{"id":8346,"date":"2006-11-15T18:08:00","date_gmt":"2006-11-15T18:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8346"},"modified":"2006-11-15T18:08:00","modified_gmt":"2006-11-15T18:08:00","slug":"o-apetecivel-mes-de-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-apetecivel-mes-de-novembro\/","title":{"rendered":"O apetec\u00edvel m\u00eas de Novembro"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Num fim-de-semana em que n\u00e3o houve futebol, tudo fica mais pesado e ilus\u00f3rio!<\/p>\n<p>Em contraponto com o imagin\u00e1rio que envolve o m\u00eas de Agosto (\u201cm\u00eas de desgosto\u201d), em que parte das maiores trag\u00e9dias da humanidade tiveram o seu in\u00edcio (as duas grandes guerras, a invas\u00e3o do Kuwait, os lan\u00e7amentos das bombas at\u00f3micas,\u2026) parece-nos importante abordar o m\u00eas de Novembro e o significado que ter\u00e3o, na vida colectiva e pessoal, estes pen\u00faltimos trinta dias do ano.<\/p>\n<p>O significado de Agosto, como sabemos, deriva do latim Augustus. \u00c9 o oitavo m\u00eas do calend\u00e1rio gregoriano. \u00c9 assim chamado por decreto em honra do imperador C\u00e9sar Augusto. Este n\u00e3o queria ficar atr\u00e1s de J\u00falio C\u00e9sar, em honra de quem foi baptizado o m\u00eas de Julho, e, portanto, quis que o \u201cseu\u201d m\u00eas tamb\u00e9m tivesse 31 dias. No Brasil, Santos Dumont popularizou, numa modinha, este mau-press\u00e1gio que representa Agosto: <\/p>\n<p>M\u00eas terr\u00edvel, funesto m\u00eas de Agosto\/ Mes de desgostos, m\u00eas tr\u00e1gico e fatal:\/<\/p>\n<p>Soou pelo espa\u00e7o o trom de guerra.<\/p>\n<p>O m\u00eas de Novembro, o d\u00e9cimo primeiro m\u00eas do ano, no calend\u00e1rio gregoriano, com a dura\u00e7\u00e3o de 30 dias, deve o seu nome \u00e0 palavra latina novem (nove), dado que era o nono m\u00eas do calend\u00e1rio romano, que come\u00e7ava em Mar\u00e7o. <\/p>\n<p>Este (Novembro), entre n\u00f3s, come\u00e7a a demonstrar ser tamb\u00e9m feroz com o pensar e agir dos portugueses. Vamos sentindo o mesmo peso sorumb\u00e1tico do terr\u00edvel m\u00eas de Agosto de outras latitudes.<\/p>\n<p>Provavelmente pelo efeito de conjuga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias causas, este per\u00edodo que medeia o fim do Ver\u00e3o e o aconchego do Natal, do encontro, do passeio agasalhado pelas ruas, do cheiro a \u201cnovo\u201d (ano, logo se v\u00ea) que se aproxima cheio de esperan\u00e7a \u2013 dentro do mesmo imagin\u00e1rio subconsciente. Come\u00e7a com o dia de \u201cTodos os Santos\u201d e termina com a Restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por ser \u201cnove(mbro)\u201d, \u00e9 irredut\u00edvel; como se sabe todos os seus m\u00faltiplos regressam indefectivelmente a ele, por exemplo: 9 x 2 = 18 = 1 + 8 = 9 ; 9 x 3 = 27 = 2 + 7 = 9 ; 9 x 4 = 36 = 3 + 6 = 9 , etc. Talvez por isso, Novembro seja o per\u00edodo das tentativas irredut\u00edveis da afirma\u00e7\u00e3o das insatisfa\u00e7\u00f5es provocadas por todos os movimentos c\u00f3smicos; o m\u00eas do fim do Ver\u00e3o (raiz para o dia das bruxas na cultura celta), o m\u00eas da depress\u00e3o, da contesta\u00e7\u00e3o, da nega\u00e7\u00e3o de tudo o que tem de ser cumprido, \u2026 do debate do or\u00e7amento, da aniquila\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o em favor da paix\u00e3o; \u2026 m\u00eas da comemora\u00e7\u00e3o das lutas contra os Filipe de Espanha, prepara\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lamentavelmente, para quem passa cada Novembro a viver sob este pretexto (mesmo que inconsciente) e neste contexto (contesta\u00e7\u00e3o e mal estar), rapidamente constata que nada pode quando a raz\u00e3o e o bom senso deixam de guiar o mundo. Assim, n\u00e3o nos podemos esquecer de que, por mais que multipliquemos a irredutibilidade do nosso agir e pensar, todos os outros est\u00e3o sob o mesmo efeito e permanecer\u00e3o tamb\u00e9m irredut\u00edveis!<\/p>\n<p>E passado o mesmo ciclo de dias (365)\u2026 voltaremos a Novembro!?<\/p>\n<p>Contando que, depois de Novembro, vem a Restaura\u00e7\u00e3o e o Natal\u2026 vale a pena transformar o ambiente para\u2026 apetec\u00edvel m\u00eas de Novembro! Ou seja, a \u00faltima oportunidade antes do fim (do ano)! <\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-8346","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8346\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}