{"id":8297,"date":"2006-11-15T16:27:00","date_gmt":"2006-11-15T16:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8297"},"modified":"2006-11-15T16:27:00","modified_gmt":"2006-11-15T16:27:00","slug":"deixemo-nos-de-equivocos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deixemo-nos-de-equivocos\/","title":{"rendered":"Deixemo-nos de equ\u00edvocos!"},"content":{"rendered":"<p>Editorial <!--more--> \u201cA fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 o marco da vida\u201d &#8211; escreve o Prof. Lejeune. O que quer dizer que, logo que se d\u00e1 a jun\u00e7\u00e3o dos cromossomas transportados pelo espermatoz\u00f3ide com os cromossomas do \u00f3vulo, est\u00e1 reunida toda a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do novo ser humano. Nada mais \u00e9 acrescentado, para que o ser humano se desenvolva. A mensagem dessa jun\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vida nova em desenvolvimento, uma vida humana.<\/p>\n<p>Algo que se interrompe, sup\u00f5e-se que permite retorno. A gravidez \u00e9 um processo sem retorno. Se se interrompe, termina! E esse processo \u00e9 o do desenvolvimento da vida humana. Se \u00e9 interrompido, n\u00e3o tem retorno &#8211; o que significa que se acaba com o desenvolvimento da vida! Sejamos claros: \u00e9 aborto! \u00c9 termo posto \u00e0 vida humana! E isso n\u00e3o \u00e9 crime? Que diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a qualquer homic\u00eddio, a n\u00e3o ser a agravante de ser um acto contra um indefeso?<\/p>\n<p>A fecunda\u00e7\u00e3o comporta a emigra\u00e7\u00e3o e encontro de elementos, do pai e da m\u00e3e, que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o c\u00e9lulas dos seus corpos, mas c\u00e9lulas em transforma\u00e7\u00e3o a caminho de uma verdadeira e irrenunci\u00e1vel autonomia. Deixaram de integrar os seus corpos. Esse encontro e novo caminho pode mesmo come\u00e7ar fora do ventre materno. O zigoto (ovo) j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um ap\u00eandice do pai ou da m\u00e3e. Portanto, n\u00e3o se pode dispor dele como de um tumor a extirpar, como de um membro a dispensar. Tornou-se vida indispon\u00edvel!<\/p>\n<p>E vida humana, perfeitamente distinta da de outro ser vivo. Ainda antes da implanta\u00e7\u00e3o no \u00fatero, se retirarmos uma c\u00e9lula e a cultivarmos, se analisarmos os seus cromossomas, s\u00e3o inconfund\u00edveis com os de qualquer outra esp\u00e9cie. A c\u00e9lula de DNA cont\u00e9m o tema origin\u00e1rio, que se desdobrar\u00e1 na sinfonia da vida humana, desde as primeiras divis\u00f5es at\u00e9 \u00e0 morte., sem qualquer forma de confus\u00e3o com outros c\u00f3digos gen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Na quest\u00e3o de um referendo \u00e0 altera\u00e7\u00e3o da lei do aborto, como ela \u00e9 posta aos portugueses, n\u00e3o se trata de perguntar se entendemos que uma mulher que fa\u00e7a o aborto deve ou n\u00e3o ser penalizada, deve ou n\u00e3o ir para a cadeia. Trata-se de dizermos se defendemos ou n\u00e3o que seja constitu\u00eddo seu direito, ou de outrem qualquer, de dispor deste ser humano em desenvolvimento, considerando-o erradamente um seu ap\u00eandice, e de matar este feto indefeso; se concordamos com o uso dos nossos impostos para fazer esse crime nos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>E que dizer da elimina\u00e7\u00e3o dos embri\u00f5es que indiciam mal forma\u00e7\u00e3o? Tantos casos, cujos pais preferiram correr o risco, em vez de o eliminarem, resultaram em pessoas felizes, \u00fateis, transformadoras do seu pr\u00f3prio ambiente familiar, mesmo quando portadoras de defici\u00eancia!<\/p>\n<p>N\u00e3o enganem os portugueses com eufemismos! D\u00eaem a cara, chamando as realidades pelos seus nomes! Desmascarem essa ingenuidade de benfeitores sociais, assumindo, isso sim, a responsabilidade de cultores da morte, em vez de serem &#8211; como \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o de todos &#8211; de defensores da vida e de dedicados promotores do apoio social necess\u00e1rio \u00e0s gr\u00e1vidas em dificuldade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-8297","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8297"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8297\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}