{"id":8268,"date":"2006-11-09T16:30:00","date_gmt":"2006-11-09T16:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8268"},"modified":"2006-11-09T16:30:00","modified_gmt":"2006-11-09T16:30:00","slug":"bispos-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bispos-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Bispos de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 \u00e0 entrada de D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, no dia 8 de Dezembro, o Correio do Vouga recorda os bispos que estiveram \u00e0 frente da Diocese de Aveiro. Nesta edi\u00e7\u00e3o, ficamos a conhecer os tr\u00eas bispos da primeira fase da vida da diocese, entre a cria\u00e7\u00e3o, em 1774, e a extin\u00e7\u00e3o, em 1882. Foram eles: D. Ant\u00f3nio Feire Gameiro de Sousa, D. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cordeiro, e D. Manuel Pacheco de Resende.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Freire Gameiro de Sousa<\/p>\n<p>Bispo de Aveiro de 1774 a 1799<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Freire Gameiro de Sousa foi confirmado pelo Papa como Bispo de Aveiro no dia 18 de Abril de 1774, seis dias ap\u00f3s a erec\u00e7\u00e3o do bispado. N\u00e3o foi a primeira op\u00e7\u00e3o para Aveiro (nesse tempo, o poder pol\u00edtico propunha os bispos e o Papa confirmava). O Marqu\u00eas de Pombal preferia D. Frei Louren\u00e7o de Santa Maria, natural de Avel\u00e3s de Cima (Anadia) e bispo do Algarve. Esperava que a sua vinda para perto de casa deixasse o caminho livre para desmembrar a diocese do Algarve, mas D. Frei Louren\u00e7o n\u00e3o cedeu. Pombal virou-se ent\u00e3o para o Dr. Ant\u00f3nio Freire Gameiro de Sousa, de 46 anos.<\/p>\n<p>O primeiro Bispo de Aveiro nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1727, em Lisboa. Estudou na Universidade de Coimbra, doutorou-se em Direito e a\u00ed exerceu a doc\u00eancia. Na altura da nomea\u00e7\u00e3o para Aveiro, presidia ao cabido da S\u00e9 de Lamego e possu\u00eda o beneficio da igreja de S. Martinho de Cambres, da mesma diocese. Foi ordenado bispo no dia 25 de Setembro de 1774, em Lisboa, por D. Jo\u00e3o Cosme da Cunha (arcebispo de \u00c9vora) e tomou posse da diocese, por procura\u00e7\u00e3o, no dia 24 de Mar\u00e7o de 1775.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Freire Gameiro de Sousa, quando veio para a diocese (apenas no dia 1 de Julho de 1778), ficou a residir no pal\u00e1cio dos Tavares (demolido ap\u00f3s o inc\u00eandio de 1864), junto ao Canal Central, onde hoje est\u00e1 uma depend\u00eancia banc\u00e1ria e uma loja de desporto. Por detr\u00e1s do Pa\u00e7o Episcopal, onde est\u00e1 actualmente a est\u00e1tua de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o, ficava a igreja de S Miguel, de uma das quatro par\u00f3quias da cidade (as outras eram a da Apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 na zona da capela de S. Gon\u00e7alo \u2013, a da Vera Cruz, e a do Esp\u00edrito Santo, que integrava, entre outros, os lugares de Vilar, S. Bernardo e Quinta do Gato).<\/p>\n<p>A Diocese de Aveiro adoptou para seu governo as mesmas constitui\u00e7\u00f5es e pastorais de Coimbra e transformou a Igreja da Miseric\u00f3rdia em S\u00e9 Catedral.<\/p>\n<p>Da ac\u00e7\u00e3o do primeiro Bispo de Aveiro destaca-se o apoio ao conservat\u00f3rio de S. Bernardino, uma casa de religiosas franciscanas que ficava onde hoje est\u00e1 o Tribunal de Aveiro, e a ordem de realiza\u00e7\u00e3o de um inqu\u00e9rito \u00e0s 71 par\u00f3quias que constitu\u00edam o bispado. Tal inqu\u00e9rito, feito a pedido de um cardeal protegido de Pombal, revela-se um documento interessant\u00edssimo para conhecer os santos titulares das par\u00f3quias, os p\u00e1rocos, os rendimentos ou o n\u00famero de fogos, entre outros elementos.<\/p>\n<p>O primeiro Bispo de Aveiro morreu em 1799. Est\u00e1 sepultado na Igreja da Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cordeiro<\/p>\n<p>Bispo de Aveiro de 1801 e 1813<\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cordeiro, segundo Bispo de Aveiro, teve duas fases distintas. Primeiro mostrou-se \u201cum bispo disciplinador\u201d; depois, sofreu o embate das invas\u00f5es napole\u00f3nicas, que, embora n\u00e3o passassem por Aveiro \u2013 fora das grandes vias \u2013, tamb\u00e9m aqui fizeram sentir os seus efeitos. Recorde-se que em 1808 o general Junot ordenou a entrega do ouro e prata das igrejas, capelas e confrarias e, nos edif\u00edcios, os escudos reais foram picados. Em Aveiro, salvou-se apenas o do Mosteiro de Jesus, porque a prioresa o cobriu com argamassa.<\/p>\n<p>Natural de Coimbra (1750), doutor em Direito Can\u00f3nico, ordenou-se padre em 1773 e foi confirmado como Bispo de Aveiro por Pio VII, em 1801, depois de apresentado pelo Pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o, regente de D.\u00aa Maria I. No dia 8 de Novembro de 1801, foi feito bispo na Catedral de Lamego, onde era c\u00f3nego.<\/p>\n<p>Mons. Jo\u00e3o Gaspar caracteriza o segundo Bispo de Aveiro como \u201cfigura erudita, m\u00e1scula, en\u00e9rgica e disciplinadora\u201d. Esta \u00faltima faceta revela-se nas sucessivas pastorais dirigidas aos p\u00e1rocos. A de 24 de Mar\u00e7o de 1802 \u00e9 particularmente significativa. Em 105 par\u00e1grafos (53 p\u00e1ginas na edi\u00e7\u00e3o de maior formato), o prelado cita de modo abundante a B\u00edblia (238 cita\u00e7\u00f5es), conc\u00edlios e padres da Igreja, como Greg\u00f3rio Magno ou Agostinho. A t\u00edtulo de exemplo, o bispo recorda a necessidade de os p\u00e1rocos n\u00e3o apenas doutrinarem o povo com palavras, mas sobretudo com o exemplo duma vida irrepreens\u00edvel, e lembra os deveres dos pais: a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos, pelo exemplo quotidiano, pelos conselhos e instru\u00e7\u00f5es frequentes, pelo cuidado em envi\u00e1-los aos p\u00e1rocos e \u00e0 catequese, pela correc\u00e7\u00e3o paternal e caritativa. A miss\u00e3o dos pais \u2013 defende D. Ant\u00f3nio \u2013 \u00e9 preparar cidad\u00e3os para a Igreja e para o C\u00e9u e homens \u00fateis \u00e0 p\u00e1tria e \u00e0 sociedade. Esta pastoral serviu de inspira\u00e7\u00e3o a muitos bispos nos anos seguintes.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio instituiu o Semin\u00e1rio em Requeixo e, a seguir, no pr\u00f3prio Pa\u00e7o Episcopal, sustentando professores e disc\u00edpulos. (No tempo do primeiro bispo, a forma\u00e7\u00e3o para as ordens eclesi\u00e1sticas funcionara na Vista Alegre e em casas alugadas em Aveiro.) Distinguiu-se ainda pela caridade (entre 1806 e 1810 gastou mais de dois milh\u00f5es de r\u00e9is em rem\u00e9dios para os pobres) e pela erudi\u00e7\u00e3o, tendo escrito obras de Teologia, Matem\u00e1tica e Medicina, que ficaram in\u00e9ditas e foram devoradas pelo fogo de 1864. Faleceu no dia 17 de Julho de 1813 e foi sepultado na Igreja da Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>D. Manuel Pacheco de Resende<\/p>\n<p>Bispo de Aveiro de 1815 a 1837<\/p>\n<p>O terceiro bispo de Aveiro nasceu em Coimbra, em 1750, foi ordenado padre em 1772 e era doutorado em Teologia, exercendo por diversas vezes o cargo de vice-reitor da Universidade de Coimbra. Em 1813, D. Jo\u00e3o, pr\u00edncipe regente, apresentou-o a Pio VII e este confirmou-o como bispo de Aveiro, no dia 4 de Setembro de 1815. No dia 19 de Novembro seguinte, D. Manuel seria ordenado bispo.<\/p>\n<p>Em Aveiro, D. Manuel Pacheco de Resende \u201cfoi s\u00e1bio e justo; compreendeu os deveres do episcopado; foi verdadeiro ap\u00f3stolo das doutrinas de Cristo; n\u00e3o era um bispo grande, mas um grande bispo, porque foi grande pela sua abnega\u00e7\u00e3o e caridade\u201d, segundo escreveu Rangel de Quadros, citado por Mons. Jo\u00e3o Gaspar.<\/p>\n<p>Deste bispo conhecem-se testemunhos das suas visitas pastorais, mas o que marcou o seu minist\u00e9rio foram as \u201clutas liberais\u201d entre os liberais ou constituintes (adeptos da Carta constitucional), chefiados por D. Pedro, e os absolutistas ou realistas, liderados por D. Miguel. At\u00e9 \u00e0 conven\u00e7\u00e3o de \u00c9vora-Monte, que marcou a derrota dos miguelistas, em 1834, o pa\u00eds viveu em convuls\u00e3o e o bispo de Aveiro balan\u00e7ou entre as duas fac\u00e7\u00f5es, prescrevendo que os padres, na colecta da Missa, ora rezassem pelo \u201cRegem Nostrum Michaelem\u201d, ora pelo \u201cRegentem Nostrum Petrum\u201d. No entanto, dele escreveu Homem Christo que, \u201cdurante o predom\u00ednio dos miguelistas, deu aos constitucionais perseguidos todo o seu aux\u00edlio, e, durante o predom\u00ednio dos constitucionais, fez o mesmo aos miguelistas\u201d.<\/p>\n<p>Com D. Manuel, a S\u00e9 foi transferida da Igreja da Miseric\u00f3rdia para o recolhimento de S. Bernardino (que existia onde hoje est\u00e1 o Tribunal de Aveiro), em 1830, talvez devido a desaguisados com a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, e deu-se a proibi\u00e7\u00e3o de sepultar os defuntos no interior das igrejas, em 1835. Nesse mesmo ano, as quatro par\u00f3quias da cidade seriam reduzidas a duas: a Vera Cruz, a norte do Canal central, e a Gl\u00f3ria (\u201ctalvez para honrar a rainha D. Maria da Gl\u00f3ria\u201d), no lado meridional. A igreja de S. Miguel, que tinha contra ela o nome do rei proscrito, foi mandada demolir ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da freguesia. Os habitantes de Aveiro mostraram-se contr\u00e1rios \u00e0 demoli\u00e7\u00e3o da matriz, pelo que foi necess\u00e1rio mandar vir das obras da Barra os presos que l\u00e1 cumpriam senten\u00e7a de condenados a trabalhos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Coube a D. Manuel Pacheco de Resende suportar o embate da ex-tin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas masculinas e a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos seus bens, por decreto do ministro da justi\u00e7a, Joaquim Ant\u00f3nio de Aguiar, conhecido por \u201cMata-Frades\u201d, em 1834.<\/p>\n<p>O terceiro Bispo de Aveiro faleceu no dia 17 de Fevereiro de 1937 e foi sepultado na igreja do conservat\u00f3rio de S. Bernardino. Mais tarde, os seus restos mortais seriam trasladados para o Cemit\u00e9rio Central de Aveiro.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte deste bispo, ainda o governo nomeou Frei Ant\u00f3nio de Santo Il\u00eddio da Fonseca e Silva, que nunca foi confirmado pelo Papa. At\u00e9 \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da diocese, em 1882, a diocese de Aveiro estaria dependente de administradores apost\u00f3licos nomeados pela arquidiocese de Braga.<\/p>\n<p>Pombal cria Aveiro para enfraquecer Coimbra<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da diocese de Aveiro surge poucos anos ap\u00f3s a eleva\u00e7\u00e3o da vila a cidade. Na altura, ocupava o trono de Portugal D. Jos\u00e9 I e era secret\u00e1rio de Estado Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, que ficaria na hist\u00f3ria como Marqu\u00eas de Pombal.<\/p>\n<p>A causa pr\u00f3xima da cria\u00e7\u00e3o da cidade foi o protesto do povo aveirense contra a implica\u00e7\u00e3o de D. Jos\u00e9 Mascarenhas, Duque de Aveiro, no atentado contra o rei, em Dezembro de 1758. \u201cO Monarca mostrou-se sens\u00edvel e agradecido perante esta atitude de repulsa e a Vila de Aveiro, embora tivesse diminu\u00eddo em popula\u00e7\u00e3o para menos de metade da que possu\u00eda em quinhentos, reunia condi\u00e7\u00f5es para ostentar o t\u00edtulo de cidade\u201d, escreve Mons. Jo\u00e3o Gaspar, no volume fundamental \u201cA Diocese de Aveiro\u201d. Depois do t\u00edtulo de cidade foi criada a comarca (at\u00e9 ent\u00e3o em Esgueira), em 1760, e a seguir a sede episcopal, na povoa\u00e7\u00e3o que era j\u00e1 centro de piedade \u00e0 volta do t\u00famulo de Santa Joana.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da diocese, podendo corresponder \u00e0 vontade popular, servia essencialmente o intuito de fortalecimento do poder de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, segundo a l\u00f3gica \u201cdividir para reinar\u201d. Como a diocese a criar era constitu\u00edda integralmente por territ\u00f3rios retirados a Coimbra, esta e principalmente os jesu\u00edtas, que nela tinham influ\u00eancia, ficavam enfraquecidos.<\/p>\n<p>A diocese \u00e9 criada no dia 12 de Abril de 1774, pelo breve \u201cMilitantis Ecclesiae gubernacula\u201d, do Papa Clemente XIV, numa altura em que D. Miguel da Anuncia\u00e7\u00e3o, Bispo de Coimbra, est\u00e1 preso, v\u00edtima do despotismo pombalino. O bispo condenara alguns livros que circulavam na universidade conimbricense e isso fora entendido como uma intromiss\u00e3o na autoridade r\u00e9gia. O Marqu\u00eas considerou D. Miguel da Anuncia\u00e7\u00e3o um joguete nas m\u00e3os dos jesu\u00edtas e mandou-o prender. O Bispo de Coimbra esteve no c\u00e1rcere de 1768 e 1777. Enquanto isso, era criada a diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>Territ\u00f3rio da diocese <\/p>\n<p>na sua primeira fase<\/p>\n<p>Actualmente, em termos de territ\u00f3rio, a diocese de Aveiro compreende os concelhos de Murtosa, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Aveiro, \u00c1gueda, \u00cdlhavo, Vagos, Oliveira do Bairro e Anadia, os mesmos dez de quando foi restaurada, em 1938.<\/p>\n<p>Entre 1774 e 1882, a geografia era diferente. O territ\u00f3rio da diocese de Aveiro, retirado na sua totalidade \u00e0 diocese de Coimbra, em rela\u00e7\u00e3o ao actual, integrava o concelho de Mira, a sul, e parte dos actuais concelhos de Oliveira de Azem\u00e9is e de Vale de Cambra, a norte. Mas a Murtosa n\u00e3o fazia parte da diocese de Aveiro, nem as freguesias de Veiros, Pardilh\u00f3, Avanca e Bedu\u00eddo (concelho de Estarreja). A norte do rio Antu\u00e3 estava-se na diocese do Porto. Do concelho de Sever do Vouga, somente Talhadas integrava a diocese. No sul, Mogofores, Tamengos e Vila Nova de Monsarros (Anadia) continuavam na diocese de Coimbra.<\/p>\n<p>Quando a diocese foi extinta, em 1882, Talhadas (Sever do Vouga) passou a pertencer \u00e0 diocese de Viseu, enquanto Oliveira de Azem\u00e9is, Vale de Cambra, Albergaria-a-Velha e as freguesias de Canelas, Fermel\u00e3 e Salreu (Estarreja) passaram para o Porto. O restante territ\u00f3rio regressou a Coimbra. Com pequenas excep\u00e7\u00f5es, o rio Vouga passou a marcar a fronteira entre as dioceses do Porto e de Coimbra.<\/p>\n<p>Principais datas<\/p>\n<p>1759 \u2013 A vila de Aveiro \u00e9 elevada a cidade.<\/p>\n<p>1760 \u2013 Cria\u00e7\u00e3o da Comarca de Aveiro.<\/p>\n<p>1773 \u2013 28 de Setembro. Carta de D. Jos\u00e9 I a Clemente XIV, pedindo a cria\u00e7\u00e3o da diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>1774 \u2013 12 de Abril. Clemente XIV emite o breve \u201cMilitantis Ecclesiae gubernacula\u201d, que cria o Bispado de Aveiro.<\/p>\n<p>1830 \u2013 A Igreja do conservat\u00f3rio de S. Bernardino (destru\u00eddo em meados do s\u00e9c. XX, para dar lugar ao Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a), passa a ser a S\u00e9 de Aveiro, at\u00e9 \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da Diocese.<\/p>\n<p>1835 \u2013 Cria\u00e7\u00e3o do Distrito de Aveiro.<\/p>\n<p>1881 \u2013 30 de Setembro. Bula \u201cGravissimum Christi Ecclesiam regendi et gubernandi munus\u201d, de Le\u00e3o XII, que suprime as dioceses de Aveiro, Castelo Branco, Elvas, Leiria e Pinhel.<\/p>\n<p>1882 \u2013 4 de Setembro. Cardeal D. Am\u00e9rico Ferreira dos Santos Silva, bispo do Porto, assina a senten\u00e7a executorial que extingue as dioceses referidas. Estas supress\u00f5es enquadram-se no plano dos governos liberais de redu\u00e7\u00e3o dos bispados no continente.<\/p>\n<p>Textos elaborados por Jorge Pires Ferreira, com base nas obras \u201cA Diocese de Aveiro &#8211; Subs\u00eddios para a sua Hist\u00f3ria\u201d e \u201cA Diocese de Aveiro no s\u00e9c. XVIII &#8211; Um inqu\u00e9rito de 22 de Setembro de 1775\u201d, ambas de Monsenhor Jo\u00e3o Gaspar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 \u00e0 entrada de D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, no dia 8 de Dezembro, o Correio do Vouga recorda os bispos que estiveram \u00e0 frente da Diocese de Aveiro. 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