho de 2006, a SIMRIA (Saneamento Integrado dos Munic\u00edpios da Ria) \u00e9 a primeira empresa portuguesa de saneamento com todos os processos certificados nas vertentes de qualidade, ambiente e seguran\u00e7a. Os padr\u00f5es mais elevados que a certifica\u00e7\u00e3o implica fazem com que a empresa tenha como horizonte a \u201cliga dos campe\u00f5es\u201d, nas palavras de S\u00e9rgio Lopes, presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da SIMRIA.<\/p>\n<p>Na ETAR (esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1guas Residuais) de Cacia, na sexta-feira passada, S\u00e9rgio Lopes recebeu de Jos\u00e9 Leit\u00e3o, secret\u00e1rio-geral da APCER (entidade certificadora), o certificado que significa que a \u201cempresa adoptou um conjunto de boas pr\u00e1ticas\u201d e que, em virtude disso, \u201ca qualidade ambiental melhorou\u201d.<\/p>\n<p>Por seu turno, Jos\u00e9 Leit\u00e3o, reconhecendo que os organismos locais \u201caderem com mais facilidade [aos processos de certifica\u00e7\u00e3o] do que os do poder central\u201d, afirmou que \u201cs\u00f3 uma empresa que repense constantemente os seus processos sabe o que pode melhorar\u201d.<\/p>\n<p>Retomando a met\u00e1fora futebol\u00edstica, Pedro Serra Lopes, presidente das \u00c1guas de Portugal, notou que, \u201ctal como um clube que sobe de divis\u00e3o arranja novos s\u00f3cios, [a SIMRIA] tem de conquistar novos utilizadores\u201d. O presidente da empresa p\u00fablica em que a SIMRIA est\u00e1 integrada referia-se aos munic\u00edpios do M\u00e9dio Vouga e de Cantanhede e principalmente \u00e0s ind\u00fastrias. Entre estas, refira-se que algumas \u201cgrandes clientes\u201d j\u00e1 aderiram \u00e0 SIMRIA, como as do p\u00f3lo qu\u00edmico de Estarreja (respons\u00e1veis por um ter\u00e7o das \u00e1guas que entram na ETAR de Cacia) e a Portucel (maior cliente individual).<\/p>\n<p>Integram a SIMRIA, no sistema da Ria de Aveiro, os munic\u00edpios de Ovar, Estarreja, Murtosa, Albergaria-a-Velha, Aveiro, \u00cdlhavo, \u00c1gueda, Oliveira do Bairro, Vagos e Mira. O Sistema da Barrinha de Esmoriz \u00e9 constitu\u00eddo pelos munic\u00edpios de Espinho e de Santa Maria da Feira (em integra\u00e7\u00e3o). O sucesso do tratamento das \u00e1guas depende igualmente da ades\u00e3o dos cidad\u00e3os ao saneamento municipal. Muitas casas, apesar de terem a rede municipal na sua rua, ainda n\u00e3o est\u00e3o ligadas.<\/p>\n<p>De \u00e1gua negra a quase l\u00edmpida<\/p>\n<p>A SIMRIA, no Sistema da Ria, tem duas ETAR em funcionamento, uma em Cacia e outra em \u00cdlhavo. Quando as \u00e1guas entram na ETAR de Cacia, como em qualquer outra, est\u00e3o literalmente negras. Lamas, gorduras, detritos dom\u00e9sticos e industriais, tudo contribui para um caldo negro e f\u00e9tido. Numa primeira fase, extrai-se da \u00e1gua o que vem ao de cima (as gorduras) e o que vai ao fundo (as areias). A seguir, a \u00e1gua passa para um decantador (dep\u00f3sitos cil\u00edndricos com mais de 30 metros de raio) onde s\u00e3o depositadas lamas. Da\u00ed, segue para o reactor biol\u00f3gico, onde as bact\u00e9rias fazem o seu trabalho: \u201cengordam\u201d e multiplicam-se \u00e0 custa do lixo que est\u00e1 na \u00e1gua. Para elas, trata-se, claro, de nutrientes saborosos. Por \u00faltimo, no decantador secund\u00e1rio, a \u00e1gua deixa os \u00faltimos detritos e fica pronta para ser la\u00e7ada no Oceano Atl\u00e2ntico, 3 km ao largo de S. Jacinto. No final do processo tem uma cor ligeiramente amarelecida, mas j\u00e1 n\u00e3o causa danos ambientais.<\/p>\n<p>Paralelamente ao tratamento das \u00e1guas, h\u00e1 uma outra linha de tratamento das lamas. O destino final destas, depois de inclusive terem produzido o biog\u00e1s que gera alguma da electricidade usada da ETAR, \u00e9 o aterro sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>16 000<\/p>\n<p>metros c\u00fabicos de \u00e1gua que entram, por dia, na ETAR de Cacia. Os efluentes prov\u00eam de \u00c1gueda, Albergaria-a-Velha, Aveiro (parte), Estarreja, Murtosa, Oliveira do Bairro e Ovar. Por segundo, equivale a 185 litros.<\/p>\n<p>15<\/p>\n<p>toneladas de lamas que, por dia, s\u00e3o separadas das \u00e1guas.<\/p>\n<p>13,4<\/p>\n<p>milh\u00f5es de euros. Montante do investimento na ETAR de Cacia, comparticipado em 85% pelo Fundo de Coes\u00e3o.<\/p>\n<p>272 000<\/p>\n<p>habitantes que a ETAR de Cacia espera servir em 2018 e para os quais est\u00e1 dimensionada. Prev\u00ea-se que estes habitantes gerem um caudal m\u00e9dio de 48 mil metros c\u00fabicos por dia (contra os actuais 16 mil). Esta ETAR est\u00e1 preparada para crescer de forma a servir 333 mil habitantes em 2038.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empresa que trata das \u00e1guas dom\u00e9sticas e industriais da regi\u00e3o da Ria recebeu uma certifica\u00e7\u00e3o, que significa que respeita padr\u00f5es de qualidade e se compromete com as melhores pr\u00e1ticas. 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