{"id":8319,"date":"2006-11-15T17:03:00","date_gmt":"2006-11-15T17:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8319"},"modified":"2006-11-15T17:03:00","modified_gmt":"2006-11-15T17:03:00","slug":"a-esperanca-derrota-a-angustia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-esperanca-derrota-a-angustia\/","title":{"rendered":"A esperan\u00e7a derrota a ang\u00fastia"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> As leituras deste domingo apontam-nos para os \u00faltimos tempos, para a escatologia, dando-nos a conhecer, em linguagem simb\u00f3lica, o nosso destino final. D\u00e3o-nos, por\u00e9m, uma certeza: aqueles que vivem e morrem s\u00e1bios e santos brilhar\u00e3o como luz no firmamento por toda a eternidade. A liturgia da Palavra estimula a nossa esperan\u00e7a crist\u00e3.<\/p>\n<p>A primeira leitura alude a um tempo de persegui\u00e7\u00e3o religiosa, sofrida pelo povo de Israel, ao qual o profeta Daniel traz palavras de consola\u00e7\u00e3o, afirmando que o destino dos perseguidos \u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa. Prenun-cia, assim, a vit\u00f3ria do Senhor Jesus sobre a morte. Quando nos enredamos nas tribula\u00e7\u00f5es da nossa vida presente, sem perspectiva de eternidade, vivemos sem esperan\u00e7a crist\u00e3. Mas \u00e9 essa esperan\u00e7a que nos esclarece e pacifica em tempo de ang\u00fastia. Muitos s\u00e3o os sofrimentos do justo ao ver que a sociedade caminha sem rumo e se orienta para a autodestrui\u00e7\u00e3o e para a morte. O justo \u00e9 perseguido pelas suas rectas convic\u00e7\u00f5es, que o levam a tornar-se den\u00fancia pela sua pr\u00f3pria vida. Muitos profetizam desgra\u00e7as ainda maiores. Por\u00e9m o crente p\u00f5e a sua esperan\u00e7a no Senhor e confia que n\u00e3o ser\u00e1 abandonado na mans\u00e3o dos mortos, mas que o Senhor lhe dar\u00e1 a plena alegria, desde agora, e por toda a eternidade. O que \u00e9 que me guia nos tempos de tribula\u00e7\u00e3o? Vivo a s\u00e9rio a virtude teologal da esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>No evangelho, Jesus, dominado pelo pensamento apocal\u00edptico, apresenta-nos o fim dos tempos como algo terr\u00edvel e cheio de afli\u00e7\u00f5es. Todavia, no meio de tanta ang\u00fastia surge o Filho do homem, o pr\u00f3prio Jesus, com grande poder e gl\u00f3ria para reunir os eleitos de toda a terra. \u00c9 Ele \u00e9 a nossa esperan\u00e7a! Ao celebrar o final do ano lit\u00fargico, a mensagem crist\u00e3 anuncia-nos tamb\u00e9m o fim dos tempos, n\u00e3o com o sentido de nos horrorizar, mas para nos chamar a aten\u00e7\u00e3o para a renova\u00e7\u00e3o de todo o universo. O texto evang\u00e9lico usa a par\u00e1bola da figueira para nos fazer entender que, assim como do seu tronco, quase seco, brotam ramos tenros, folhas e belos frutos, assim acontecer\u00e1 no fim dos tempos, os quais s\u00f3 o Pai conhece. Haver\u00e1 uma novidade radical, t\u00e3o surpreendente e deslumbrante que n\u00e3o podemos sequer prever ou imaginar. S\u00f3 a esperan\u00e7a crist\u00e3 nos conduz a esta restaura\u00e7\u00e3o completa. O que \u00e9 que me guia nos tempos de tribula\u00e7\u00e3o? Vivo a s\u00e9rio a virtude teologal da esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>A segunda leitura abre diante dos nossos olhos o cen\u00e1rio da gl\u00f3ria futura. Jesus sacerdote, depois de oferecer o seu \u00fanico sacrif\u00edcio para o perd\u00e3o de todos os nossos pecados, sentou-se \u00e0 direita do Pai, esperando que todos os poderes do mal se submetam completamente \u00e0 sua soberania. Emaranhados em toda a esp\u00e9cie de males, limita\u00e7\u00f5es, sofrimentos, inquieta\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es, \u00e9 em Cristo glorioso que encontramos a nossa vit\u00f3ria sobre o mal. Nisto consiste a nossa esperan\u00e7a: passar com Cristo da tribula\u00e7\u00e3o e da morte \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa, \u00e0 vida feliz em Deus, para sempre. O que \u00e9 que me guia nos tempos de tribula\u00e7\u00e3o? Vivo a s\u00e9rio a virtude teologal da esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>Leituras do XXXIII Domingo Comum \u2013 Ano B: Dn 12,1-3; Sl 16 (15); Heb 10,11-14.18; Mc 13,24-32<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8319","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8319\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}