{"id":8376,"date":"2006-11-23T17:37:00","date_gmt":"2006-11-23T17:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=8376"},"modified":"2006-11-23T17:37:00","modified_gmt":"2006-11-23T17:37:00","slug":"nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo-2\/","title":{"rendered":"Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A coroar o ano lit\u00fargico, celebramos, hoje, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Jesus, que durante toda a sua vida p\u00fablica recusou sistematicamente ser aclamado rei, exactamente na hora do seu julgamento, antes de ser condenado \u00e0 morte, se auto proclama Rei. <\/p>\n<p>Tanto a primeira leitura, tirada da profecia de Daniel, como a segunda leitura, uma per\u00edcopa do Apocalipse, corroboram o ensinamento do evangelho, no sentido de que Jesus Cristo \u00e9 o Senhor do Universo, o princ\u00edpio e o fim, no qual nos encontramos com o amor salvador de Deus. Ele \u00e9 \u201cAquele que \u00e9, que era e que h\u00e1-de vir\u201d, isto \u00e9, o Eterno, de onde viemos e para onde nos encaminhamos, pela Verdade.<\/p>\n<p>No evangelho, Pilatos pergunta a Jesus: \u201cTu \u00e9s o Rei dos Judeus?\u201d, ao que Ele responde: \u201c\u00c9 como dizes; sou Rei\u201d. Naquele momento, e diante da autoridade romana, era perigoso para Jesus declarar-se Rei, porque tinha sido este o objecto da sua acusa\u00e7\u00e3o, por parte dos judeus. Declarar-se Rei era colocar-se em p\u00e9 de igualdade com o imperador de Roma, que Pilatos representava. N\u00e3o era conveniente que Jesus fosse, assim, t\u00e3o directo e t\u00e3o verdadeiro, pois iria apressar o processo que o conduziria \u00e0 morte. Por\u00e9m, o Senhor da gl\u00f3ria, apesar de t\u00e3o fragilizado. opta, mais uma vez, pela verdade da sua Pessoa: \u201c\u00c9 como dizes; sou Rei\u201d. E acrescenta: \u201cO meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo, n\u00e3o \u00e9 daqui\u201d. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quem \u00e9 este Rei? \u00c9 o Rei Verdade, no horizonte do evangelho segundo Jo\u00e3o. Para isso nasceu e veio ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Na perspectiva b\u00edblica, a no\u00e7\u00e3o de verdade funda-se na experi\u00eancia religiosa do encontro com Deus. No Antigo Testamento, a verdade \u00e9, antes de tudo, a fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a. No Novo Testamento, a verdade torna-se a plenitude da revela\u00e7\u00e3o de Deus, centrada em Cristo. Esta \u00e9 a grande novidade crist\u00e3: o pr\u00f3prio Cristo \u00e9 a Verdade, porque, sendo o Verbo feito carne, traz em si mesmo a plenitude da revela\u00e7\u00e3o, dando-nos a conhecer o Pai. Noutra passagem do evangelho de Jo\u00e3o, Jesus explica o sentido deste t\u00edtulo, inserindo-o entre dois outros: o do Caminho e o da Vida. \u201cEu sou o Caminho, a Verdade e a Vida\u201d. Ele \u00e9 o Caminho que conduz ao Pai; precisamente o homem Jesus, enquanto Verdade, transmite-nos em si mesmo a revela\u00e7\u00e3o do Pai e, deste modo, comunica-nos a vida divina. <\/p>\n<p>A verdade tem um papel importante na vida do crente. Ap\u00f3s o baptismo, o crist\u00e3o e a crist\u00e3 h\u00e3o-de esfor\u00e7ar-se por viver, habitualmente, sob a influ\u00eancia da verdade, que permanece neles para os tornar seres nascido do Esp\u00edrito. A verdade \u00e9 o princ\u00edpio interior da vida moral. Pois que a verdade \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do amor de Deus, Cristo Rei da Verdade convida os crist\u00e3os e as crist\u00e3s a praticarem o amor fraterno e a tornarem-se cooperadores da verdade. Que lugar ocupam a caridade e a verdade na minha vida? <\/p>\n<p>Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo: Dn 7,13-14; Sl 93 (92),1ab.1c-2.5; Ap 1,5-8; Jn 18,33b-37<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXIV Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-8376","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8376"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8376\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}